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Quinta-feira, 02 de abril de 2020

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Sargento alega legítima defesa ao matar empresário e é solto após depoimento

Da Redação - Fabiana Mendes

26 Fev 2020 - 16:25

Foto: Rogério Florentino Pereira/OD

Detalhe: Pedro Pegorini.

Detalhe: Pedro Pegorini.

O sargento da Polícia Militar suspeito de matar o empresário Pedro Pegorini, compareceu na Delegacia de Polícia de Tapurah (a 429 quilômetros de Cuiabá), na tarde desta terça-feira (26), onde foi ouvido pelo delegado responsável. O suspeito, que foi liberado, teria alegado legitima defesa. A versão teria sido confirmada por outra testemunha também ouvida na unidade policial. 

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O crime aconteceu em um chácara às margens do Rio Borges, localizado entre os municípios de Tapurah e Itanhangá, na tarde de terça-feira (25). Conforme a Polícia Civil, o militar disse que teria discutido com o empresário após sofrer humilhações e ainda ser ameaçado de morte. 

Minutos antes de efetuar os disparos responsáveis por matar o pioneiro de Lucas do Rio Verde, vítima e suspeito teriam entrado em luta corporal. O militar também teria visto que a vítima estava no quarto, local onde guardava uma arma de fogo, posteriormente apreendida. Ao ouvir o barulho da porta de um guarda-roupas batendo, seguiu até o cômodo e fez disparos para assustar o homem, pois tinha medo de ser morto por ele.

A princípio, os militar teria pensado que os tiros teriam atingido uma porta. Tanto que logo depois, o policial teria permanecido na chácara, quando teria sido avisado pelo caseiro da suspeita da morte de Pedro. Na ocasião, orientou que ele acionasse o serviço de resgate e as autoridades policiais.

O 13º Batalhão da Polícia Militar em Lucas do Rio Verde, juntamente com o Pelotão de Tapurah, adotou as medidas legais relacionadas ao crime, como preservação do local, apoio às unidades das polícias Técnica e Civil, diligências com objetivo de prender o sargento e agora está reunindo a documentação que vai embasar a instauração de procedimento investigatório pela Corregedoria.

A assessoria de imprensa informou, que como o policial suspeito agiu em momento de folga, responderá por homicídio na justiça comum e, paralelamente, um outro procedimento na esfera militar. O suspeito, que estaria há cerca de 15 anos na Corporação, não teria histórico de desvio de conduta.
 

13 comentários

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  • Visionaldo - só observo.
    28 Fev 2020 às 13:51

    Walter sua observação está condizente com a realidade, uma vez que o presidente BÔZO Uma coisa eu sei: o governo do Bôzo até o final do mandato estará beneficiando somente os militares, militar é corporativista? senão vejamos: 1) concedeu perdão judiciário a todos os militares envolvidos em crimes sem qualquer critério 2) Aumentou o alto salário da alta cúpula da Polícia federal (salário que já era muito bom) 3) Alterou a constituição permitindo acumulo de cargo de militar com outros cargos. E para os pobres: a reforma da previdência e podemos acreditar que será nessa toada enquanto isso os filhos do Bôzo estão nadando no dinheiro, é bonito isso?

  • Chico Bento
    27 Fev 2020 às 11:17

    Walter, tira Bolsonaro do meio disso, por que a lei que protege a ação em legítima defesa tem mais de 30 anos! E se o policial agiu em legítima defesa, deve responder em liberdade. Assim é a lei.

  • Walter
    27 Fev 2020 às 09:40

    história estranha! Mas em tempos de Bozonaro vai acabar se safando!!

  • José
    27 Fev 2020 às 09:24

    E aínda querem aprovar a lei de excludente de ilicitude

  • Ricardo
    27 Fev 2020 às 09:08

    É necessário uma profunda investigação, inclusive com proteção as testemunhas, até então é a versão do acusado, lembra dos PMs q espancaram e atiram no casal de namorados em Sorriso, a principio eles alegaram que foi uma briga de bar, mas um vídeo comprovou a crueldade.

  • Francisco
    26 Fev 2020 às 22:31

    Aí Paulo, falou a verdade. Além disso, pode acontecer filmado que ainda assim serão contra o policial... cada quanto seu quadrado... cargo concursado com bom salário gera inveja...

  • Jose
    26 Fev 2020 às 21:25

    Na minha humilde opiniao qualquer Policial de folga nao poderia andar armado.E o porte de arma so deveria valer quando o Policial estiver em servico

  • Curioso
    26 Fev 2020 às 18:46

    Faltou explicar a motivação. Há muito a esclarecer. Tem coelho nessa tuba.

  • Paulo escorpião
    26 Fev 2020 às 18:32

    Não disse que ele iria ser condenado? O cidadão já o julgou e o condenou é sempre assim, o povão não tem jeito.policia é polícia, cidadão é cidadão.

  • Aldenice
    26 Fev 2020 às 17:40

    Ele poderia ter agido de forma diversa? Com certeza, já que é policial sabe que poderia acionar os colegas para evitar o confronto e os dois na Delegacia resolveriam a contenda, não seria mais sensato? Assim não teria resguardado a vida de ambos?

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