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Quarta-feira, 16 de junho de 2021

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Professores protestam e exigem apuração de violência contra professora presa ao defender ‘Lula Livre’

Foto: Olhar Direto

Professores protestam e exigem apuração de violência contra professora presa ao defender ‘Lula Livre’
A Associação dos Docentes da Unemat (ADUNEMAT) promoveu na tarde desta sexta-feira (18) um ato em protesto na sede da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp) para reivindicar que seja apurada a violência sofrida pela professora da Unemat Lisanil C. Patrocínio, no último domingo (13), quando participava de um evento social na igreja católica do município de Campos de Júlio (a 553 km de Cuiabá).
 
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A professora Lisanil da Conceição Patrocínio Pereira foi detida, após se posicionar a favor da soltura do ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva e defender um posicionamento de esquerda durante um evento na cidade de Campos de Júlio. Um vídeo que circula na internet registrou o momento em que ela é carregada por vários homens, que a levantam pelas pernas, expondo a professora, que usava saia.
 


“Viemos pedir para averiguar este acontecido, com a professora, que foi brutalmente arrastada num evento religioso, e nós achamos isso um absurdo e não queremos que isso aconteça com mais ninguém, porque ninguém merece passar por essa humilhação, um desrespeito, uma afronta aos direitos humanos. Viemos aqui para proteger os interesses de todos os professores e de todas as pessoas, porque ninguém pode passar por isso”, disse a professora Leonice Rodrigues Pereira, membro da diretoria da Adunemat.
 
Vários professores estiveram presentes no ato desta sexta-feira (18). De acordo com a Adunemat o objetivo é exigir da Sesp que o caso seja apurado e os responsáveis sejam punidos. Os professores ainda devem protocloar uma solicitação exigindo apuração do caso de violência e abuso de autoridade.
 
“Uma colega nossa, a professora Edna, vice-presidente da Adunemat,  foi ao socorro dela e acompanhou de perto tudo que aconteceu lá. Foi extremamente chocante, os vídeos estão na mídia e é muito triste passar por isso”, relatou a professora Leonice.

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