Olhar Direto

Segunda-feira, 28 de setembro de 2020

Notícias / Cidades

‘População de Várzea Grande acha que construímos um hospital que salva todo mundo’, lamenta secretário

Da Redação - Isabela Mercuri

01 Jun 2020 - 07:28

Foto: Rogério Florentino Pereira/ Olhar Direto

‘População de Várzea Grande acha que construímos um hospital que salva todo mundo’, lamenta secretário
O secretário de Estado de Saúde Gilberto Figueiredo lamentou a atitude da população de Várzea Grande e de alguns bairros de Cuiabá, que continua se aglomerando nas ruas. Segundo ele, “parece que a população acha que não existe uma pandemia”, e a consequência disso será ainda mais mortes e casos do novo coronavírus (Covid-19).

Leia também:
Comércio de VG tem pessoas sem máscara e aglomerações; locais serão fechados; fotos
 
As críticas do gestor foram ainda mais duras com os munícipes de Várzea Grande. “Olha, aqui na grande Cuiabá a gente percorre alguns bairros, na Várzea Grande, parece que a população acha que não existe uma pandemia. A população da Várzea Grande acha que ganhou um hospital que salva todo mundo. O Hospital, primeiro, não é exclusivo pra Várzea Grande, ele é pro Estado de Mato Grosso. E o que nós queremos não é vocês dentro do hospital”, afirmou.
 
Gilberto ainda lamentou o fato de os jovens acreditarem estar imunes ao coronavírus, o que é rechaçado pelos dados, já que recentemente uma moradora de Várzea Grande de 17 anos morreu em consequência da doença. “O que chama a atenção é que no início dessa pandemia achavam que as crianças estavam ilesas. Nós temos recém nascido que foram a óbito por força da Covid, temos jovens que nem tinham comorbidades que viraram vitimas da Covid, e temos um número substancial de jovens que foram acometidos e tinham comorbidades. Não dá pro jovem se comportar como se não fosse com ele”, alertou.
 
Além de poderem ser vítimas, os jovens também podem ser assintomáticos e contaminar outras pessoas. “São aqueles que já foram ou estão assintomáticos, não sentem nada, mas o que que ele faz? Ele convive com os adultos”, explicou. “Então esse jovem também tem que se controlar. Ele não pode ir pra farra, ir pra festa, não usa máscara e depois volta pra casa, tem um comportamento, e aí vai infectar a família, vai chorar no dia em que perder um ente querido”.

Comentários no Facebook

Sitevip Internet