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'Tinha tanta dor de cabeça e tanta febre que eu delirava', lembra jornalista curada da Covid-19

Da Redação - Fabiana Mendes

30 Mai 2020 - 14:00

Foto: Reprodução

'Tinha tanta dor de cabeça e tanta febre que eu delirava', lembra jornalista curada da Covid-19
“Tinha tanta dor de cabeça e tanta febre alta que eu delirava”. Relato é da jornalista Júlia Milhomem Batista, que mora em Cuiabá, e contraiu o novo coronavírus recentemente. Ela não sabe onde pode ter sido infectada e afirma que esteve somente em supermercados e farmácias. Além dela, o marido, a irmã e o pai tiveram a Covid-19. Durante a quarentena, teve que ficar longe da filha de um ano e três meses.

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Os sintomas surgiram no dia 14 deste mês. No dia 17, a jornalista resolveu procurar atendimento médico em um hospital particular, onde ficou internada por três dias e não teve uma boa experiência com o serviço prestado.

“Fiquei internada por três dias tomando tramal e dipirona, mesmo com uma febre alta que eu delirava, dor de cabeça que não passava e falta de ar. No meu quarto não funcionava a companhia e nem o telefone, o que me forçava a ficar levantando para pedir ajuda. Tive que engrossar o tom duas vezes e cheguei a pedir para me mudarem de hospital”, lembra.

Júlia recebeu alta e em casa seu quadro se agravou. O marido, que também estava doente, não conseguia se quer pega o remédio para que ela tomasse. “Tinha tanta dor de cabeça e tanta febre alta que eu delirava a noite. Meu esposo que também estava com Covid-19 não conseguia levantar e nem esticar o braço para pegar o remédio. Dois dias depois retornei a outro hospital e a médica me passou antibióticos e outras medicações. Ela também alertou me dizendo que se eu tivesse tomado a medicação desde quando eu fui internada, no domingo anterior, já estaria bem”, afirma.

O atendimento foi realizado no dia 21 e no mesmo dia ela teve alta. Ao longo do tratamento, como ela e o marido haviam contraído a covid-19, a filha do casal ficou sob cuidados da avó materna. Na residência haviam mais duas pessoas infectadas, ambas em cômodos separados.

Júlia lembra do isolamento longe da filha. “Isso foi o que mais me abalou, ficar longe dela. Eu moro na rua de trás da casa dos meus pais e ouço ela me chamar. Quando eu ligo ela chora, quer a mãe. Estou contando os dias pra acabar minha quarentena pra poder trazê-la pra casa”, diz.

Com medo do preconceito, Júlia afirma que contou a situação para poucas pessoas. Contudo, ressalta que o apoio dos amigos foi importante. “Nesse momento foi muito importante o apoio dos colegas de trabalho. Foram poucas pessoas que ficaram sabendo, até por uma forma de me resguardar por medo de preconceito, mas todos que sabiam me mandavam mensagem, falavam que estava rezando por mim e isso me dava muita força e esperança” conta a jornalista.

“Meus amigos os poucos que souberam e se colocaram à disposição pra ir ao supermercado, farmácia etc... Vizinhos que se preocuparam, que mandavam comidas, caldos porque sabiam que eu estava alimentando mal. Minha família que também estava bem preocupada e me ligava e mandava mensagem. Enfim, as pessoas se assustam bastante quando descobrem que você está com a covid-19 e você tem que tranquilizar”, lembra Júlia, que se sente grata pela ajuda.

Ela também faz um alerta. “Gostaria de pedir para as pessoas se cuidarem, a doença não é brincadeira. Para quem teve dengue, é o dobro de dor de cabeça, pra quem teve gripe é o dobro de mal estar, pra quem já teve pneumonia, é o dobro de dor nas costas e tosse. Vamos levar a sério. Eu penso que hoje poderia estar morta, mas graças a Deus estou bem e posso falar com propriedade que não é uma gripezinha”, finaliza.

Pacientes curados 

​Levantamento divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde (SES) na última quinta-feira (28) mostra que 29,9% dos pacientes que contraíram coronavírus em Mato Grosso estão recuperados da doença.

Há um mês (26/04), quando o número de casos confirmados era de 263 pessoas, 58,2% (153 pacientes) estavam recuperados da doença. O boletim de última quinta-feira mostra que agora, com 2.085 testes positivos para a Covid-19, 624 se recuperaram, o que representa um total de 29,9%.
 

15 comentários

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  • Marlene Ana de Menezes
    07 Jun 2020 às 14:53

    MATERIA JORNALISTA COMO SEMPRE , NAO FALA O HOSPITAL, NAO FALA O TRATAMENTO, "QUAL REMÉDIO COM ALTA TAO RÁPIDA " SE TIVESSE SIDO TRATADA CORRETAMENTE NOS PRIMEIROS SINTOMAS, PODERIA TER SIDO UMA Gripizinha, mas a IMPRENSA ajudou a politicagem, LAMENTÁVEL

  • Zeca
    01 Jun 2020 às 08:25

    O fator saúde e juventude das pessoas tem muito a ver com a cura do COVID -19. Isso ajudou mudo à cura dessa moça. Porém, se fosse idosa com comorbidade ou não, já seria mais complicada a sua recuperação. Que Deus ajude todas as nações, para que esse surto passe o mais rápido possível.

  • Bruno Tyson
    31 Mai 2020 às 19:35

    Força Júlia!!! Mulher guerreira!!!

  • LUIZ AUGUSTO VIEIRA SILVA
    31 Mai 2020 às 13:37

    É ainda tem gente que zomba da covid19, lamentável, força Julinha, Fé em Deus que tudo vai passar, conrinuemos fortes,perseverantes e unidos em uma sua Fé clamando à Javé para que a sua saúde e de todos aqueles (as) que adquirirem essa doença sarem logo para a honra e Glória a Jesus nosso criador e Salvador, contém sempre com minhas orações #tmj

  • Maria das Graça
    31 Mai 2020 às 10:27

    Oi bom dia a tds, quero comunicar a tds vcs, que meu irmão e minha Sobrinha tbm contraiu esse virus, e ficou muito mal , meu irmão ficou com febre alta e muita dor nas costas, e minha sobrinha chegou ser intubada, o caso dela foi grave, mas pela a missericirdia de Deus eles foi curado , pai e filha ganhou um novo Pulmão diz o médico, e logo quando meu irmão saiu do hispital meu esposo ficou muito ruim achei que fosse covid,19, chegou de ficar até enternado com muito esforço respiratório e febre de 39,8. Mais graças a Deus que não foi covid 19, foi uma Pneumonia, em meio as lutas e vendavaus, mas nós temos um Deus que tudo pode médicos dos medicos, que Deus te abençoe , saude pra vc e sua familia.

  • Marcos Justos
    31 Mai 2020 às 09:54

    Por ser jovem, estar bem fisicamente, provavelmente tomou Cloroquina pra se curar, conseguiu sair dessa! Sintomas da malária! Agora os velhos, obesos, hipertensos, diabéticos, aposentados, PELO AMOR DE DEUS, FIQUEM EM CASA! Perguntem p médico dela qual o remédio ministrado a ela.

  • Itamar Will
    30 Mai 2020 às 23:02

    Desejo o restabelecimento total da saúde da Julia, do seu esposo e de todos que contraíram esse vírus cruel em nossa cidade. Peço a Deus que toda a humanidade desse país se conscientize que a fala "gripezinha" foi uma prática irresponsável, e que os cuidados sejam adotados rigorosamente por todos, para que com as bençãos de Deus, essa fase possa passar, e assim, retornarmos a nossa vida com dignidade, com mais amor para com o semelhante, e com mais atenção ao escolhermos os nossos representantes e governantes. Paz a todos.

  • GIORDANO MOCHEL NETTO
    30 Mai 2020 às 21:25

    Esse remédio que a médica disse no segundo atendimento que ela já estaria boa é a ivermectina. Não estão divulgando por questões políticas, mas quem quiser saber mais procure por dra lucy kerr covid. Ela é doutora PHD na USP e tem resultados clínicos substanciais. Detalhe: é contra a cloroquina, portanto não é gado.

  • Cpa
    30 Mai 2020 às 19:36

    Procure o melhor hospital que é o SUS.

  • Maitê Ludmila Oliveira
    30 Mai 2020 às 18:46

    Gleide, tudo indica que o primeiro hospital que a jornalista foi é este que está estampado na camisola. Mas seria bom sabermos qual né?

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