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Quarta-feira, 26 de fevereiro de 2020

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Polícia indicia 57 membros de facção criminosa por roubo, tortura e tráfico

Da Redação - Fabiana Mendes

17 Jan 2020 - 15:28

Foto: Rogério Florentino Pereira/OD

Polícia indicia 57 membros de facção criminosa por roubo, tortura e tráfico
A Polícia Judiciária Civil concluiu, nesta quinta-feira (16), o inquérito da operação Reditus e indiciou 57 membros de facção criminosa em Cuiabá, Rondonópolis, Pedra Preta, e em uma cidade Amambai, em Mato Grosso do Sul. Os alvos tinham envolvimento em diversos crimes como tráfico de drogas, tortura, roubos e corrupção de menores. A operação foi deflagrada em dezembro de 2019 pela Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (DERF) de Rondonópolis.

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A operação foi deflagrada em dezembro de 2019, visando dar cumprimento a 108 ordens judiciais, sendo 67 mandados de prisão preventiva e 41 de busca e apreensão domiciliar. Ao todo, foram apreendidos R$ 12 mil, oito veículos, sendo cinco carros e três motocicletas, avaliados em R$ 300 mil, além do fechamento de dois estabelecimentos comerciais utilizados pelo grupo criminoso para lavagem de dinheiro e 18 volumes de informações produzidos durante a investigação.

O procedimento investigativo presidido pelo delegado Santiago Rozendo Sanches e Silva foi e encaminhado para a 7ª Vara do Crime Organizado, em Cuiabá. “Foi uma das maiores operações já realizadas em Rondonópolis, desarticulando o grupo criminoso que atuava no município e região, destacando a volta do controle estatal em regiões antes dominadas pelo crime”, disse o delegado.

Investigações

As diligências que resultaram na operação Reditus iniciaram em 2018 para apurar crimes de organização criminosa, tráfico de drogas, associação para o tráfico, tortura, roubos e corrupção de menores. Os trabalhos culminaram na identificação de suspeitos, alguns recolhidos em unidades prisionais de Rondonópolis e Cuiabá, e outros integrantes que circulavam livremente para região cometendo diversos crimes.

Conforme investigação da Polícia Civil de Rondonópolis, o grupo era bem estruturado e ordenado, com divisão de tarefas entre seus integrantes, responsável por grande parte das ocorrências praticadas na região do sul de Mato Grosso.

Durante monitoramento da associação, foi possível mapear o funcionamento, com a identificação dos membros e suas respectivas funções. As principais características dentro do grupo eram hierarquia, organização pré-definida com disciplina e gerentes, fluxo financeiro com pagamento de mensalidades, taxa sob o tráfico de droga, extorsão de empresários, entre outros.

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