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Governo identifica três cidades com transmissão comunitária do novo coronavírus em MT

Da Redação - Max Aguiar

01 Abr 2020 - 16:47

Foto: Reprodução

Governo identifica três cidades com transmissão comunitária do novo coronavírus em MT
A Secretaria de Saúde de Mato Grosso identificou três cidades no estado que possuem infecção comunitária do novo coronavírus. Cuiabá, Várzea Grande e Rondonópolis são as cidades monitoradas com maior cuidado pela Pasta. 

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De acordo com informações do secretário Gilberto Figueiredo, são consideradas ocorrências de transmissão comunitária do coronavírus quando não se pode identificar a origem da transmissão, ou seja, não tem vínculo epidemiológico a um caso confirmado. Já a transmissão local ocorre quando existe o vínculo epidemiológico a um caso confirmado e identificado.

O reconhecimento de ocorrências que envolvem transmissão local e comunitária da Covid-19 em Mato Grosso é feito pela Secretaria de Estado de Saúde (SES), conforme determinação do Decreto nº 432, publicado em edição extra do Diário Oficial desta terça-feira (31).

A Secretaria de Estado de Saúde irá publicar relação dos municípios em que ocorrem casos de transmissão local e comunitária nos Boletins Epidemiológicos. 

Apesar de inicialmente ter reconhecido que o município de Nova Monte Verde tinha transmissão local, a SES não registrou nenhum novo caso nos últimos 14 dias e, portanto, o município deixa de ser considerado neste rol.

O decreto estabelece medidas que devem ser adotadas pelos municípios que tiverem casos reconhecidos de transmissão local e comunitária. No caso da transmissão local, os municípios devem determinar quarentena para pessoas dos grupos de risco, como aquelas com mais de 60 anos, diabéticos, hipertensos, com insuficiência renal crônica, com doença respiratória crônica, com doença cardiovascular, com câncer, com doença autoimune ou outras afecções que deprimam o sistema imunológico e/ou gestantes e lactantes.

Nesses casos, a população tem assegurada a circulação apenas para realização de necessidades imediatas de alimentação, cuidados de saúde e exercício de atividades essenciais.

Já nos casos de transmissão comunitária, as medidas a serem adotadas são, além da restrição de circulação de pessoas pertencentes ao grupo de risco, restringir também o exercício de atividades não consideradas essenciais, que também estão definidas pelo decreto. 

O decreto determina ainda que todos os municípios devem vedar atividades que provoquem aglomeração de pessoas e adotar medidas de prevenção e combate a Covid-19, tenham casos confirmados ou não.

Para tanto, devem permanecer fechados: parques públicos e privados; praias de água doce; teatro; cinema; museus; casas de shows; festas; feiras; academias; ginásios esportivos e campos de futebol; missas, cultos e celebrações religiosas; outros eventos e atividades que demandem aglomeração ou reunião de pessoas.

Os municípios ainda devem orientar a população e estabelecimentos privados a evitar circulação, caso estejam no Grupo de Risco; disponibilizar locais com água e sabão para lavar as mãos com frequência e/ou disponibilização de álcool na concentração de 70%; ampliar a frequência de limpeza de pisos, corrimãos, maçanetas e banheiros; adotar de medidas para impedir aglomerações, tais como a manutenção de distância mínima de 1,5m entre os frequentadores; quando possível, realizar atividades de forma remota mediante o uso de ferramentas tecnológicas; evitar consultas, exames e cirurgias que não sejam de urgência; locomover-se em automóveis de transporte individual e coletivo com vidros abertos; evitar atividades em grupo, ainda que ao ar livre, exceto para a execução das atividades essenciais.

Atividades consideradas essenciais e que devem seguir as exigências sanitárias de higienização constante para prevenção ao vírus:

I - assistência à saúde, incluídos os serviços médicos e hospitalares;

II - assistência social e atendimento à população em estado de vulnerabilidade;

III - atividades de segurança pública e privada, incluídas a vigilância, a guarda e a custódia de presos;

IV - atividades de defesa nacional e de defesa civil;

V - transporte intermunicipal, interestadual e internacional de passageiros e o transporte de passageiros por táxi ou aplicativo;

VI - telecomunicações e internet;

VII - serviço de call center;

VIII - captação, tratamento e distribuição de água;

IX - captação e tratamento de esgoto e lixo;

X - geração, transmissão e distribuição de energia elétrica, incluído o fornecimento de suprimentos para o funcionamento e a manutenção das centrais geradoras e dos sistemas de transmissão e distribuição de energia, além de produção, transporte e distribuição de gás natural;

XI - iluminação pública;

XII - produção, distribuição, comercialização e entrega, realizadas presencialmente ou por meio do comércio eletrônico, de produtos de saúde, higiene, alimentos e bebidas, ficando vedado, o consumo de alimentos e bebidas no local do estabelecimento;

XIII - serviços funerários, ficando os funerais limitados a 20 (vinte) pessoas, salvo em caso de medida mais restritiva imposta pelo órgão sanitário competente;

XIV - guarda, uso e controle de substâncias radioativas, de equipamentos e de materiais nucleares;

XV - vigilância e certificações sanitárias e fitossanitárias;

XVI - prevenção, controle e erradicação de pragas dos vegetais e de doença dos animais;

XVII - inspeção de alimentos, produtos e derivados de origem animal e vegetal;

XVIII - vigilância agropecuária internacional;

XIX - controle de tráfego aéreo, aquático ou terrestre;

XX - serviços de pagamento, de crédito e de saque e aporte prestados pelas instituições supervisionadas pelo Banco Central do Brasil;

XXI - serviços postais;

XXII - transporte e entrega de cargas em geral;

XXIII - serviço relacionados à tecnologia da informação e de processamento de dados (data center) para suporte de outras atividades previstas neste Decreto;

XXIV - fiscalização tributária e aduaneira;

XXV - produção e distribuição de numerário à população e manutenção da infraestrutura tecnológica do Sistema Financeiro Nacional e do Sistema de Pagamentos Brasileiro;

XXVI - fiscalização ambiental;

XXVII - produção de petróleo e produção, distribuição e comercialização de combustíveis, gás liquefeito de petróleo e demais derivados de petróleo;

XXVIII - monitoramento de construções e barragens que possam acarretar risco à segurança;

XXIX - levantamento e análise de dados geológicos com vistas à garantia da segurança coletiva, notadamente por meio de alerta de riscos naturais e de cheias e inundações;

XXX - mercado de capitais e seguros;

XXXI - cuidados com animais em cativeiro;

XXXII - atividade de assessoramento em resposta às demandas que continuem em andamento e às urgentes;

XXXIII - atividades médico-periciais relacionadas com a seguridade social, compreendidas no art. 194 da Constituição;

XXXIV - atividades médico-periciais relacionadas com a caracterização do impedimento físico, mental, intelectual ou sensorial da pessoa com deficiência, por meio da integração de equipes multiprofissionais e interdisciplinares, para fins de reconhecimento de direitos previstos em lei, em especial na Lei nº 13.146, de 6 de julho de 2015 - Estatuto da Pessoa com Deficiência;

XXXV - outras prestações médico-periciais da carreira de Perito Médico Federal indispensáveis ao atendimento das necessidades inadiáveis da comunidade;

XXXVI - fiscalização do trabalho;

XXXVII - atividades de pesquisa, científicas, laboratoriais ou similares relacionadas com a pandemia de que trata este Decreto;

XXXVIII - atividades de representação judicial e extrajudicial, assessoria e consultoria jurídicas exercidas pelas advocacias públicas, relacionadas à prestação regular e tempestiva dos serviços públicos;

XXXIX - unidades lotéricas;

XL - clínicas veterinárias e estabelecimentos que comercializam produtos e medicamentos veterinários;

XLI - transporte coletivo municipal e metropolitano, sem exceder a capacidade de passageiros sentados;

XLII - produção, distribuição e comercialização de etanol e demais derivados;

XLIII - obras de infraestrutura pública.

“Também são consideradas essenciais as atividades acessórias, de suporte e a disponibilização dos insumos necessários a cadeia produtiva, relativas ao exercício e ao funcionamento dos serviços públicos e das atividades essenciais, tais como estabelecimentos que armazenem mercadorias, comercializem peças de reposição, prestem serviços de manutenção e que forneçam alimentação em rodovias estaduais e federais, inclusive para consumo no local”, estabelece o decreto.

9 comentários

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  • su
    03 Abr 2020 às 12:56

    em Cuiabá circulando poucos ónibus e todos lotados principalmente nós horários de pico, ai dis que não pode aglomeração o que o prefeito intende por aglomeração não deve andar de ónibus para saber e reduzir a frota sendo que muitos trabalhadores depende desse transporte publico inclusive os da área da saúde.

  • Mario
    02 Abr 2020 às 15:49

    Todos que votaram no bozo, vamos pra rua

  • morador da morada do ouro
    02 Abr 2020 às 15:49

    veja que o povo parece que não assisti tv, não lê o noticiário de site de noticias e muito menos está obdecendo as orientações das autoridades do setor de saúde, basta dar uma passadinha no final da tarde no parque das nascentes da morada do ouro, todos os dias está lotado, e dá até medo de pensar de que daqui 10 a 15 dias aquelas pessoas todas vão parar no hospital porque simplesmente foram negligentes consigo mesmo. mas, as autoridades tem que fechar esses parques públicos, tem que agir com rigor porque depois vai gastar com tratamento dessas pessoas superlotando os hospitais.

  • Gabriel
    02 Abr 2020 às 08:05

    Sim, o governador esta preocupado com os bilhões de reais perdidos em arrecadação e os milhões de empregos, mas sabe onde vai fazer falta esse bilhões? No SUS. Muito mais gente vai morrer por causa das medidas tomadas contra o corona do que pelo corona em si.

  • Marco
    02 Abr 2020 às 07:38

    Kkkkk o governo torrou o oste que tinha nos olhos, a semanas isso vem ocorrendo e só agora que ele vê isso.

  • Indignada
    02 Abr 2020 às 01:42

    Aqui em Roo, devido às constantes pressões na administração pública, foi liberado o comércio normalmente aqui, feira também está aberta, moto táxis estão circulando aqui. O Centro daqui de Roo está lotado de gente, isso é porque já temos a contaminação comunitária! Lembrando que não há estoque de material médico aqui no Brasil.

  • Josué
    01 Abr 2020 às 23:30

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  • Indignada
    01 Abr 2020 às 21:46

    Sem contar os patetas que fizeram carreata! Cara de ...agora. Affffe. SEM MAIS DELONGAS!

  • Renata
    01 Abr 2020 às 18:41

    e o governador queria abrir shopping e o comércio.... é temos que pensar mais na próxima vez que formos votar, para quem da mais importância a vida do próximo do que no fator econômico, ja que o comércio pode fazer vendas on line,

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