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Sexta-feira, 29 de março de 2024

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Maioria dos infectados por Covid-19 em Cuiabá recorreram aos hospitais privados

Foto: Rogério Florentino/Olhar Direto

Maioria dos infectados por Covid-19 em Cuiabá recorreram aos hospitais privados
Um levantamento feito pela Prefeitura de Cuiabá, em parceria com a Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), mostrou que somente 38% dos residentes na Capital que foram infectados pelo coronavírus e necessitaram de internação recorreram ao sistema público de saúde.

 
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De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, há 321 pacientes confirmados com Covid-19 internados na rede pública, sendo 195 em Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e 126 em enfermaria. Também estão internados 224 pacientes com suspeita da doença, sendo 110 na UTI e 114 em enfermaria. Do total de pessoas internadas em UTI, 226 são de residentes em Cuiabá e 79 de residentes de outros municípios. Do total de internados em enfermaria/isolamento, 199 pessoas são de Cuiabá e 41 de outros municípios.
 
A rede particular anunciou no dia 26 de junho que não haviam mais leitos disponíveis em seu sistema para tratar a Covid-19. Para as demais comorbidades, a taxa de ocupação estava em 70%.
 
Conforme o boletim, de 1º de abril a 04 de julho 999 pessoas estiveram internadas com Covid-19 em Cuiabá, 38,% em hospitais públicos. A taxa de permanência hospitalar entre aqueles que já receberam alta ou foram a óbito foi de 8,4 dias, com tempo mínimo de 1 dia e máximo de 65 dias.
 
Os leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) foram ocupados por 42,6% dos pacientes internados, revelando alta ocupação desse tipo de leito. Contudo, no momento da internação 46,0% precisaram de leitos de UTI, tendo ocorrido melhora de alguns que, posteriormente, foram transferidos para leitos de enfermaria. 254 pacientes precisaram de ventilação mecânica.  
 
Pouco mais da metade das pessoas internadas eram eram do sexo masculino (52,9%) e entre as mulheres (471), 39 (8,3%) estavam gestantes. A média de idade foi de 54,3 anos; cerca de 60% tinham 50 anos ou mais, tendo os idosos representado 38,4% das internações e crianças/adolescentes somente 0,8%. Entre os pacientes internados, 8,4% (84) eram profissionais de saúde, sendo 54,8% da área de enfermagem e 25,0% médicos.
 
Cerca de 43% dos das pessoas que necessitaram de internação não referiram comorbidades. Entre os que relataram, as mais freqüentes destacam-se hipertensão (396), cardiopatia (159), diabetes mellitus (220), pneumopatia (53), doença renal crônica (58) e neoplasia (26).
 
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