Olhar Direto

Quarta-feira, 14 de abril de 2021

Notícias / Política MT

STAFF BOLSONARISTA

“Que isso não represente uma ruptura da política de saúde pública”, diz Mendes sobre novo ministro

Da Redação - Érika Oliveira

17 Abr 2020 - 12:10

Foto: Rogério Florentino/Olhar Direto

“Que isso não represente uma ruptura da política de saúde pública”, diz Mendes sobre novo ministro
O governador Mauro Mendes (DEM) foi mais uma das lideranças políticas de Mato Grosso que lamentou a demissão de Luiz Henrique Mandetta do Ministério da Saúde. Em outras oportunidades, o chefe do Executivo mato-grossense já havia criticado a crise instalada no Planalto, em razão das divergências entre o então ministro e o presidente Jair Bolsonaro (sem partido). Sem entrar em polêmicas, como é de seu perfil, Mendes disse esperar que as políticas praticadas por Mandetta no enfrentamento ao coronavírus tenham continuidade.
 
Leia mais:
Henrique Mandetta é demitido do Ministério da Saúde após reunião de Bolsonaro com Nelson Teich
 
“Mandetta é um grande profissional e se mostrou uma pessoa extremamente competente. Ele fez um belíssimo trabalho, então é lamentável. Mas neste momento nós temos é que torcer para que o novo ministro dê continuidade ao trabalho sério que vinha sendo feito, não só pelo Mandetta, mas por todo o Ministério da Saúde. Que isso não represente uma ruptura desta política de saúde pública”, comentou o governador.
 
Mandetta confirmou sua demissão no final da tarde desta quinta-feira (16), depois de um mês de conflito com o presidente Jair Bolsonaro. O novo ministro, Nelson Teich, é oncologista e empresário do setor da saúde. Ele é formado em medicina pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), Nelson Teich foi consultor informal para a área de saúde na equipe de Bolsonaro durante a campanha de 2018.
 
A crise entre o presidente e o agora ex-ministro se tornou pública depois que Bolsonaro passou a ignorar as orientações do Ministério da Saúde sobre o isolamento social. Bolsonaro chegou a estimular manifestações de rua em seu apoio em meio à pandemia e cumprimentou manifestantes em frente ao Palácio do Alvorada no dia dos atos, 15 de março. Além disso, foi pessoalmente a estabelecimentos comerciais de Brasília para interagir e, novamente, cumprimentar populares.   
 
A situação foi se agravando nos últimos e, depois de dizer que não iria demitir Mandetta “em meio a guerra”, Bolsonaro confidenciou a aliados que a exoneração do ministro estava pronta para ser publicada.  
 
Bolsonaro defende o chamado isolamento vertical — apenas idosos e pessoas do grupo de risco seriam isolados, e o resto da população poderia circular normalmente. A tese que move essa ideia é a de que os impactos econômicos decorrentes do isolamento total causarão mais mortes que o próprio coronavírus e, por isso, seria necessário encontrar um equilíbrio.  
 
Nesta sexta-feira (17), ao dar posse a Nelson Teich, o presidente da República cobrou que o novo ministro direcione as ações do Ministério da Saúde neste sentido, de liberação de algumas atividades para que a economia não entre em colapso. Teich, por sua vez, ainda não esclareceu como irá conduzir sua gestão.
 

Comentários no Facebook

Sitevip Internet