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“Greve geral será tão dura quanto necessária”, diz ADUFMAT após aderir à paralisação nacional

Da Redação - Bruna Bom

19 Fev 2020 - 14:02

Foto: Rogério Florentino / Olhar Direto

“Greve geral será tão dura quanto necessária”, diz ADUFMAT após aderir à paralisação nacional
A assembleia geral dos docentes da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), realizada nessa terça-feira (18), aprovou adesão à paralisação nacional da Educação, que será realizada no dia 18 de março e disse que existe um indicativo de greve, porém sem data. Isso significa que a categoria está de acordo com a construção da greve, mas aguardará orientações do ANDES (Sindicato Nacional das Instituições de Ensino Superior) sobre a data de início da mesma.

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Segundo a ADUFMAT, a greve por tempo indeterminado que acontecerá em 2020 será tão dura quanto necessária, com a possibilidade inclusive de corte de ponto dos servidores entre outras retaliações.

A decisão da assembleia será levada para a reunião de setor do ANDES, marcada para os dias 14 e 15 de março. Na ocasião, tudo o que foi discutido pelas seções sindicais de todo o país será avaliado, e o Sindicato Nacional saberá se há, de fato, disposição da categoria para a realização do movimento paredista por tempo indeterminado e a partir de quando.
 
Conforme edital de convocação, a assembleia dessa terça-feira também debateu conjuntura, deliberações do 39º Congresso do ANDES, além dos informes de interesse dos docentes.
 
A análise realizada na assembleia de terça-feira incluiu temas como novos cortes no orçamento das universidades, redução de salário já previsto no orçamento e constante nos contracheques, suspensão de qualquer progressão,  entre outros elementos que dialogam com os interesses dos docentes federais. Mesmo diante de tantos problemas, o esvaziamento da assembleia foi bastante expressivo.

“Parece que nós estamos nos desmanchando. Quando um ministro chama os servidores de parasitas eu fico me perguntando o que falta para alguém abrir a boca pelo menos para xingar. Não é possível!”, disse a professora Marluce Silva do Departamento de Serviço Social da UFMT.

40 comentários

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  • Estudante
    21 Fev 2020 às 15:08

    Sou aluno da UFMT a 4 anos, entrar na universidade era meu sonho, porém desde que comecei o curso vi o descaso e o desrespeito das gestões da reitoria para com a universidade, todos os prédios, todos os blocos, todas as salas caindo aos pedaços, tudo mofado, estragado, fios desemcapados, isso quando não escorre bosta de morcego do telhado por causa de chuva forte. Tive a oportunidade de aprender com grandes professores, que realmente merecem o título que têm, por outro lado a maioria são despreparados, desqualificados, não dão aula, perseguem alunos, nos ridicularizam, não é atoa a quantidade absurda de alunos na fila do serviço de psicologia da UFMT com depressão severa. Tudo que é feito aqui, e deve ser valorizado sim, é na base da garra e do esforço. Essas greves são ridiculas, professores que não concordam são perseguidos dentro da faculdade. A ideia de uma universidade é o desenvolvimento do aprendizado em todos os sentidos, porém, infelizmente, não é isso que acontece na UFMT, já que se você pensar diferente da massa é perseguido por todos os lados. Essa greve não vai adiantar de nada, do mesmo jeito que todas as outras. O problema é realmente estrutural, por outro lado o povo não pode abrir mão e abandonar as universidades, mas sim exigir que elas melhorem, ajudem os aluno

  • Phenomboy
    21 Fev 2020 às 11:05

    TEVE AULA?? NÃÃÃÃAÃÃÃÃÃÃAÃÃOOOOOOOO. TÁ DE GREVE? TÔÔÔÔÔÔÔÔÔÔÔÔ! OLHA OLHA OLHA OLHA AULA NO NATAL, AULA NO NATAL, AULA NO NATAL. SE DEU MAAAAAAAALLLL TAMBÉM NO CARNAVAL.

  • Walter
    21 Fev 2020 às 09:43

    Enquanto aqui em baixo os pobres trabalham 6 meses do ano só pra pagar impostos e os outros 6 meses para sobreviver. Lá em cima um monte de gente recebe sem trabalhar... Triste realidade brasileira...

  • Zeca
    20 Fev 2020 às 11:20

    As universidades públicas no Brasil devem ser privatizadas e o governo pagar Bolsas de estudos para quem quiser estudar e não pode pagar. Acabará as despesas com o corpo discente, servidores, energia, água, telefones, cujos serviços gastam sem nenhum limite, veículos, materiais didáticos, móveis, utensílios, instalações de todas as formas, alojamentos e tudo quanto usam sem nenhum retorno ideal para o estado. Chega, acabem com essas regalias e quem quer estudar, estudará , que só quer fazer politicalha, que faça sob suas expensas.

  • O atalaia
    20 Fev 2020 às 10:53

    As greves não prospram mais no Brasil e os líderes sindicais devem ter em mente que l é preciso mudar a forma de atuação para terem êxito em suas revindicações. Talvez os sindicatos devem trabalhar em conjunto, contratando empresas especializadas e /ou marqueteiros para fazerem campanhas contra os candidatos ao executivo que são expressamente contra as politicas publicas que valorizem os trabalhadores. Movimentos paredistas são coisas do passado.

  • AVANÇA MT
    20 Fev 2020 às 10:07

    VAI COMEÇAR A PETEZADA A BAGUNÇAR TUDO DE NOVO MAIS 6 MESES DE FÉRIAS RECEBENDO NÃO DÁ E OUTRA COLOCA ESSES RIQUINHOS PARA PAGAR AS FACULDADES JÁ !!!

  • Jorge1
    20 Fev 2020 às 09:59

    Greve, de novo! Esse direito deveria ser cancelado. Quem tiver insatisfeito, que peça demissão. Afinal há tanta gente qualificada que quer entrar e não consegue, por conta das barreiras. O serviço público está passando por uma reformulação, por conta de melhoria no futuro. Como é o caso da Dedicação Exclusiva, que deveria acabar.

  • Walter
    20 Fev 2020 às 09:42

    É simples, fecham as UFs temos tantas particulares, melhoram as bolsas estudantis, questão de parasitas, temos sim inúmeros casos. Não seria possível q nas UFs também não tem

  • Curioso
    20 Fev 2020 às 09:31

    ANO ELEITORAL E A GALERA QUERENDO APARECER NA MÍDIA

  • Silvia
    20 Fev 2020 às 08:57

    Quantos artigos científicos a UFMT publicou nos últimos cinco anos???? Lembrando que o orçamento da UFMT é o terceiro maior do Estado, só fica atrás governo do estado e da prefeitura de cuiabá.

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