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Domingo, 08 de dezembro de 2019

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Blairo acredita que soltura de Lula não deve atrapalhar Bolsonaro e não vê mais espaço para ex-presidente nas urnas

Da Redação - Wesley Santiago/Do Local - Érika Oliveira

20 Nov 2019 - 17:30

Foto: Ricardo Stuckert

Foto tirada em 2014, durante uma visita a Cuba

Foto tirada em 2014, durante uma visita a Cuba

O ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva não deverá ser ‘pedra no sapato’ do presidente Jair Bolsonaro (PSL). Esta, pelo menos, é a avaliação do ex-ministro da Agricultura, Blairo Maggi, sobre a soltura do líder petista, após a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que passou a não mais permitir a prisão após condenação em segunda instância. Segundo o político mato-grossense, não há mais espaço para o ex-chefe de Estado nas urnas.

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“Acho que a soltura do Lula não tem nada a ver [com atrapalhar o governo de Bolsonaro]. Uma questão é jurídica que está sendo decidida lá. Goste ou não, é a decisão que tem. Acho que não tem mais espaço para uma vitória hoje do ex-presidente nas urnas”, disse Blairo Maggi, durante a entrega do Hospital Municipal de Cuiabá (HMC), na segunda-feira (18).
 
Ainda conforme o ex-ministro, ao chegar nas eleições de 2022, “veremos claramente que tudo que estamos discutindo hoje fará parte de um passado bastante distante. A sociedade brasileira não aceitava mais aquela forma de fazer política, de deixar sempre mais cara as coisas aqui. É uma ruptura, que deve continuar”.
 
Blairo também aproveitou para fazer uma análise do início do mandato de Bolsonaro e também de Mauro Mendes. “Acho que todos aquele que assumem algum cargo, o fazem com muita vontade. As vezes demora um pouco para acertar porque não está familiarizado com as demandas. Vejo que tanto o presidente, quanto o governador, tem procurado acertar. Este é o caminho que irá levar para o sucesso de um governo exitoso.
 
“Prontamente, o presidente está fazendo um governo reformista. O Congresso é assim também. Ficou mais que provado que não poderia continuar como estava, porque teríamos problemas sérios. As reformas são necessárias para adequar o tamanho do país e economia que temos. As corporações cresceram muito, o país quase não dá mais conta de fazer o enfrentamento”, finalizou Blairo Maggi.

A votação no STF foi acirrada, com cinco ministros votando a favor da prisão apenas após esgotamento dos recursos e cinco votando contra. O voto do presidente da corte, ministro Dias Toffoli, desempatou a questão.
 
Ficaram vencidos os ministros Alexandre de Moraes, Edson Fachin, Luís Roberto Barroso, Luiz Fux e Cármen Lúcia, que entendiam que a execução da pena após a condenação em segunda instância não viola o princípio da presunção de inocência.
 
Com esta decisão a pena não passa a ser aplicada automaticamente após condenação em segunda instância. Um dos que foram diretamente beneficiados é o ex-presidente Lula, que estava preso na sede da Polícia Federal em Curitiba e ainda não teve os possíveis recursos esgotados.

PEC

Tramita na Câmara Federal a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 410/18, que deixa clara, no texto constitucional, a possibilidade da prisão após condenação em segunda instância.
 
Pelo texto, após a confirmação de sentença penal condenatória em grau de recurso (tribunal de 2º grau), o réu já poderá ser preso. A relatora da proposta, deputada Caroline de Toni (PSL-SC), já apresentou parecer favorável à admissibilidade da PEC.
 
Quem é a favor da proposta afirma que a prisão após condenação em segunda instância dará celeridade ao sistema processual criminal e evitará a impunidade. Quem é contra argumenta que a proposta é inconstitucional, por ferir cláusula pétrea, ao modificar o artigo que trata dos direitos e garantias individuais.

9 comentários

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  • Marcos
    21 Nov 2019 às 09:02

    Nem pode voltar a ser eleito. Uma equipe, um partido que já ficou no poder por 16 anos seguidos precisam participar do governo de outras formas, senão nada muda. A própria reeleição a meu ver já é uma forma de travar qualquer desenvolvimento em um país. Os bolsonaristas fanáticos (assim como os petistas e talvez até pior) e inclusive o próprio presidente, perdem muito tempo dando atenção a Lula e a essa situação dele estar solto ou não. Lula não faz mais diferença preso ou solto. Ele deve sim pagar pelos crimes que lhe são atribuídos e pronto. Bola pra frente, Vamos torcer pelo presidente e claro, cobrá-lo se for preciso. Isso sim é papel de eleitor que se preza. Cobrar serviço (bom serviço) dos nossos funcionários que foram selecionados no último processo seletivo temporário (eleições).

  • Apolo
    21 Nov 2019 às 08:56

    KKKKKKKK O Bozo não precisa ser atrapalhado. É incompetência!!!

  • Villas
    21 Nov 2019 às 08:15

    Quem atrapalha Bolsonaro é ele próprio e sua equipe.Estamos fechando o ano com o PIB negativo,14 milhões de desempregados,recessão econômica,30% de desmatamento e queimadas a mais que o ano passado,enfim um desastre político,social e econômico!!

  • Galdencio
    21 Nov 2019 às 05:56

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  • Nonato
    20 Nov 2019 às 22:32

    Agora vem esse filósofo de meia tigela..não fez nada como governador..como senador..como ministro..o Sr è um zero bem grande pra política.. já foi sua vez

  • Bea
    20 Nov 2019 às 22:27

    Realmente, ele ainda vai acabar com o país sozinho, ninguém vai impedir né.

  • josé de souza
    20 Nov 2019 às 22:07

    LULA TI PRESTIGIOU MUITO DR. BLAIRO, DEU DNIT, PARAGA PAGOOT, FOI ATÉ SPEZAL TI PRESTIGIAR VC O SR E O AGRO NEGOCIO. LULA É NOME MAIS FORTE NA POLITICA DO BRASIL.

  • Ricardo
    20 Nov 2019 às 19:26

    Muito pelo ao contrário, fez foi é ajudar, assim a população, o povo, entendera quem ficou 12 anos no poder roubando e quem esta a 01 ano fazendo melhorias, basta andar o Brasil e desligar a Globo, filho por filho, de ambos são pilantras ....

  • joao
    20 Nov 2019 às 18:10

    Teria que ser preso já na primeira instância e a segunda instância confirmaria ou não a condenação, se confirmada continuaria o condenado preso. Dois processados, um já cumpriu 580 dias preso. Que vergonha.

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