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Sábado, 14 de dezembro de 2019

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Alvo da Defaz, quadrilha sonegou R$ 4 milhões com venda de aguardente sem notas fiscais

Da Redação - Wesley Santiago

23 Ago 2019 - 07:10

Foto: Rogério Florentino/Olhar Direto

Alvo da Defaz, quadrilha sonegou R$ 4 milhões com venda de aguardente sem notas fiscais
A organização criminosa alvo da Delegacia Especializada em Crimes Fazendários e Contra a Administração Pública (Defaz) e da Secretaria de Fazenda (Sefaz), em operação deflagrada nesta sexta-feira (23), faturou aproximadamente R$ 14 milhões com o comércio de bebidas quentes e sonegou R$ 4 milhões em impostos, segundo apontam as investigações.

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A ação policial apura o comércio de bebidas quentes (Velho Barreiro, Jamel, Pirassununga, etc.), oriundas de outros Estados da Federação, desacompanhadas de notas fiscais, sem registro de passagem nos postos fiscais ou com simulação de trânsito para outros estados, mas com o descarregamento do produto no Estado do Mato Grosso.

A fraude, conforme o delegado Sylvio do Vale Ferreira Júnior, adjunto da Defaz, se concretiza com a distribuição das bebidas quentes aos comerciantes espalhados pelo interior do Estado de Mato Grosso, sem qualquer recolhimento de tributos ou até mesmo sem quaisquer notas fiscais.

De acordo com o delegado Sylvio, a fraude promovida pela organização criminosa foi bem estruturada ao passo que faturou aproximadamente R$ 14 milhões com a venda de bebidas quentes. "O ICMS sonegado, a título de substituição tributária, em decorrência do ingresso desses produtos (bebidas quentes) de maneira irregular no Estado de Mato Grosso, perfaz o valor de aproximadamente R$ 4 milhões, segundo dados da Secretaria de Fazenda do Estado do Mato Grosso”, pontua o delegado.

Os mandados foram expedidos para cumprimento em 13 cidades de Mato Grosso e 1 cidade do Estado de Tocantins, sendo elas Cuiabá, Várzea Grande, Pontes e Lacerda, Comodoro, Jauru, Cáceres, Mirassol D’oeste, São José dos Quatro Marcos, Figueirópolis D’Oeste, Tangará da Serra, Campo Novo dos Parecis, Primavera do Leste, Juína e Palmas (TO), cidade que a 1.510 km de Cuiabá.

Liber Pater

A Delegacia Fazendária (Defaz) cumpre, na manhã desta sexta-feira (23), 11 mandados de prisão e 37 de busca e apreensão contra acusados sonegação no Imposto sobre Operações relativas à Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação (ICMS). As primeiras informações apontam que contadores seriam alvos da ação de hoje. A Secretaria de Fazenda (Sefaz) atua em conjunto.

Os mandados foram expedidos para cumprimento em 13 cidades de Mato Grosso e 1 cidade do Estado de Tocantins, sendo elas: Cuiabá, Várzea Grande, Pontes e Lacerda, Comodoro, Jauru, Cáceres, Mirassol D’oeste, São José dos Quatro Marcos, Figueirópolis D’Oeste, Tangará da Serra, Campo Novo dos Parecis, Primavera do Leste, Juína e Palmas (TO).

A operação conjunta conta com a participação de 154 servidores públicos. São  25 delegados, 75 investigadores, 25 escrivães, que atuam na Delegacia Fazendária e outras unidades da Diretoria de Atividades Especiais como Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO), Delegacia Especializada de Repressão a Entorpecentes (DRE), Delegacia do Meio Ambiente (Dema), e ainda de delegacias da Diretoria do Interior, das cidades com ordens expedidas.

A Secretaria de Fazenda empregou 17 Agentes de Tributos Estaduais e 12 Fiscais de Tributos Estaduais na operação.

Nome

Líber Pater remete a Roma antiga, onde havia o culto a Liber Pater (“pai livre”), considerado o deus da viticultura, fertilidade e liberdade. Além de liberdade, o termo Liber também remete à libação, ao ritual de oferecer uma bebida e beber por prazer. Segundo a lenda, Liber Pater foi quem mandou o pastor Estáfilo, filho do deus Dionísio, enviar as uvas para o rei, chamado Oinos, e também teria ensinado o monarca a extrair o sumo e, dessa forma, criar a bebida à qual ele deu seu nome.








 

3 comentários

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  • Realista
    23 Ago 2019 às 12:34

    O consumidor é o grande patenteador dessa prática de sonegação ao não exigir nota fiscal dos produtos que adquire do comercio estabelecido. Alguns destes de certa forma bem grande. Fica esperto consumidor.

  • Pedro
    23 Ago 2019 às 11:06

    Se o estado cobrasse menos tributos, ou se, os políticos e parte dos servidores públicos não desviassem tanto dinheiro dos órgãos, com certeza não precisava estar prendendo comerciantes e taxando na imprensa como organização criminosa!!!

  • trabalhador
    23 Ago 2019 às 11:03

    parabéns pela operação sonegação é crime chega cuiaba passado a limpo chega autoridades parabéns ,o crime não compensa peça nota fiscal exiga seus direitos,

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