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Quarta-feira, 05 de agosto de 2020

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PF deflagra operação contra organização que atuava em 7 estados e tinha envolvimento de advogado de MT

Da Redação - Vinicius Mendes

02 Jul 2020 - 10:47

Foto: Rogério Florentino / Olhar Direto

PF deflagra operação contra organização que atuava em 7 estados e tinha envolvimento de advogado de MT
O Ministério Público Federal (MPF) e a Polícia Federal (PF) cumpriram na última terça-feira (30) mandados de busca e apreensão contra acusados de envolvimento em um esquema de fraudes em falências, investigado na Operação Máfia das Falências. De acordo com as investigações a organização criminosa atuava em sete Estados, incluindo Mato Grosso. O advogado Alex José Silva, inscrito em Mato Grosso, é um dos envolvidos no esquema, que foi investigado pelo Ministério Público de Goiás (MPGO).

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Com o objetivo de reunir provas da prática de crimes como corrupção, tráfico de influência, exploração de prestígio, advocacia administrativa e lavagem de dinheiro, o MPF e a PF cumpriram, nesta terça-feira (30), mandados de busca e apreensão em endereços de sete pessoas físicas e uma pessoa jurídica ligadas a dois desembargadores e um juiz do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJGO).

As investigações foram iniciadas pelo Ministério Público de Goiás (MPGO). Em fevereiro deste ano o MPGO deflagrou a "Operação Máfia das Falências" contra 14 pessoas envolvidas no esquema de fraude de recuperação judicial do grupo Borges Landeiro, entre elas o advogado inscrito na Secional de Mato Grosso da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-MT), Alex José Silva.

A denúncia apontou que, como líderes da organização criminosa e, inclusive, de todo o esquema, se destacaram Dejair Borges, Vicente Conte Neto, Ricardo Bonifácio e Alex Silva. O grupo surgiu em 2016 e atuou até a data da denúncia, em 19 de dezembro de 2019. 

As medidas cautelares referentes à operação já no MPF, deflagrada na terça-feira (30), foram determinadas pelo ministro Mauro Campbell, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), como desdobramento da Operação Máfia das Falências, iniciada em primeira instância. A descoberta de indícios de participação de magistrados com prerrogativa de foro no STJ fez com que as investigações passassem a ser conduzidas pela Procuradoria-Geral da República (PGR).

Os magistrados são investigados por integrar organização criminosa envolvida com a venda de decisões judiciais em processos de recuperação judicial de empresas. Na petição enviada ao STJ, a subprocuradora-geral da República Lindôra Araujo descreve a dinâmica de dois fatos criminosos, sendo um deles relacionado à tentativa de nomeação de administrador específico para atuar no processo de recuperação judicial de uma usina de álcool para a obtenção de lucros. 

O segundo fato envolve o pagamento de R$ 800 mil a um desembargador para que fosse autorizado o retorno de investigado ao cargo de administrador judicial da usina de álcool e acolhida exceção de suspeição oposta em face da magistrada que estava à frente do processo de recuperação da empresa.

Além das buscas nos endereços relacionados na decisão, o relator do caso também autorizou a apreensão de aparelhos celulares e as oitivas dos envolvidos. Como os fatos são apurados no âmbito de procedimento sigiloso, os nomes dos alvos não serão divulgados neste momento.

2 comentários

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  • Edmilson rosa
    03 Jul 2020 às 08:47

    Não sei se é o jornal ou a PF. Mas esse Dr Alex e de Goiânia o de Mato Grosso e gente honesta, tomem cuidado em divulgar coisas erradas, com a palavra a PF ou o jornal.

  • ROSINO BOMFIM
    02 Jul 2020 às 12:18

    POR ISSO E POR VÁRIAS OUTRAS, QUE NINGUÉM CONFIA NA JUSTIÇA BRASILEIRA !! NÃO EXISTE SEQUER UM CORRUPTO PRESO...A TAL JUSTIÇA SOLTOU TODOS..

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