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Quarta-feira, 15 de julho de 2020

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Polícia Civil prende duas mulheres condenadas por crimes do Novo Cangaço

Da Redação - Bruna Bom

27 Mai 2020 - 11:40

Foto: Rogério Florentino/Olhar Direto

Polícia Civil prende duas mulheres condenadas por crimes do Novo Cangaço
A Polícia Civil de Mato Grosso localizou e prendeu duas mulheres, não identificadas, de 45 e 37 anos, condenadas pela justiça por integrar uma quadrilha que assaltou agências bancárias em Poconé, há 16 anos, na modalidade de crime que ficou conhecida como “Novo Cangaço”. As duas foram localizadas na região metropolitana e Goiânia, a primeira delas na segunda-feira (25) e a outra na terça (26).

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O mandado de prisão da mulher de 45 anos foi expedido pela justiça mato-grossense em março deste ano, pela condenação a 17 anos e seis meses de reclusão pelos assaltos ocorridos na cidade de Poconé (103 km de Cuiabá) em fevereiro de 2004. Ela integrava uma organização criminosa que agia em roubos a bancos praticados na modalidade "Novo Cangaço", em vários estados do Brasil.

Após receber a solicitação e informações do delegado de Poconé, Ruy Guilherme Peral da Silva, a equipe da Polinter (Serviço de Polícia Interestadual) iniciou levantamentos cartorários e de campo para localizar a foragida.

A mulher de 37 anos estava com mandado de prisão em aberto em um processo penal por roubo e foi localizada na região metropolitana de Goiânia, após diligências da Polícia Civil executadas por equipes da Gerência Estadual de Polinter e Capturas (Gepol).

Já a outra mulher, de 37 anos, natural de Araguaína, no Tocantins, foi condenada e a mais de 20 anos de prisão pelos crimes de roubo majorado e associação criminosa. Ela tem ainda antecedentes criminais por receptação qualificada, posse e porte de arma de fogo e munição de uso restrito e artefato explosivo.

Na manhã de terça-feira (26), a equipe comunicou a delegada da Polinter, Silvia Maria Pauluzi, sobre a prisão da mulher, que trabalhava como garota de programa.

Crimes do Novo Cangaço

As mulheres foram apontadas nas investigações por dar apoio material à quadrilha de ladrões de bancos que, em 13 de fevereiro de 2004, assaltou as agências do Banco do Brasil, cooperativa Sicoob Pantanal e a Casa Lotérica de Poconé. Os crimes foram praticados pelo bando na modalidade "Novo Cangaço" e levaram pânico à população da cidade.

O grupo, de aproximadamente dez criminosos, assaltou os locais usando forte violência e realizando graves ameaças aos moradores. Durante o assalto, os integrantes da quadrilha fizeram disparos de forma aleatória utilizando armamentos de diversos calibres, incluindo de uso restrito das Forças Armadas e armas de guerra como de calibre 7.62, modelo russo AK-47, fuzil americano AR-15, pistolas semiautomáticas calibre 45 e escopetas calibre 12 para amedrontar a população e causar pânico.

Durante o crime em Poconé, os assaltantes fizeram como reféns dois policiais militares, que foram algemados e colocados na carroceria de um veículo e partindo em direção às agências bancárias atacadas. Depois de render funcionários e clientes das agências, o grupo levou todo o dinheiro existente. Na fuga, o grupo roubou também uma camionete Ford Ranger, que foi incendiada sobre a ponte do rio Bento Gomes horas depois.

1 comentário

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  • Geraldo David
    27 Mai 2020 às 12:04

    Se tem mandato? Não entendi essa de não identificadas!

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