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Sábado, 19 de setembro de 2020

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Construtora promete auxílio para moradores retirados de condomínio com risco de desabamento

Da Redação - Fabiana Mendes

01 Nov 2019 - 15:25

Foto: Olhar Direto

Construtora promete auxílio para moradores retirados de condomínio com risco de desabamento
A incorporadora e construtora RNI, responsável Condomínio Terra Nova, no bairro 23 de Setembro, em Várzea Grande, informou, por meio de nota, nesta sexta-feira (1º), que irá dar auxílio de acomodação às 54 famílias que serão removidas de suas residências, após risco de desabamento constatado pela Defesa Civil.  Está previsto também para acontecer uma reunião entre a administração do Condomínio e a incorporadora para discutir medidas de mitigação dos transtornos aos moradores.

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A empresa disse que as ações acontecem em solidariedade aos moradores, enquanto são apuradas as causas dos danos na construção. Conforme a RNI, na próxima segunda-feira (4), uma equipe especializada ao empreendimento para uma nova vistoria nas casas que apresentam trincas e fissuras. Esse trabalho será usado para dar suporte a análises técnicas.
 
Ainda conforme a nota enviada à imprensa, em julho, a construtora realizou voluntariamente vistoria no Terra Nova Várzea Grande para apurar possíveis causas aos danos relatados por moradores. Na época, contratou uma empresa de engenharia especializada para fazer uma análise com documentação fotográfica dos imóveis.
 
O laudo elaborado pela consultoria independente indicou que os danos foram ocasionados por movimentação do solo e envolvem as edificações construídas depois da entrega do residencial, em 2009. A companhia disse não tem conhecimento sobre os métodos e/ou processos adotados nas ampliações ou modificações realizadas após a implantação do condomínio.
 
O caso

Moradores do Condomínio Terra Nova, no bairro 23 de Setembro, em Várzea Grande, foram notificados, na última quarta-feira (29), pela Defesa Civil, sobre risco de desabamento dos imóveis. O prazo para desocupação estabelecido é de 48 horas. 

De acordo a jornalista e moradora do local, Milene Nunes, o condomínio possui cerca de 600 casas, sendo que 54 delas foram construídas de forma irregular. Muitas estão com rachaduras no teto, piso e até água estaria infiltrando.

Depois do comunicado da Defesa Civil, conforme Milene, muitos moradores ficaram desesperados. "Caso tenhamos que nos mudar, teremos que pagar um aluguel de aproximadamente R$ 1,4 mil a R$ 1,8 mil, que é o preço de uma casa compatível as nossas, além da parcela da casa, no caso de quem paga financiamento".
 

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