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Alvo de esquema de sonegação que faturou R$14 milhões em MT é preso pela Defaz

Da Redação - Patrícia Neves

04 Out 2019 - 15:45

Foto: Rogério Florentino Pereira/Olhar Direto

Alvo de esquema de sonegação que faturou R$14 milhões em MT é preso pela Defaz
A Delegacia Especializada em Crime Fazendários e Contra a Administração Pública (Defaz), cumpriu hoje (4) o último mandado de prisão expedido contra alvos da Operação Liber Pater, que investiga crimes contra a ordem tributária e organização criminosa em Mato Grosso. A fraude promovida pela organização criminosa  faturou aproximadamente R$ 14 milhões com a venda de bebidas quentes, de acordo com a Polícia. A ação foi deflagrada no dia 23 de agosto.

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Segundo a assessoria, Marcelo Ledra Garcia, 45 anos, se apresentou na Defaz, onde foi ouvido pelo delegado Sylvio do Vale Ferreira Junior. O alvo da operação preferiu se manter em silêncio durante o interrogatório e não prestou nenhuma informação. Ele era o único dos alvos da operação que permanecia foragido. O suspeito foi encaminhado para audiência de custódia no Fórum de Cuiabá.

Entenda:

A Operação Liber Pater foi deflagrada em agosto deste ano pela Defaz e Secretaria de Fazenda de Mato Grosso para o cumprimento de 11 mandados de prisão preventiva e 37 ordens de busca e apreensão para apurar o comércio de bebidas quentes oriundas de outros estados sem notas fiscais, sem registro de passagem nos postos fiscais ou com simulação de trânsito para outros estados, mas com o descarregamento do produto em Mato Grosso.

De acordo com o delegado Sylvio do Vale, a fraude se concretiza com a distribuição das bebidas quentes aos comerciantes espalhados pelo interior do Estado de Mato Grosso, sem qualquer recolhimento de tributos ou até mesmo sem quaisquer notas fiscais.

O delegado esclarece que a fraude promovida pela organização criminosa foi bem estruturada, ao passo que faturou aproximadamente R$ 14 milhões com a venda de bebidas quentes. "O ICMS sonegado, a título de substituição tributária, em decorrência do ingresso desses produtos (bebidas quentes) de maneira irregular no Estado de Mato Grosso, perfaz o valor de aproximadamente R$ 4 milhões, segundo dados da Secretaria de Fazenda do Estado do Mato Grosso,” pontua o delegado.
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