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Domingo, 20 de junho de 2021

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CAMPO MINADO

Mauro Mendes diz que crise política entre Mandetta e Bolsonaro é lastimável

Foto: Rogério Florentino/Olhar Direto

Mauro Mendes diz que crise política entre Mandetta e Bolsonaro é lastimável
Mantendo a postura de diplomacia que lhe é característica quando o assunto é Jair Bolsonaro (sem partido), o governador Mauro Mendes (DEM) se esquivou de tecer comentários sobre o comportamento do presidente frente à crise do coronavírus no País, mas criticou as divergências entre as ações de Bolsonaro e o que determina o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta. 

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Em entrevista ao Olhar Direto, ao ser questionado sobre o assunto, Mendes disse que faria avaliação sobre a conduta do presidente, mas considerou “lastimável” a crise política que se instalou – e que se agrava a cada dia – no Planalto. 

Importante lembrar que Mendes, embora tome o cuidado de se distanciar de algumas declarações e atitudes polêmicas do presidente, faz parte do grupo de gestores que flexibilizou medidas restritivas – determinando a abertura de estabelecimentos comerciais, inclusive de shopping centers – depois que Bolsonaro engrossou o coro contra governadores, por implantarem o que ele chamou de “confinamento em massa”. 

Bolsonaro defende o chamado isolamento vertical — apenas idosos e pessoas do grupo de risco seriam isolados, e o resto da população poderia circular normalmente. A tese que move essa ideia é a de que os impactos econômicos decorrentes do isolamento total causarão mais mortes que o próprio coronavírus e, por isso, seria necessário encontrar um equilíbrio.  

Mauro Mendes, em entrevistas recentes, disse que concorda “um pouquinho” com presidente. Enquanto isso, O ministro Mandetta segue pregando o isolamento total da população para evitar que a Covid-19 se espalhe rapidamente.  

A crise entre o presidente e o ministro se tornou pública há pouco mais de duas semanas. Bolsonaro chegou a estimular manifestações de rua em seu apoio em meio à pandemia e cumprimentou manifestantes em frente ao Palácio do Alvorada no dia dos atos, 15 de março. Além disso, foi pessoalmente a estabelecimentos comerciais de Brasília para interagir e, novamente, cumprimentar populares.  

Nesta quinta-feira (02), em entrevista à rádio Jovem Pan, Bolsonaro, ao ser questionado se pensava em demitir Mandetta, afirmou que não faria isso em meio à pandemia, mas bateu no ministro. Disse que, em alguns momentos, “tá faltando humildade” ao ministro.  

“Mandetta já sabe que estamos nos bicando. Ele está extrapolando. Mas não posso demitir ministro em meio ao combate. Nenhum ministro meu é indemissível”, disse. “Acho que o Mandetta em alguns momentos teria que ouvir um pouco mais o presidente da República”, completou. 

 
 

 

 

 

 

 

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