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Quarta-feira, 02 de dezembro de 2020

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Mauro cita propina envolvendo Grupo Petrópolis e diz que não irá sucumbir à ameaça de demissão

Da Redação - Max Aguiar

01 Jun 2020 - 11:06

Foto: Rogério Florentino - Olhar Direto

Mauro cita propina envolvendo Grupo Petrópolis e diz que não irá sucumbir à ameaça de demissão
O Grupo Petrópolis, dono da cervejaria Petrópolis que fabrica de três tipos de cerveja, com fábrica em Rondonópolis (distante 215km de Cuiabá), foi duramente criticada pelo governador Mauro Mendes (DEM), porque recentemente informou que deverá demitir mais de 170 funcionários devido à falta de incentivo fiscal. 

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Mauro, durante entrevista à Rádio Mega FM, nesta manhã de segunda-feira (1), disse que a empresa foi uma das que recebeu propina do governador Silval Barbosa. 

“A fábrica da Itaipava é uma dessas, está lá na delação do Silval Barbosa que recebeu propina. A Petrópolis tinha 60% de incentivos fiscais e num passe de mágica passa para 90%, só ele, ninguém mais. Cortamos isso, sim, porque não era justo. Nós cortamos isso. Esse cara é conhecido. Pega o Google e pesquisa: Petrópolis sonegação fiscal. Esses caras estão brincando, acha que eu não entendo”, comentou.

De acordo com a empresa, a unidade de Rondonópolis, inaugurada em 2008, é uma das mais modernas cervejarias do país e emprega quase 750 pessoas, produzindo marcas como Itaipava, Crystal, Petra, entre outras.

De acordo com a empresa, a medida é decorrente da anulação dos incentivos fiscais concedidos pelo Governo em meio à crise provocada pela Covid-19 (novo coronavírus).

Mauro continuou as críticas, dizendo inclusive que o presidente da empresa chegou a ser preso no Rio de Janeiro. "Coloca no Google, 'Petrópolis, sonegação fiscal, Walter Farias’. No Brasil inteiro tem processo. Dia desses teve uma operação no Rio de Janeiro, o próprio dono foi preso. Então, esses caras estão brincando. Acham que eu não entendo desse negócio, que vou sucumbir com essa ameaçazinha de que vai fechar fábrica”. 

Por último, Mauro ainda deu exemplos sobre como a empresa trabalhava. “Já pensou um mercado em Cuiabá paga 10% de imposto e os demais pagam tudo. Dá para concorrer? Isso que tinha em Mato Grosso e nós cortamos”, afirmou o governador, ao alegar não ser justo manter incentivos que foram “vendidos” por Silval.

Atraída ao Mato Grosso graças ao Programa de Desenvolvimento Industrial e Comercial de Mato Grosso (Prodeic) e pelas políticas públicas que visavam o desenvolvimento regional, em abril deste ano, por decisão judicial, a empresa teve seu incentivo anulado.

Fato que causou surpresa, visto que, após 10 anos de fruição do incentivo, sem nenhum apontamento em contrário, a companhia sempre cumpriu com todas as obrigações.

No entanto, no início de 2018, com a posse do atual Secretário de Fazenda, Rogério Gallo, começaram uma série de ações direcionadas do estado que resultaram na inovadora decisão do Juiz João Thiago de França Guerra, da vara de Fazenda Pública de Cuiabá.

Essa mudança, além de gerar insegurança jurídica, faz com que o Mato Grosso se torne pouco competitivo frente a outros estados. Aliada à queda na atividade econômica do país, como consequência da Covid-19, a empresa brasileira passou a analisar a necessidade de readequação de suas operações.

No mesmo dia, o Governo do Estado disse que o Grupo Petrópolis agiu de má-fé fazendo insinuações caluniosas e mentirosas sobre o corte dos incentivos fiscais

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