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Deputado encampa campanha contra Mandetta e sugere que ministro fez conchavo com Governo do GO

Da Redação - Érika Oliveira

13 Abr 2020 - 11:08

Foto: Rogério Florentino/Olhar Direto

Deputado encampa campanha contra Mandetta e sugere que ministro fez conchavo com Governo do GO
O deputado federal José Medeiros (PODE) está promovento enquetes, em sua conta no Twitter, perguntando a seus seguidores se acham que o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, está agindo corretamente na relação com o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e se ele merece ser demitido. Bolsonarista convicto, Medeiros tem feito uma série de publicações desde o início da crise entre o presidente e o ministro criticando a postura de Mandetta. Em uma delas, sugeriu que o chefe da Saúde tivesse um acordo já definido para deixar o staff de Bolsonaro.
 
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“Não sou mãe Diná, mas acho que essa entrevista é...Trabalhei muito em construção civil, quando servente queria ser mandado embora, esculhambava com mestre de obras. Geralmente acontecia quando já tinha outro canteiro de obra acertado, lá p bandas do Goiás (sic)”, escreveu o deputado, referindo-se à entrevista dada por Mandetta ao Fantástico, neste domingo (12).
 
Dias antes, na mesma rede social, o deputado já havia compartilhado fala de Mandetta sobre o combate da pandemia do coronavírus nas favelas brasileiras. “Este Governo não negocia com traficantes, senhor ministro. Isso quem fazia era o Governo do PT”, criticou Medeiros.
 
Na entrevista mencionada pelo deputado, concedida por Mandetta à Rede Globo, o ministro cobrou que o Governo tenha uma fala única nas orientações sobre o enfrentamento ao coronavírus. Por videoconferência, Mandetta falou de Goiânia, no Palácio das Esmeraldas, sede do governo goiano, onde ele está hospedado com sua esposa para se isolar durante a pandemia.
 
“Preocupa, porque a população olha e fala: mas será que o ministro é contra o presidente? Não há ninguém contra nem a favor de nada. O nosso inimigo, o nosso adversário, o nosso problema é o coronavírus. Esse é o nosso adversário, inimigo. Se eu estou ministro da Saúde, eu estou ministro da Saúde por obra de nomeação do presidente. O presidente olha muito também pelo lado da economia. E chama muito a atenção o lado da economia. O Ministério da Saúde entende a economia, entende a cultura e educação, mas chama pelo lado de equilíbrio de proteção à vida. Eu espero que essa validação dos diferentes modelos de enfrentamento dessa situação possa ser comum e que a gente possa ter uma fala única, unificada. Por que isso leva para o brasileiro uma dubiedade: ele não sabe se escuta o ministro da Saúde, se ele escuta o presidente, quem é que ele escuta”, declarou o ministro, ao ser questionado sobre a relação espinhosa com o presidente.
  

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