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Quinta-feira, 06 de agosto de 2020

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Governador diz que subiu valor pago por plantão, mas ainda tem dificuldade em contratar profissionais

Da Redação - Carlos Gustavo Dorileo

09 Jul 2020 - 17:50

Foto: Reprodução

Governador diz que subiu valor pago por plantão, mas ainda tem dificuldade em contratar profissionais
O Governo de Mato Grosso enviou nesta quinta-feira (9), um projeto de lei à Assembleia Legislativa que visa conceder adicional aos servidores da Saúde que atuam na linha de frente das unidades hospitalares que atendem casos de covid-19. A compensação só terá validade enquanto durar o estado de calamidade pública decorrente da pandemia. Aumentar o quadro de profissionais da saúde, aliás, tem sido uma grande dificuldade do governo. 

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“Lamentavelmente, temos um grande problema no sistema de saúde, que é a falta de profissionais no mercado. Está faltando no Governo, nos hospitais privados, e estamos registrando uma perda de profissionais inclusive pela grande demanda e competição para contratação”, explicou o governador Mauro Mendes (DEM).
 
O chefe do Executivo também explicou que o sistema de saúde em Mato Grosso está com grande dificuldade de realizar contratações e que, por isso, é preciso “entrar nessa disputa de mercado para reter esses profissionais e mantê-los trabalhando nos hospitais públicos”.
 
“O nosso grande problema é a contratação de profissionais. O Governo está pagando mais caro, elevamos o preço, o salário, o plantão médico. Subimos e está em R$ 1.800 por 12 horas de trabalho de um médico, assim como subimos de outros profissionais que compõem as UTIs, para atender a população, que é o mínimo que a gente pode fazer”, disse.
 
Segundo o Governo, a remuneração de um Superintendente de Enfermagem - que coordena toda a equipe de enfermeiros que atendem casos de covid-19 em um hospital estadual - é de R$ 5 mil. O valor é inferior ao salário dos próprios enfermeiros que são coordenados por ele. Com a nova proposta, esse profissional receberia R$ 6.700.
 
“Essa mudança é válida e importante porque precisamos reconhecer o trabalho dos profissionais da Saúde não apenas no enfrentamento à pandemia, mas em todos contextos. Além de serem profissionais fundamentais para a linha de frente do combate ao coronavírus, tratam-se de pessoas que precisam ter o reconhecimento financeiro pelo que exercem e, sobretudo, pela responsabilidade que carregam. A gestão da Saúde entende que essa remuneração precisa ser mais justa”, declarou o secretário estadual de Saúde, Gilberto Figueiredo.
 
No mesmo projeto, também está previsto que os profissionais contratados da Saúde que contraírem a covid-19 possam receber do Estado os valores dos plantões durante o período de recuperação, ou seja, se nos últimos 14 dias antes de contrair a covid, o profissional fez 6 plantões, o Estado paga outros 6 plantões nos 14 dias em que ele estiver afastado.
 
“Tenho certeza que a Assembleia está sensível à esta situação delicada e irá tramitar o projeto de forma célere, garantindo a permanência desses profissionais nas nossas unidades de Saúde”, destacou Mendes.
 
No momento, há um edital aberto para a contratação de médicos, enfermeiros, psicólogos, fisioterapeutas, assistentes sociais, técnicos de enfermagem, técnicos de laboratório e maqueiros, para atender a demanda nos Hospitais Regionais de Alta Floresta, Cáceres, Colíder, Rondonópolis, Hospital Metropolitano e Hospital Estadual Santa Casa.
 
Além disso, outro edital foi aberto nesta semana visando a contratação de 24 médicos para atuar no Centro de Triagem e Diagnóstico da Covid-19, em Cuiabá, que começará a atender nos próximos dias. As inscrições podem ser feitas por meio do link: cadastro.mt.gov.br
 

10 comentários

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  • Mc
    10 Jul 2020 às 12:10

    E só seguir a regra do Presidente. Temos mais de 10.000 médicos no Paraguai e Bolívia.Mas por culpa desta porcaria de Conselho chamada CRM está impedido a contratação deste profissionais que para mim são iguais e bons iguais os médicos formados aqui.Acaba logo que este rivalida o País não pode ficar refém de um conselho que só serve para arrecadar.

  • Giovana
    10 Jul 2020 às 11:53

    Mais uma vez o Estado querendo usar os profissionais. Deixa bem claro que vai contratar somente para usá-los durante a pandemia em seguida desemprego. Não tem dinheiro que pague correr esse risco gigante de contrair a doença para depois ficar no olho na rua. O Estado deveria fazer concurso público para motivar e engajar trabalhadores bem qualificados, pois assim, pelo menos, saberiam que após enfrentarem a linha de frente da Covid estariam amparados pela estabilidade e talvez pensão para seus entes caso morressem de doença. É muito conveniente para o Governo colocar os profissionais para morrer através de um processo seletivo porcaria.

  • Juscelino Alves Ferreira
    10 Jul 2020 às 11:16

    Bom dia: esse saite deve ser de algum político, parente ou muito amigo, pois muitas verdades aqui expressas são censuradas!

  • Juscelino Alves Ferreira
    10 Jul 2020 às 10:22

    Vetado por conter expressões ofensivas e/ou impróprias, denúncias sem provas e/ou de cunho pessoal ou por atingir a imagem de terceiros. Queira por favor refazer seu comentário e reenviá-lo.

  • GiulleverSON
    10 Jul 2020 às 08:27

    Se o valor pago pelo Estado fosse o que efetivamente chega às mãos dos profissionais da área da saúde, certamente não teria essa carência. Agora o Estado contrata empresas médicas ligadas a grupos políticos e estas querem subcontratar os profissionais pela metade do preço recebido por plantão.

  • Juscelino Alves Ferreira
    10 Jul 2020 às 04:42

    Bom dia: Sou técnico em enfermagem em uma UTI no PS de Cuiabá e presto serviço em uma cooperativa. Mais uma vez vou repetir, tenho 59 anos, não bebo bebida alcoólica e não faço uso de nenhum tipo de droga. Tenho muita vontade de trabalhar pelo estado, sou melhor que muitos jovens. Mais quem fez elaborou esse decreto limitou a contratação até 45 anos, discriminando quem está acima e como disse melhor que muitos jovens!

  • Nonato
    10 Jul 2020 às 03:04

    Com tanto dinheiro que veio pro covid...a vida demqualquer cidadao vale mais que 1800 reais..arriscsrxa vida por essa.merreca

  • Caio Oliveira
    10 Jul 2020 às 02:51

    O Governo acha que os profissionais são burros, e que é só Dinheiro. Acha que profissionais vão partcipar de seletivo ultratemporário, colocar a sua vida e de seus entes em risco, sem garantia de emprego etc,. Se quer fazer a coisa correta, faça concurso, a SES já vai pra 20 anos sem concurso...

  • Dr Marcos
    10 Jul 2020 às 00:57

    sobe, mas nao paga. Adianta nada kkkkk

  • Giane
    09 Jul 2020 às 20:15

    Medicina é caro. Se não pagar ao médico um salário digno, vai ficar cada vez pior.

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