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Quarta-feira, 08 de julho de 2020

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Donos ricos da Premier League; o Brasil pode seguir o mesmo caminho?

Da Assessoria

22 Mai 2020 - 11:21

Donos ricos da Premier League; o Brasil pode seguir o mesmo caminho?
A Premier League deve ter mais um bilionário como dono de equipe no futuro próximo. O Príncipe da Coroa Saudita, Mohammed bin Salman, está próximo de finalizar um acordo para comprar o Newcastle por 300 milhões de libras. Um troco para seus 7 bilhões de libras de patrimônio pessoal e os 260 bilhões de libras do Public Investment Fund (PIF) da Arábia Saudita.

Até para os padrões da Premier League esses números são absurdos. Neste texto vamos falar um pouco sobre os donos mais endinheirados e notáveis da Premier League atualmente e no fim fazer uma reflexão: há espaço no Brasil para esse tipo de propriedade?

Sheikh Mansour – Manchester City

Desde que comprou o City, em 2008, os resultados esportivos do clube são inegáveis. De time que teve décadas ruins e quedas para divisões inferiores, a equipe azul de Manchester fez páreo ao rival de cidade United e nos últimos anos foi claramente superior. São quatro títulos ingleses desde 2008, faltando apenas a coroação continental.

Algo interessante do City e seus proprietários é que eles pensaram em um trabalho a longo prazo, não só gastando no mercado – o que todo dono rico faz – mas também investindo no centro de treinamentos, categoria de base e contratação de profissionais de primeira categoria. Pep Guardiola é o exemplo mais claro disso, sendo o treinador mais respeitado do mundo.

Tudo isso fez o City ser uma potência do futebol. Isso pode ser visto no site esportebet, com a equipe aparecendo como favorita para a conquista da Liga dos Campeões, mesmo que seu duelo atual seja contra o poderoso Real Madrid.

Roman Abramovich – Chelsea

Ele não foi o primeiro dono de equipe, mas com certeza iniciou uma nova era na Premier League. A compra do Chelsea transformou um time médio de Londres em potência nacional e trouxe uma Champions League, algo que Arsenal e Tottenham, mais tradicionais e com melhores resultados até os últimos 10 anos, não conseguiram até hoje.

Abramovich segue sendo um dos donos mais ricos de clube na Inglaterra e os resultados do Chelsea falam por si só.

Liverpool – John Henry

O americano John Henry não está entre os 10 mais ricos na lista de donos de clubes ingleses. Mas como proprietário do Boston Red Sox ele já tinha a expertise nos esportes e desde que assumiu o clube da terra dos Beatles a virada foi completa.
O time, que vinha caindo justamente por ter que encarar os multibilionários e as novas forças e não ter donos competentes, voltou a dominar, sendo campeão europeu na temporada passada e provável campeão inglês nesta.

Manchester United – Família Glazer

Mais um proprietário americano e com uma franquia na NFL no currículo. Entretanto o sucesso não acompanhou os Glazers até a Inglaterra: os torcedores do clube não gostam dos proprietários e os bons resultados na década passada são todos colocados na conta do brilhante treinador Alex Ferguson.
A década atual do time é muito ruim, com seguidas trocas de treinador, compras mal feitas e o Manchester City dominando a cidade e o cenário nacional. Dinheiro só não traz felicidade.

Leicester - Aiyawatt Srivaddhanaprabha

Não são só os clubes tradicionais que têm donos. Os médios e pequenos também foram sendo comprados, com casos de sucesso e outros nem tanto. O Leicester, sem dúvidas, é de sucesso. A família Srivaddhanaprabha, da Tailândia, assumiu a equipe apenas dois anos depois dela estar na terceira divisão. Cinco anos depois o time seria campeão inglês em uma campanha improvável e mágica. O proprietário hoje é Aiyawatt, filho de Vichai, que morreu tragicamente em um acidente de helicóptero depois de um jogo da equipe.

O Brasil pode seguir na mesma linha?

O Brasil ainda não tem grandes exemplos de um dono de equipe, mas a legislação sobre clubes empresa deve mudar em breve. E até antes disso acontecer, iniciativas como o Red Bull Brasil já aparecem com destaque. O clube existe há anos, mas sua presença passou do nível regional para o nacional, com a “compra” do Bragantino e a ascensão logo de cara para a Série A do Brasileirão.

Outros clubes grandes, mal administrados por décadas, devem aceitar de braços abertos endinheirados que queiram injetar grana nos times. O desafio será criar planos para impedir casos como o da MSI no Corinthians, que durou apenas dois anos e rendeu visitas da Polícia Federal no clube.
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