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Domingo, 09 de maio de 2021

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BRASÍLIA EM CHAMAS

Jayme diz que Congresso irá reagir a declarações de Moro e alerta: mais ministros vão cair

Foto: Rogério Florentino/Olhar Direto

Jayme diz que Congresso irá reagir a declarações de Moro e alerta: mais ministros vão cair
O senador Jayme Campos (DEM) garantiu que o Congresso irá reagir às declarações feitas pelo ex-ministro Sergio Moro, que acusou o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) de tentar manipular investigações no âmbito da Polícia Federal. A suposta interferência teria motivado a saída de Moro do Governo. E em meio à boatos de mais uma crise, desta vez com o ministro Paulo Guedes, Campos prevê novas baixas no staff bolsonarista.
 
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“O que dá a entender pela fala do Moro é que o presidente quer ter controle da Polícia Federal, mas a Polícia tem que ser independente, não é propriedade do Governo. E tenha certeza, nos próximos dias é outro ministro que vai cair. Porque qualquer um que não coadune com as ideias dele, ele [Bolsonaro] exonera, mesmo que não tenha justificativa plausível. E quem paga o pato é a nação. Ele é mal relacionado com o Supremo, mal relacionado com o Congresso, mal relacionado com grande parte dos segmentos da sociedade. Agora até seus ministros... Algumas providências serão tomadas, porque são acusações muito sérias. Não é só o Congresso que vai reagir, mas as próprias instituições, sobretudo o MPF”, disse Jayme Campos.
 
Moro anunciou o seu pedido de demissão do governo Jair Bolsonaro na manhã desta sexta-feira (24). Em seu forte pronunciamento, ele pontuou que a mudança na chefia da Polícia Federal foi uma interferência política, confirmada pelo próprio chefe de Estado; elogiou os governos do PT e PMDB, que não interferiram nas investigações, como foi o caso da Lava Jato e disse ter ficado sabendo da troca apenas durante esta madrugada.
 
Segundo moro, desde o fim do ano passado, houve uma pressão do presidente Jair Bolsonaro em fazer trocas nas equipes da Polícia Federal. "Não havia nenhum motivo. No caso do Rio de Janeiro, ele quem queria sair do cargo, portanto nós concordamos na promoção da troca, com substituição técnica, indicada pela polícia. A única pessoa que eu indiquei, foi o Valeixo, não é meu papel nomear superintendentes".
 
Paralelo à demissão do “super ministro”, correm nos bastidores do Planalto que o próximo a cair será Paulo Guedes. Um dos fundamentos dessa hipótese está ligado ao fato do presidente ter decretado uma intervenção na economia, comandada pelo ministro-chefe da Casa Civil, o general Braga Netto.
 
Guedes ficou de fora da elaboração do programa Pró-Brasil, chamado de Plano Marsall pelos militares, mas de ‘Plano Dilma 3’ por Guedes, em uma referência ao PAC 1 e PAC formulados quando a ex-presidente Dilma Rousseff ainda era ministra do governo Lula.

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