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Emanuelzinho critica Mendes por má vontade sobre VLT: 'está sendo empurrado com a barriga'

Da Redação - Arthur Santos da Silva/ Erika Oliveira

01 Jan 2020 - 07:57

Foto: Rogério Florentino Pereira/Olhar Direto

Emanuelzinho critica Mendes por má vontade sobre VLT: 'está sendo empurrado com a barriga'
O deputado federal Emanuelzinho (PTB) engrossou o coro dos que criticam o primeiro ano de Mauro Mendes (DEM) como governador de Mato Grosso. Um dos comentários depreciativos do parlamentar sobre o chefe do Executivo Estadual se dá pela indefinição quanto ao Veículo Leve Sobre Trilho (VLT). “Nada foi feito porque o VLT não é prioridade desse Governo”, afirmou o deputado.

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Atualmente um estudo sobre a viabilidade do VLT é feito por um Grupo de Trabalho composto por vários órgãos e comandado pela secretaria Nacional de Mobilidade Urbana, vinculada ao Ministério de Desenvolvimento Regional. Somente após a conclusão do GT, o futuro do modal será definido. Emanuelzinho, porém, cobra mais diálogo com nomes de Mato Grosso.
 
“O VLT está sendo empurrado com a barriga desde a gestão anterior. O governador Mauro Mendes precisa atuar como estadista. Ele precisar ser um líder político em Mato Grosso e ser mais conciliador. Ele não senta com a bancada federal, senta ele e um núcleo de três secretários”.
 
As obras do Veículo Leve sobre Trilhos foram iniciadas em 2012 e estão paralisadas desde 2014. Projetada para ter uma extensão de 22 quilômetros, com dois itinerários, o primeiro trecho ligaria o Aeroporto Marechal Rondon até a Avenida Rubens de Mendonça. O segundo trecho sairia da Avenida Tenente Coronel Duarte até a região do Coxipó.
 
Em 2009, quando Cuiabá foi escolhida para ser uma das sedes da Copa, a decisão do governo era para que o modal de transporte a ser utilizado era o BRT (Bus Rapid Transit), com o custo de R$ 400 milhões a época. Somente em 2012, quando o Governo Federal autorizou a troca do modal, que Mato Grosso optou pelo VLT, com recursos da Caixa Econômica Federal e Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
 
O posicionamento de Emanuelzinho está alinhado com o do prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB). O chefe do Executivo municipal inclusive ajudou a montar um cenário de desavenças com o governador. Sobre o VLT, Pinheiro (o pai) encara o modal como uma “virada de página” no transporte coletivo que precisa ser defendida por Mauro Mendes.
 
A família Pinheiro também é uníssona ao apontar falta de diálogo entre o governador democrata, a bancada federal e as prefeituras de Cuiabá e Várzea Grande.  Ao Olhar Jurídico, Emanuelzinho comparou os atos de Mendes em relação ao VLT e o empenho quando o assunto é o Hospital Universitário Júlio Muller. Cenário comprovaria a falta de vontade em relação ao transporte.
 
“Quando falta dinheiro para fazer o Júlio Muller: batata quente na bancada. E a coisa não pode ser assim, a relação é bilateral. O que eu puder ajudar, como deputado federal, estou a favor do Estado e à disposição para trabalhar com ele”, explicou.

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