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Sexta-feira, 21 de fevereiro de 2020

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"Querem ele morto", diz advogada de Bruno após desistência do Operário

Da Redação - Fabiana Mendes

23 Jan 2020 - 10:45

Foto: Alex de Jesus/O TEMPO

Logo depois da desistência do Clube Esportivo Operário Várzea-Grandense (CEOV) em contratar o goleiro Bruno Fernandes, cuja negociação vinha acontecendo há semanas, a advogada do atleta, Mariana Migliorini, confirmou a justificativa do clube, dada na tarde de quinta-feira (22), sobre a perda de patrocinadores e acrescentou que as pessoas querem ele morto. Bruno foi condenado a mais de 20 anos de prisão pelo sequestro, assassinato e ocultação do cadáver de Eliza Samudio, em 2010. 

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"Os empresários de Várzea Grande não querem ter o nome do Bruno vinculado a eles por conta da repercussão social. Querem ele morto, isso não é pena, não é algo civilizatório. O Bruno já pediu perdão, cumpriu a pena. Deus perdoa, a sociedade não", afirmou ao site O Tempo.

Quando soube da desistência da contratação, segundo a advogada, o goleiro ficou "extremamente triste, sem dormir e sem comer".

O comunicado sobre a desistência das negociações foi emitido à imprensa no começo da tarde desta quarta-feira (22). O clube cedeu à pressão da opinião pública e ao medo de perder recursos importantes para o ano em que disputará a Copa do Brasil e tem feito um planejamento visando o Campeonato Mato-grossense.

Diante da onda de manifestações contrárias, as empresas Pork Premium e Locar Gestão de Resíduos haviam desistido de patrocinar o time, para não terem a imagem associada à do atleta condenado pela Justiça.

"A gente acabou perdendo alguns patrocinadores que eram do clube, isso foi fazendo a gente repensar muito, porque sem dinheiro você não consegue fazer futebol", informou André Xéla, supervisor de futebol do Operário, ao Olhar Direto

Anteriormente, a Martinello e a cooperativa Sicredi, que patrocinam o Campeonato Mato-grossense, desautorizaram o uso das respectivas marcas nos uniformes do time e em painéis utilizados em entrevistas. 

Na noite de terça-feira (21), manifestantes se reuniram no entorno do estádio Dito Souza, instalado no bairro Cristo Rei, em Várzea Grande, onde seria realizada uma partida de futebol do tricolor e protestaram contra a contratação. As mulheres estavam vestidas de preto e, além de cartazes, seguravam um cartão vermelho nas mãos, que indica a expulsão de um jogador em uma partida de futebol.

"Metade apoiava, mas a outra metade que não, consegue fazer um barulho muito grande. Estavam pressionando bastante os patrocinadores, quando saiu a camisa 2020, eles sabiam quem eram", acrescentou Xéla.

“A gente vai dar todo respaldo jurídico para finalizar esse processo, porque agora tem a volta de domicilio, já existia um trâmite na Justiça, a gente vai continuar com isso até finalizar", afirma.
 

42 comentários

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  • Zé Mané
    24 Jan 2020 às 13:01

    Vai ter de vender Macarrão ou Bola...

  • André
    24 Jan 2020 às 11:09

    Isso só mostra a arrogância desse sujeito. Qualquer outra pessoa, se verdadeiramente arrependimenta, iria fugir dos holofotes e iria buscar o anonimato a qualquer custo. Ele não. Ele quer afrontar a sociedade com a sua presença e nos empurrar goela abaixo. Tamanha é a sua prepotência.

  • Juliane Galice
    24 Jan 2020 às 07:21

    e o ser humano kd o ser humano se Deus perdoa o ser hamano nao perdoa se o bluno tivesse voltado pro nundo do crime ai sim o ser humano perdoaria

  • Zé Mané
    24 Jan 2020 às 06:39

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  • Cuiabana
    23 Jan 2020 às 23:05

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  • Cuiabana
    23 Jan 2020 às 23:05

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  • Bacana
    23 Jan 2020 às 21:56

    Simples. Faz um curso no Senai de pedreiro. E va pra construcao Civil. Tera um emprego digno e deixara de ser idolo no futebol...

  • Cidadão
    23 Jan 2020 às 21:07

    Uma matou pai e mãe , outra a enteada , todas irão virar filmes ,não sou a favor do que ele fez pelo contrário, mais não é muita hipocrisia por parte de certos brasileiros ? Uns muitos condenados e outros por matarem país estarem com suas regalias? Será mesmo que o feminismo é maior que o familiarismo?

  • Pedrão
    23 Jan 2020 às 19:31

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  • Gisela
    23 Jan 2020 às 19:20

    Menos um criminoso nas ruas.