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Quinta-feira, 12 de dezembro de 2019

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Advogado de homem que matou engenheira diz que se entregar foi ato de coragem

Da Redação - Fabiana Mendes

11 Nov 2019 - 17:50

Foto: Rogério Florentino Pereira/OD

Detalhe: Jackson Furlan

Detalhe: Jackson Furlan

A defesa de Jackson Furlan, de 29 anos, suspeito de matar a engenheira agrônoma Júlia Barbosa de Souza, 28 anos, na madrugada de sábado (09), após ser baleada na nuca, quando estava dentro da caminhonete do namorado, em Sorriso (a 420 quilômetros de Cuiabá), disse que se entregar a Polícia Civil, no domingo (10), foi um ato de coragem. A vítima e o namorado foram perseguidos pelo acusado por estar andando devagar em uma das avenidas da cidade.

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"Logo mais ele será apresentado a autoridade policial e será preso. Isso não é de nenhuma forma surpresa, nem para o suspeito, nem para sua defesa. Contudo, ainda assim, mesmo sabendo que será encarcerado, em um ato de coragem, em uma demonstração inconteste de vontade de colaborar com a Justiça, ele será apresentado a autoridade policial", disse o advogado em conversa com a imprensa em frente à Delegacia do Município.
 
No dia do crime, a agrônoma pediu ao namorado para que os dois fossem comprar chocolate, já que ela estava com vontade de comer. Eles então seguiram até uma conveniência, de onde saíram minutos depois. O suspeito, que estava atrás, tentou realizar a ultrapassagem e mostrava-se furioso porque o carro da vítima estava devagar.
 
“Houve perseguição, a vítima deu a volta para tentar despistar o suspeito, inclusive entrou em uma rua errada, deu ré e voltou a ir atrás do casal, até que atirou e a atingiu. Não houve discussão, rusga, nada. O vidro da caminhonete permaneceu fechado durante todo o tempo. O motivo foi ela estar devagar com o namorado”, disse o delegado André Ribeiro, responsável pelo caso.

O delegado ainda pontua que não há dúvida quanto a autoria do crime e afirmou que o crime é bárbaro e repugnante. “Algo que chocou a sociedade. Nossos investigadores bateram de porta em porta atrás de imagens que pudessem nos ajudar. Depois que a foto da caminhonete foi divulgada na imprensa, começamos a receber ligações e na noite de sábado já tínhamos o nome do suspeito”.
 
A prisão de Jackson foi decretada e ele se entregou no fim da tarde de domingo, acompanhado do advogado. Durante o depoimento, o homem se reservou ao direito de ficar em silêncio. A caminhonete que ele estava era emprestada.
 
O caso

Segundo a Polícia Civil, Júlia e o namorado saíram de uma conveniência, na Avenida Natalino João Brescansin, por volta da 01h40 da manhã. Eles passaram a ser perseguidos depois de ultrapassarem um desconhecido, em uma caminhonete branca. O motorista buzinava o tempo todo para que o namorado de Júlia parasse.
 
Entretanto, o casal seguiu, quando na avenida Brasil, perto do Hospital 13 de Maio, o suspeito deu um tiro que acertou a nuca da vítima. Júlia foi levada para o hospital, porém não resistiu aos ferimentos e foi a óbito. Após efetuar o disparo, o suspeito fugiu sentido a rodovia MT-242.

37 comentários

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  • OSCAR
    22 Nov 2019 às 08:33

    Vetado por conter expressões ofensivas e/ou impróprias, denúncias sem provas e/ou de cunho pessoal ou por atingir a imagem de terceiros. Queira por favor refazer seu comentário e reenviá-lo.

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  • rael marcos
    18 Nov 2019 às 11:14

    Que covardia, me perdoe o que vou dizer, mas acho que devemos voltar ao tempo da vingança privada, pois o direito passa uma sensação de impunidade. na vingança privada a família da vitima pode fazer o mesmo com o acusado. PENA DE MORTE PARA ESSE CIDADÃO JACKSON FURLAN.

  • Maria Auxiliadora
    13 Nov 2019 às 08:47

    E ainda querem facilitar mais ainda a aquisição porte e posse de armas de fogo. O sujeito que nunca elevou a voz para outros com uma arma se transforma em um assassino. Coragem não foi! fugir do flagrante talvez e embriaguez ao volante seria absorvida pelo crime mais grave, homicídio qualificado pelo motivo fútil, torpe e que dificultou a defesa da vítima. Ou se entrega ou vai viver fugindo e correndo o risco de revenge!>

  • Paulão
    13 Nov 2019 às 07:45

    tem horas que eu acho que o advogado teria que ir preso junto com o criminoso. falar um bobagem dessa

  • GILSON HERMAN
    12 Nov 2019 às 19:20

    coragem...armado e atira por tras numa mulher...?? serio isso...?? lamentavel...coitada dela pro encontrar gente assim pelos caminhos da vida...

  • Marcos
    12 Nov 2019 às 17:20

    Ato de coragem com certeza não foi. Se entregou pois relaxou o flagrante, se estava embriagado (o que é bem provável) já havia sarado, com certeza tem endereço fixo, bons antecedentes, etc, etc e sabe muito bem que logo estará solto, se é que a essa altura já não está. Coragem esse cidadão só tem, armado. Coragem esse cidadão só tem pra atacar armado, pessoas indefesas, atacar por nada. Tirar a vida de uma pessoa simplesmente pra mostrar que se ele tem uma arma, os demais tem que respeitar. Isso não é coragem. É covardia. O ato de se entregar é o mínimo que ele teria que fazer e não precisa coragem pra isso, não aqui no nosso país.

  • luiz
    12 Nov 2019 às 10:51

    Se tivesse coragem, não atirava pelas costas. Tem que apodrecer na cadeia, matar uma pessoa nestas circunstâncias é inadmissível.

  • Teves neves
    12 Nov 2019 às 10:42

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  • Gringo
    12 Nov 2019 às 10:34

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