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Quarta-feira, 20 de novembro de 2019

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Sem dinheiro para despesas básicas, UFMT suspende pagamento de bolsas até dezembro

Da Redação - José Lucas Salvani

12 Out 2019 - 09:20

Foto: Rogério Florentino/Olhar Direto

Sem dinheiro para despesas básicas, UFMT suspende pagamento de bolsas até dezembro
A Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) suspendeu o pagamento das bolsas para monitoria e tutoria ofertadas aos estudantes. Num despacho publicado na ultima sexta-feira (11), a instituição alega que os cortes foram necessários diante do contingenciamento de R$ 34 milhões feito pelo Governo Bolsonaro no início do ano, além de dívidas e da falta de recursos para cobrir suas despesas mais básicas.

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A Universidade também afirma que a suspensão visa a continuidade das atividades acadêmicas e a manutenção dos auxílios de caráter assistencial. Por meio de uma nota nas redes sociais, a presidente da União Estadual dos Estudantes de Mato Grosso (UEE-MT), Luana Caroline, informou que a entidade irá entrar em contato com os Diretórios Centrais dos Estudantes da UFMT e conselhos superiores para tentar revogar o documento. A UEE-MT defende ser importante a continuidade de bolsas para a permanencia dos alunos na UFMT.

Esta não é a primeira medida tomada pela Universidade após o anúncio de contingenciamento do seu orçamento. Em setembro, a unidade federal anunciou a suspensão de diversos serviços realizados dentro do campus, como limpeza, otimização nos serviços da portaria e vigilância armada, recesso do Restaurante Universitário nas férias e racionamento de energia elétrica em alguns setores da universidade.

Ainda em meados de julho, a UFMT teve sua energia suspensa devido a seis contas atrasadas com a Energisa, concessionária responsável em Mato Grosso, sendo quatro referentes ao ano de 2018 e duas a 2019, que totalizam R$ 1,8 milhão, segundo o Ministério da Educação. Em consequência, a unidade teve prejuízos em pesquisas e alunos que residem na Casa do Estudante sequer foram comunicados, mas já esperavam na época devido às notificações feitas a Universidade.

Corte de 25%

Em setembro, a Coordenação Pessoal de Nível Superior (Capes), fundação vinculada ao MEC, anunciou a suspensão de 5.613 bolsas de pós-graduação até o final de 2019 em todo o país.

Considerando os três cortes, de abril a dezembro, serão menos 55 bolsas de mestrado, 15 de doutorado e dez de pós-doutorado na UFMT. Isso representa uma perda de 11 a 12% em bolsas de mestrado e cerca de 10% em doutorado. O maior percentual ficou para as bolsas de pós-doutorado, que terão corte de aproximadamente 25%.

A UFMT oferece 113 cursos de graduação, sendo 108 presenciais e cinco na modalidade a distância (EaD), em 33 cidades mato-grossenses. São cinco Câmpus e 28 pólos de EaD. Na pós-graduação, são 66 programas de mestrado e doutorado. A instituição atende 25.435 mil estudantes, distribuídos em todas as regiões de Mato Grosso.

8 comentários

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  • Luiz Imperial
    13 Out 2019 às 12:02

    Ótima oportunidade de tratar absurdos que são tratados como tabus. Bolsas distribuídas sem necessidade comprovada, RU subsidiado como na era soviético, licenças remuneradas para pós doutorados inúteis, diárias e passagens para participação em bancas pelo mundo sem falar na farra do descontrole no uso de energia elétrica e água

  • Vilmar Afonso Morais Becker
    13 Out 2019 às 09:45

    contingenciamento de R$ 34 milhões feito pelo Governo "Bolsonaro". Se não colocar governo bolsonaro nas matérias não fica legal né. Os caras vinculam tudo ao cara. Toda matéria dá net é desse jeito. Podem notar.

  • A UFMT PRECISA DE ADMINISTRADOR COMPETENTE!
    13 Out 2019 às 09:30

    Há mto tempo a UFMT apresenta problemas de gestão. Não se trata de algo recente e do atual governo, o exemplo de contas de energia vencidas desde o ano passado assim como a falta de pgto de empresas terceirizadas (alguns meses e recolhimento de impostos há mais de ano) nos mostra exatamente a "responsabilidade" com a coisa pública. A UFMT precisa de um administrador e não de uma nutricionista comunista como gestora. O Ministro já deixou bem claro que há dialogo, é possivel socorrer as universidades além dos valores destinados, p q trabalhar com terrorismo de informação ao invés de procurar resolver junto ao ministerios os problemas reais da universidade???

  • Marcio
    12 Out 2019 às 23:01

    Impressionante o caráter ideológico conservador e autoritário dos outros comentadores da página. José Saramago insiste em uma tal privatização. Até nisso não se atualizou. Hoje já chamam por outros nomes como terceirização ou grande leilão do superavit., privatização acabou nos anos 90, hoje você transfere virtualmente para a Kroton? Uma tal de Mulher ma perguntou para onde vai o repasse do dinheiro público na universidade. Bom, para isso recomendo o trabalho publicado pela própria universidade, com seminário recente, "ANÁLISE DO ORÇAMENTO DA UNIVERSIDADE FEDERAL DE MATO GROSSO EM UM CONTEXTO DE EXPANSÃO DE VAGAS E CRISE ORÇAMENTÁRIA - 2003 a 2017", de autoria da pesquisadora Marilza de Fatima. Para o Ze, a posição do MEC tem sido a mesma desde o inicio da crise: apenas mais do mesmo das politicas de austeridade.

  • Mulher ma
    12 Out 2019 às 12:59

    Pra onde vai o repasse do dinheiro publico na universadade?o mec tem que intervir e acabar com a farra de gastos.

  • José Saramago
    12 Out 2019 às 11:29

    Tem que privatizar. Não faz falta nenhuma.

  • Tiago
    12 Out 2019 às 11:05

    Bommmmmmmm

  • Ze
    12 Out 2019 às 10:07

    Notícia tendenciosa.... Reportagem fútil. Cadê a posição do MEC na reportagem?? A notícia tipifica má gestão dos recursos recebidos.