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Domingo, 22 de setembro de 2019

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Aprovação de projeto e ações no turismo vão gerar dez vezes mais empregos que a pesca, diz Mauro

Da Redação - Carlos Gustavo Dorileo

22 Ago 2019 - 17:46

Foto: Rogério Florentino/Olhar Direto

Aprovação de projeto e ações no turismo vão gerar dez vezes mais empregos que a pesca, diz Mauro
O governador Mauro Mendes (DEM) garantiu que as ações de fomento ao turismo vão beneficiar os ribeirinhos da baixada cuiabana e deve gerar dez vezes mais empregos do que a pesca, caso o projeto de lei n° 668/2019, que dispõe sobre a Política Estadual de Desenvolvimento Sustentável da Pesca e que regula as atividades pesqueiras em Mato Grosso, seja aprovado pela Assembleia Legislativa.

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Segundo o governador, o cadastro de pescadores profissionais feito pelo Governo Federal está defasado e consta com diversas pessoas que são bem sucedidas em outras atividades recebendo o benefício, que deveria ser concedido apenas para quem vive da pesca.

“Muito pouca gente que vive diretamente da pesca, não aqueles 10 mil inscritos no cadastro. Estamos levantando que existem pessoas que têm grandes imóveis em Cuiabá, são servidores com altos salários e que são considerados pescadores profissionais com aquela carteirinha que é expedida pelo Governo Federal”, disse o governador nesta quinta-feira (22), garantindo que não faltará empregos no setor turístico para os verdadeiros pescadores.

“O que queremos não é proibir a pesca e, sim, proibir o transporte e a comercialização por um período. Com isso,  temos certeza que vamos propiciar o repovoamento destes rios e incentivar o turismo em Mato Grosso. Isso vai gerar dez vezes mais emprego o que gera a pesca hoje, porque 90% do que se consome em Mato Grosso de peixe, já é produto produzido na piscicultura comercial”, afirmou.

O chefe do Executivo também afirmou que está em diálogo com os deputados estaduais sobre um possível seguro aos pescadores, que realmente vão ser prejudicados com o período de cinco anos sem poder comercializar peixes.

“Estamos discutindo isso na Assembleia Legislativa, sobre um seguro, agora, não para aquele pescador que tem a carteirinha profissional do Governo Federal. É possível, mas isso está neste momento em estudo no Governo. É um pleito da Assembleia Legislativa nos apresentou e estamos negociando isso com os deputados. Queremos fazer algo que seja bom para sociedade como um todo, mas que também não prejudique poucas pessoas”, explicou.

Representantes da Associação de Lojistas, Caça e Pesca de Mato Grosso (Alcape-MT) estão, desde o semestre passado, fazendo uma costura política para que o projeto de lei que ficou conhecido como ‘Cota Zero’, seja barrado pela Assembleia Legislativa.

De acordo com a vice-presidente da associação, Nilma Silva, a categoria conta com o apoio de vários deputados estaduais, federais, vereadores e prefeitos, para que o projeto seja barrado pela Assembleia Legislativa.

Projeto Cota Zero                                                                                                                                                                      
O Projeto de Lei 668/2019 proíbe, em seu artigo 18, o armazenamento, a comercialização e o transporte de pesca amadora por cinco anos a partir do ano de 2020. O pescador teria de soltar o animal de volta no rio na sequência ou consumi-lo no local da pesca. Ele faz parte da Política Estadual de Desenvolvimento Sustentável da Pesca e regulamenta as atividades pesqueiras.

7 comentários

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  • CHIRRÃO
    23 Ago 2019 às 09:36

    Cota zero sim!!! temos que dar um tempo nas pescas..senão vai acabar de vez os peixes..Se não bastasse as PCHs, ESGOTOS. DESMATAMENTOS. PESCA PREDATÓRIA, DESMATAMENTOS, AGROTÓXICOS, FISCAIS CORRUPTOS DA SEMA....ETC ETC ETC..PROIBIÇÃO JÁ!!

  • ricardo
    23 Ago 2019 às 08:11

    A falta de peixe no Rio Cuiabá é o esgoto. A falta de peixe no Pantanal é o excesso de jacaré. A falta de peixe na Bacia do Araguaia e na Bacia do Teles Pires é o excesso de agrotóxico. Com ou sem a "cota zero" o estoque pesqueiro jamais será reposto. "COTA ZERO" é pressão dos piscicultores(criadores de peixes). É tudo comércio. Na verdade o governo é omisso nas suas obrigações de fiscalizar.

  • PAULO NARDES
    23 Ago 2019 às 07:57

    ACEITARIA PERFEITAMENTE CALADO SE: QUANDO O CANDIDATO "MAURO MENTE" APRESENTASSE EM SUA PROPOSTA, IR CONTRA OS CUIABANOS RIBEIRINHOS. APRESENTANDO A PROPOSTA PARA SEUS AMIGUINHOS, QUE TROCAM CONVERSA EM PIER DE RESORT DE LUXO, E IATES E CRUZEIROS. SERÁ QUE ELE , ALGUMA VEZ JÁ VISITOU AS COMUNIDADES RIBEIRINHAS QUE ELE QUER DESTRUIR ????? ELE CONHECE A TRANSPANTANEIRA, UM LUGAR PERTINHO, BARÃO DE MELGAÇO, POCONÉ , CÁCERES, ELE SABE ONDE FICA??//

  • Lamberto Henry
    23 Ago 2019 às 05:12

    O repovoamento da ictiofauna pantaneira é fundamental para gerar empregos e renda sustentável. Atividade da pesca amadora vem caindo muito por pressão de pesca descontrolada. A Argentina cresce com essa política de manutenção das grandes matrizes. Se nada for feito agora podemos encerrar essas atividades em pouco tempo!

  • Cleyton rodrigo
    22 Ago 2019 às 22:19

    Cota zero para quem? Você está traindo seu povo entregando mato grosso nas mãos de turistas enriquecidos para encherem seu bolso isso é safadeza quero ver quem vai impedir o direito de ir e vir com seu sustento da natureza

  • Antônio
    22 Ago 2019 às 19:11

    10 mil pescadores profissionais kkkk, porque não faz um pente fino aí?? Como está fazendo na previdência? Garanto que corta 9 mil pescador que nem conhece o rio. Oportunismo e ganância, falta de escrúpulos e maís centenas de características putrefàticas que só a geração de 1914 pra cá desenvolveu, mas logo tudo vai mudar.

  • Leonardo Rocha
    22 Ago 2019 às 18:04

    Em Goiás deu certo, o turismo cresceu muito na região do Araguaia e ilha do bananal. Mato-Grosso deveria fazer o mesmo.

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