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Quarta-feira, 23 de setembro de 2020

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Médico notou sumiço de arma em morte de Isabele: “Algo muito estranho aconteceu aqui”

Da Redação - Wesley Santiago/Max Aguiar

05 Ago 2020 - 08:14

Foto: Rogério Florentino/Olhar Direto

Médico notou sumiço de arma em morte de Isabele: “Algo muito estranho aconteceu aqui”
“Algo de muito estranhou aconteceu aqui”. Esta foi a frase que o médico Wilson Guimarães Novais disse à família de Isabele Guimarães Ramos, 14 anos, logo após o disparo de arma de fogo, supostamente acidental, ter matado a jovem, no condomínio Alphaville, em Cuiabá, no mês passado. Ele notou o sumiço da arma e também a estranhou a limpeza do ambiente.

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Médico que atendeu Isabele percebeu pólvora no rosto da vítima e estranhou limpeza do local
 
Assim que desceu do local onde o corpo de Isabele estava, o médico disse ter visto a mulher de Marcelo Cestari e seu filho. Do lado de fora, encontrou os tios da vítima e disse a eles: “Algo muito estranho aconteceu aqui. A Isabele está morta por um tiro no crânio e não há arma no local do crime”.
 
Depois disto, Marcelo saiu da casa e foi indagado pelos familiares e amigos onde estaria a arma do crime. Ele não respondeu. Posteriormente, houve uma discussão entre as partes, sendo que o empresário se mostrava evasivo o tempo todo, mostrando-se bastante nervoso, evasivo e arrogância.
 
No depoimento de um dos policias militares que atendeu a ocorrência, a autora do disparo disse que o seu pai pediu para que ela guardasse a arma. Ele ainda conta que não presenciou a entrega do armamento, apenas o viu quando já estava no saco de provas da perícia.
 
Em relação ao estojo da munição, disse que seus colegas presenciaram o momento em que o advogado da família entregou-o para outra pessoa, que acreditava ser um perito, por estar usando o uniforme.
 
Além disto, o colega teria dito que o advogado da família teria recebido o estojo das mãos do irmão da adolescente que atirou.
 
Outro trecho
 
O médico Wilson Guimarães Novas, que chegou logo após o disparo de arma de fogo, supostamente acidental, que matou Isabele disse que percebeu resíduo de pólvora no rosto da vítima e estranhou a “limpeza do ambiente”. Conforme ele, em situações como esta, a cena deveria ter bastante sangue, já que a cabeça é uma região bastante vascularizada.
 
O caso
 
Segundo informações da Polícia Judiciária Civil, por volta das 22h30 Isabele já foi encontrada sem vida no banheiro da casa. A amiga informou à Polícia que efetuou o disparo acidentalmente contra a colega.
 
Isabele morreu com um tiro na cabeça (entrou na região da narina e saiu pela nuca), efetuado pela amiga ao manusear uma pistola PT 380, dentro do condomínio Alphaville I, no bairro Jardim Itália, em Cuiabá.
 
A amiga de Isabele disse que o disparo foi acidental, pois no primeiro momento a arma, que pertencia ao pai do namorado dela, caiu e ao tentar recoloca-la no case, ela disparou e matou Isabele na hora.
 
Indiciamento
 
A Polícia Judiciária Civil indiciou, por posse irregular de arma de fogo, o empresário Marcelo Cestari, pai da adolescente que matou, com um tiro – supostamente acidental – a amiga Isabele Guimarães Ramos, 14 anos, no condomínio de luxo Alphaville, em Cuiabá. O inquérito estava na 2ª Delegacia do Planalto (Carumbé) e foi coordenado pelo delegado Jefferson Dias Chaves.

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