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Deletran reforça blitzes da Lei Seca antes e durante festas de fim de ano

Da Redação - Wesley Santiago

30 Nov 2019 - 16:18

Foto: Divulgação/Fotos Públicas

Deletran reforça blitzes da Lei Seca antes e durante festas de fim de ano
A Delegacia Especializada em Delitos de Trânsito (Deletran) irá reforçar as blitzes da ‘Lei Seca’ antes e durante as festas de fim de ano. A intenção é fazer com que os motoristas reflitam sobre as consequências de dirigir embriagado e também coibir a inadimplência com os documentos dos veículos. O principal ponto, segundo o delegado Christian Cabral, continua sendo evitar mortes.

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“Está sendo estudado o incremento da fiscalização, justamente para antes do início das festividades. Isso serve para que as pessoas possam refletir das consequência de se comportar às margens da lei. Seja no caso da embriaguez ou na conferência do Estado dos equipamentos, documental, entre outros”, explicou o delegado ao Olhar Direto.
 
Christian ainda pontuou que este é um bom momento para o cidadão aproveitar o 13º salário para quitar os débitos veiculares, para evitar transtornos no fim de ano. O delegado ainda destaca que a Lei Seca tem trazido resultados, mudando o pensamento de diversas pessoas, principalmente sobre a questão da soma entre bebida e direção.
 
“Porém, ainda observamos que os índices estão muito altos, fora dos padrões que encontramos em outros Estados. Ainda há necessidade de intensificar as ações de fiscalização. Após cinco anos, ainda não conseguimos fazer mais que uma ação por semana. É um número tímido e baixo para nossa realidade. Mas ficamos emperrados por falto de recursos humanos e materiais. Infelizmente surgem pequenos espaços e o efetivo trabalha de forma voluntária, sem remuneração”, explicou o delegado.
 
Christian ainda cita o Rio de Janeiro como um dos exemplos promissores. “Lá, criou-se uma estrutura própria para a Lei Seca. Costumam ter mais de uma operação por dia, em vários locais ao mesmo tempo. Seria algo benéfico, um batalhão exclusivo. Aqui”.

O especialista em direito e gestão de trânsito do Rio de Janeiro, Gabriel França, afirmou que as blitzes da Lei Seca são as mais eficazes para reduzir o número de vítimas no trânsito. Ele afirmou que foi somente com o uma política diária que os cariocas aprenderam a lição e reduziram pela metade o número de ocorrências do tipo. 

Gabriel França, que esteve em Cuiabá para participar do 1ºWorkshop da Secretaria de Mobilidade Urbana (Semob), disse que uma das ações mais efetivas na redução destas estatísticas é a realização de blitzes da Lei Seca, que já se tornaram referência em vários municípios do país.

“No Rio de Janeiro, as operações são executadas há nove anos e os números de vítimas caíram para menos da metade. Lá, é uma política diária, independente de final de semana ou feriado. Foi assim que o carioca aprendeu que não dá para beber e dirigir, porque tem a fiscalização. A educação e a fiscalização são complementares”, completou o especialista.

O presidente do Departamento Estadual de Trânsito (Detran), Gustavo Vasconcelos, disse que, em breve, Cuiabá deverá ter até quatro blitzes da Lei Seca por semana. A medida deverá começar a valer quando o novo projeto de lei for aprovado na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT). Ele permite que policais participem da ação e recebam horas extras por isso. Segundo o gestor, a intenção é que os números sejam parecidos com os do Rio de Janeiro.

“Nosso índice de alcoolemia é muito grande. Passamos de 22% para 13%. Isso porque estamos fazendo diversas blitzes. Estamos com o projeto de lei na Assembleia para que os profissionais de folga possam trabalhar na Lei Seca. Com isto, poderemos chegar ao índice de até 5%, como é no Rio de Janeiro. Nossa intenção é chegar a quatro blitzes da ‘Lei Seca’ por semana”, explicou o secretário.
 
Mortes no fim de ano
 
Vale lembrar que, em dezembro do ano passado, a professora Rafaela Screnci da Costa Ribeiro, de 34 anos, atropelou e matou Mylena de Lacerda Inocêncio, de 22 anos e o  cantor Ramon Alcides Viveiros, de 25 anos. Além disto, a jovem Hya Girotto também foi atingida, mas sobreviveu.
 
O delegado Christian Alessandro Cabral afirmou que os laudos periciais revelaram de forma robusta duas situações que culminaram com a morte das vítimas, Myllena de Lacerda Inocêncio e Ramon Alcides Viveiros.
 
Conforme o delegado, apesar do local do acidente ter grande movimentação de pessoas e veículos, a condutora Rafaela Screnci tinha plenas condições de visibilidade da situação e da prévia presença das duas vítimas, que estavam paradas na faixa de rolamento. Ainda assim, não teria reduzido a velocidade ou realizado qualquer manobra para evitar o atropelamento, situações que revelam que a indiciada teria assumido o risco de causar o acidente.
 
Outra conclusão apontada no inquérito é que Hya Girotto também teria contribuído para o atropelamento, por retardar a conclusão da travessia da pista e dispersar a atenção das vítimas, fazendo-as ficarem em situação de perigo, sem chances de reação. Porém, a Justiça decidiu não torná-la ré.

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