Olhar Direto

Quinta-feira, 21 de novembro de 2019

Notícias / Cidades

Policiais Civis são presos acusados de extorquir empresário na grande Cuiabá

Da Redação - Wesley Santiago

16 Out 2019 - 08:05

Foto: Rogério Florentino/Olhar Direto

Imagem ilustrativa

Imagem ilustrativa

Dois investigadores da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos de Veículos (Derfva) foram presos, no fim da tarde da última terça-feira (15), no bairro Santa Isabel, em Várzea Grande, por extorquirem um empresário da cidade. Os policiais foram identificados como Juracy Campos de Aguiar, 49 anos, e Leonel Virgolino Pacheco, 41 anos.

Leia mais:
Denúncia contra ex-secretário Rogers Jarbas afasta Stringueta de investigação dos grampos
 
A prisão foi realizada pela Corregedoria da Polícia Civil, que teve apoio do Grupo de Operações Especiais (GOE). Os dois investigadores foram pegos em flagrante no momento em que cobravam R$ 5 mil para liberar um caminhão que estaria irregular.

Conforme o boletim de ocorrências, a Corregedoria recebeu uma denúncia de que os policiais teriam ido até a empresa da vítima para exigir dinheiro. Uma equipe então foi designada para atuar na investigação e conseguiu o telefone do homem que estava sofrendo as pressões.

O empresário sugeriu um encontro em uma loja na cidade de Várzea Grande e explicou que foi procurado no dia 07 de outubro pelos policiais, que exigiram o pagamento de R$ 30 mil para não apreenderam o caminhão da vítima, que estaria irregular.

Após negociação, o valor caiu para R$ 5 mil, sendo que R$ 3 mil seriam pagos no momento do flagrante e outros R$ 2 mil posteriormente. A Corregedoria então orientou a vítima para que registrasse, em foto, os números de série das notas que seriam entregues.

Na terça-feira, foi combinado o encontro entre o empresário e os investigadores, que aconteceu em um posto de combustíveis. Após o pagamento do dinheiro aos acusados, Juracy e Leonel foram abordados por uma equipe do GOE, que encontraram toda a quantia com eles.

Na abordagem, foram encontrados R$ 1.559,00 na carteira de Juracy e R$ 1.554,00 no bolso de Leonel, que ainda tentou esconder um celular jogando-o embaixo do banco. Foram apreendidos também um radiocomunicador e alguns documentos.

As partes foram encaminhadas para a Central de Flagrantes, onde foi registrada a ocorrência. O caso continua a ser investigado pela Corregedoria e um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) deverá ser aberto.
 
Atualizada às 09h18.

7 comentários

AVISO: Os comentários são de responsabilidade de seus autores e não representam a opinião do Olhar Direto. É vedada a inserção de comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros. O site Olhar Direto poderá retirar, sem prévia notificação, comentários postados que não respeitem os critérios impostos neste aviso ou que estejam fora do tema da matéria comentada.

  • fulano
    16 Out 2019 às 16:02

    Vetado por conter expressões ofensivas e/ou impróprias, denúncias sem provas e/ou de cunho pessoal ou por atingir a imagem de terceiros. Queira por favor refazer seu comentário e reenviá-lo.

  • junior
    16 Out 2019 às 15:32

    kkkkk os pulissias começaram em 30 mil ...caiu para 5 mil e terminou em 3 mil ....dinheiro de pinga para liberar o caminhão...gentinha viu

  • Ronaldo
    16 Out 2019 às 12:03

    O que e pra dar exemplo e ajudar a população , são verdadeiros bandidos .

  • Dona Porfiria de Jesus - aposentada
    16 Out 2019 às 10:14

    Esses funcionários devem tudo ganhar bem mais que isso e ainda ficam se sujando por pouca coisa. Não mereceriam nem o emprego que tem, por ingratidão.

  • Carcereiro
    16 Out 2019 às 09:38

    Falta mais atuação por parte da corregedoria da Polícia Civil....Tem mais casos de policiais escritos que fazem.isso é ameaça a vítima...no caso a vítima não denúncia.. Porque todos sabem que nada acontecem...

  • Paulo
    16 Out 2019 às 09:14

    Segue a vida mesmo pois RIVA, SERGIO RICARDO, BOSAIPO...estão pq eles não????

  • Luis Mello
    16 Out 2019 às 08:26

    Daqui a pouco estaram trabalhando como se nada tivesse acontecido, segue a vida.