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Quinta-feira, 21 de novembro de 2019

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Botelho descarta RGA integral em MT e projeta recomposição parcial de salário em 2020

Da Redação - Lucas Bólico

15 Out 2019 - 18:01

Foto: Rogério Florentino Pereira/Olhar Direto

Botelho descarta RGA integral em MT e projeta recomposição parcial de salário em 2020
As expectativas de recomposição salarial para os servidores públicos de Mato Grosso não são nada boas. Isso porque as projeções - otimistas - do presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, Eduardo Botelho (DEM), desconsideram o pagamento da Revisão Geral Anual (RGA) integral. O que há no horizonte é a possibilidade de amenizar as perdas inflacionárias sobre o poder de compra do funcionalismo.

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Botelho concedeu entrevista na noite de segunda-feira (14) ao programa de televisão “Emparedado” e destacou as medidas tomadas no começo do ano pela gestão Mauro Mendes (DEM) para evitar crescimento no déficit de Mato Grosso.
 
“Primeiro nós temos que trabalhar para ter condições de pagar. O Estado tem que ter condições e para isso nós tomamos certas providências, o governo e a Assembleia Legislativa, que foi a primeira medida segurar os gastos e isso foi feito não autorizando nenhuma contratação nova, diminuindo os cargos comissionados, diminuindo gasto com várias outros custeios que eram possíveis. Um deles também é não deixar aumentar mais a folha de pagamento. Isso foi feito”, afirmou.
 
“E agora, na outra ponta, que é aumentar a arrecadação, também foi feito, nós aumentamos o Fethab, fizemos uma revisão nos incentivos e isso vai dar um reflexo para o próximo ano. Agora, nós queremos que aguardar qual vai ser o tamanho desse reflexo que vai acontecer. Eu acredito que vai ser possível, sim, pagar parte da RGA. Todo o RGA com certeza não vai ser possível pagar, mas parte dele acho que começa a pagar no ano que vem”, completou.
 
Botelho defendeu que há vontade política para evitar perda no poder de compra dos funcionários públicos, mas argumentou que o Estado não pode se endividar ainda mais. “Eu tenho certeza que o governador Mauro Mendes é o que mais anseia pagar a RGA. Ele não está  pagando porque realmente não pode ser irresponsável”, argumentou.
 
“O governo Pedro Taques começou com um déficit em torno de R$ 600 milhões a R$ 1 bilhão e entregou com R$ 3 bilhões. Será que seria plausível a gente pegar um Estado com R$ 3 bilhões e entregar com R$ 10 bilhões de déficit? É o caos. O estado não tem como emitir moeda”, pontuou.
 
Botelho também rechaça a tese de que somente os servidores do Executivo estão sendo penalizados no atual momento, uma vez que demais poderes e órgãos autônomos têm conseguido honrar as reposições salariais.
 
“Não é que [funcionário público] está pagando preço. Você não fala assim, você tem que olhar os poderes. Um é Executivo, o outro é o Legislativo e o Judiciário e os órgãos independentes, Ministério Público, TCE... O que acontece com esses órgãos, eles estão dentro dos seus limites. Quem saiu do limite é o Executivo, não é a Assembleia. Nós fizemos uma PEC do Teto e ano passado essa PEC estourou em mais de R$ 600 milhões. Quem estourou em R$ 600 milhões? Só foi o Executivo que estourou. Ele mesmo mandou a PEC e ele mesmo estourou, passaram do limite”.

12 comentários

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  • Joao Batista de Lima
    16 Out 2019 às 16:41

    Essa Luísa CPA deve ser uma recalcada, não passa em Concurso público e fica com essa dor de cotovelo, reposição inflacionária todo ano tem para todos os trabalhadores brasileiros seja celetista ou estatal, até o salário mínimo é corrigido todo ano.

  • Walter
    16 Out 2019 às 09:22

    Aguardem!!! As eleições logo chegam!!

  • Zeca
    16 Out 2019 às 07:26

    Será distribuído recursos advindos do Leilão do Pré-sal aos estados e municípios, porém já ficou bem claro que esses recursos são para investimento e jamais poderão ser utilizados para cobrir folha de pagamento e outras despesas operacionais.

  • moacir
    16 Out 2019 às 07:21

    Governador não quer ser irresponsável com os Poderes que lhe convém. Porque, só o executivo que está pagando pela crise inventada pelo Galo. RGA, leis de carreiras, progressões, etc., não é caridade de governo, é direito do servidor.

  • ROBSON JOSE
    15 Out 2019 às 22:39

    Atento servidor, veja bem quem são os políticos, na próxima eleição eles vão querer votos, esses não poderão mais ser reeleitos. Somos fortes, temos condições de tirar e colocar políticos no poder, é só agente se unir. Sabemos quem são os que nos repeitam enquanto trabalhador.

  • Jadir Brum
    15 Out 2019 às 22:29

    Pois e a má gestão anteriormente em quem paga e o servidor como sempre? Não acho justo, o gestor entra faz cagada saiu e que paga a conta? O Servidor...a parte mais fraca que não toma decisão alguma?

  • Ana
    15 Out 2019 às 20:15

    Diminuiu os comissionados? Onde? Em qual estado? Por favor divulguem o número de comissionados em 2014 em 2018 e em 2019.

  • alexandre
    15 Out 2019 às 19:51

    Se tem crise, porque não reduz os duodecimos e as verbas indenizatorias, porque a crise é ´só para o executivo, como uma quadra gasta 550 milhoes ?

  • Júnior Gomes
    15 Out 2019 às 19:33

    A nossa resposta será no voto, muitas promessas e nada de fazer algo novo. A urna pune. A hora da resposta chegará

  • Joao Soares
    15 Out 2019 às 18:50

    o NOBRE DEPUTADO ASSIM COMO O GOVERNADOR MAURO TERA UMA GRANDE SURPRESA NAS ELEIOES, VAO LEVAR UMA SURRA NAS URNAS.