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Deputados retiram professores e policiais de proposta que congela salário; veja mais categorias ‘salvas’

Da Redação - Érika Oliveira

06 Mai 2020 - 17:22

Foto: Najara Araujo/Câmara dos Deputados

Deputados retiram professores e policiais de proposta que congela salário; veja mais categorias ‘salvas’
A Câmara dos Deputados ampliou as categorias de servidores públicos que ficarão imunes ao congelamento salarial proposto como contrapartida para que a União recompense estados e municípios durante a pandemia do coronavírus. Já estavam de fora do congelamento os profissionais da saúde e da segurança. Agora, professores da rede de ensino federal, estadual e municipal, servidores da Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Polícia Ferroviária Federal, policiais legislativos, limpeza pública, assistência social, técnicos e peritos criminais, além de agentes socioeducativos também serão poupados. O texto volta para o Senado.
 
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A expectativa é de que o Senado volte a discutir o assunto ainda nesta quarta-feira (06). Mas, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM), antecipou que a Casa deve retomar o texto anterior, anulando as mudanças aprovadas pela Câmara.
 
“As alterações na Câmara representam a força das bancadas do Sul e do Sudeste, e nós aqui no Senado restabeleceremos o texto aprovado pela quase unanimidade dos senadores”, justificou o senador.
 
Além da ampliação do rol de categorias que ficarão fora do congelamento de salários, os deputados aprovaram também destaque apresentado pela bancada do Novo que muda um dos critérios para a distribuição de parte dos R$ 10 bilhões em recursos da União que deverão ser destinados necessariamente para ações de combate à pandemia.

Em vez de considerar a taxa de incidência de infectados conforme o número de habitantes, o trecho aprovado pela Câmara leva em conta o total de casos registrados em cada estado. Dessa forma, São Paulo e Rio de Janeiro deverão receber mais recursos do que o previsto pelos senadores.

Vai e vem

O projeto - um substitutivo ao chamado Plano Mansueto, que havia sido elaborado pelo secretário nacional de Tesouro, Mansueto Almeida - foi aprovado pela Câmara dos Deputados no início de abril. A proposta inicial do Governo Federal já condicionava que os estados endividados auxiliados fizessem medidas de ajuste fiscal, como privatizações, isenções tributárias e congelamento de reajuste salarial dos servidores públicos por um período para que pudessem receber a ajuda financeira. Os deputados, no entanto, haviam retirado essa obrigação do texto.
 
A decisão de reincluir o bloqueio dos salários na lei foi tomada após reunião entre Davi Alcolumbre e o ministro da Economia Paulo Guedes. Na semana passada, em coletiva de imprensa, Guedes pediu “compreensão” dos servidores que, segundo ele, têm de ser solidários ao momento pelo qual o País passa.
 
 

13 comentários

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  • Realista
    07 Mai 2020 às 14:07

    Há sim uma certa coerência nessa proposta, por tentar proteger quem não pode fazer quarentena de forma nenhuma e por isso sendo exposto ao risco o tempo todo. Mas essa coerência seria mais "coerentemente verdadeira" se esse congelamento fosse estendido aos parlamentares, magistrados, membros do ministério publico, tribunal de contas, .chefes de executivo, e alguns outros muito bem aquinhoados da esfera pública os quais ninguém jamais ousa dirigir nem o olhar, que dirá determinar que sejam atingidos por uma medida dessa. Ah,a taxação de grandes fortunas então, meu Deus do céu, isso então é um tabu, uma heresia, uma blasfêmia. E segue o mundo no mesmo do mesmo, desde sempre. Amém!

  • Ares
    07 Mai 2020 às 13:47

    Nem preciso pensar os deputados já agiram por nós agora é você quem está incomodado com a valorização respeito e reconhecimento dos Políciais e Professores

  • Carlos
    07 Mai 2020 às 12:02

    Ares 07 Mai 2020 às 11:00 Graças a Deus o que você pensa ou deixa de pensar não muda nada.... Nem vc, o que você pensa ou deixa de pensar também não vai mudar em nada...

  • Ares
    07 Mai 2020 às 11:00

    Graças a Deus o que você pensa ou deixa de pensar não muda nada

  • Ares
    07 Mai 2020 às 10:59

    Kkkkkkkkkkkkkkk tenta morder o rabo

  • Carlos
    07 Mai 2020 às 10:17

    Acho que não deveria ser assim, não adianta professores e policiais ficarem de mimimi, todos temos direito de escolher nossas profissões, são policiais e professores por vontade propria, não deveriam ter regalias.

  • Everton
    07 Mai 2020 às 09:14

    E a Policia Militar?????? Atuando diariamente sem qqr prejuizo ao serviço.......

  • Ares
    07 Mai 2020 às 08:51

    Parabéns aos deputados pelo reconhecimento valorização e respeito pela classe dos Políciais e Professores

  • ILDO PEREIRA
    07 Mai 2020 às 06:46

    Sempre assim a proposta começa de uma forma e depois acaba mudando tudo, dando previlegios para alguns.

  • Lucas
    06 Mai 2020 às 19:18

    Medidas como taxação de grandes fortunas, agronegócio, igrejas evangélicas. Além de corte das verbas indenizatórias e penduricalhos dos secretários de estado, procuradores, promotores, juízes, governadores, deputados,senadores, ministros e Presidência da República, devolveriam um valor beeeeem maior aos cofres públicos ao invés de jogar a conta somente nas costas do baixo clero do funcionalismo público, que entrou por mérito e em sua grande maioria sequer recebe o piso salarial de sua categoria.

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