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Domingo, 20 de setembro de 2020

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Pais de jovem dizem que apertaram gatilho e constataram que arma que matou Isabele estava sem munição

Da Redação - Wesley Santiago/Max Aguiar

05 Ago 2020 - 16:50

Foto: Rogério Florentino/Olhar Direto

Pais de jovem dizem que apertaram gatilho e constataram que arma que matou Isabele estava sem munição
Gaby Soares de Oliveira Cestari, mãe da adolescente que matou Isabele Guimarães Ramos, 14 anos, com um disparo – supostamente acidental – no Alphaville, em Cuiabá, no mês passado, contou em seu depoimento que ela e seu esposo, o empresário Marcelo Cestari, constataram que a arma que matou a menor não estava municiada antes do fato. Isso porque ambos, antes do fato, apertaram o gatilho do armamento. A versão sustentada pela da família é de que o caso trata-se de um trágico acidente.

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Gaby conta no depoimento que o namorado da filha levou a arma que utilizava antigamente para participar de competições. Pelo que ela se lembra, seu marido (Marcelo Cestari) e a filha pegaram no armamento para verificá-lo. A única que não estava na sala era Isabele, que tinha subido ao piso superior.

Antes disso, a mãe da atiradora revela que tanto sua filha com o namorado não estavam passando por nenhuma crise no relacionamento. Eles estavam tendo um bom relacionamento e também o relacionamento das famílias era saudável. Tanto que eles frequentavam um a casa do outro. Quanto ao namoro, Gaby ainda frisa que devido a pandemia a sua filha e o namorado se viam muito mais, cerca de três ou duas vezes na semana. 
 
Consta ainda no depoimento da mãe da autora do disparo que se lembra que a arma estava sem munição, já que ela chegou a dar um disparo a seco, puxando o gatilho, pois o ‘genro’ dizia que seu armamento era melhor que as outras.
 
Além disto, Gaby também lembrou que seu marido, o empresário Marcelo Cestari, foi outro a efetuar um disparo de teste, evidenciando que não havia munição na câmara da arma de fogo.
 
Gaby ainda disse não se lembrar se a arma estava com o carregador. Tempo depois do almoço, ela, o marido e mais uma pessoa foram ao mercado comprar coisas para o jantar e também para uma torta de limão que Isabele e a irmã da autora do disparo queriam fazer.
 
Marcelo então teria dito para que alguém levasse a arma deixada pelo namorado da autora do disparo para cima. Pouco tempo depois, Gaby teria ouvido um barulho alto, achando no primeiro momento que a porta do guarda roupa teria caído.
 
Na sala, só estavam faltando a autora do disparo e Isabele, que estavam no andar de cima. Neste momento, ouviu a filha gritar no piso superior, sendo que todos subiram rapidamente. Ela disse que não teve coragem de entrar no quarto.
 
A filha, autora do disparo, estava na porta do seu quarto desesperada e gritava “bel, bel, bel”. Foi neste momento que a gêmea dela informou à mãe que havia ocorrido um disparo de arma de fogo. Gaby disse que não conseguiu contar isto ao marido, já que ele estava no quarto.
 
Em seguida, Gaby foi buscar a mãe de Isabele, Patrícia Helen. Após as duas voltarem, ela decidiu ir atrás de um vizinho, que era médico e poderia auxiliar. Ao chegar na residência, o amigo constatou o óbito.
 
Gaby também confirma que as duas filhas foram até uma casa vizinha, onde trocaram de roupas, mas sem explicar o motivo.
 
A filha só então teria contado a versão que é sustentada pela família, de que o disparo foi de forma acidental, após o case com a arma cair.
 
Outros pontos
 
Ainda conforme o depoimento de Gaby Cestari, sua família e do namorado da filha se viram algumas vezes, até que a menina começou a namorar o adolescente de 16 anos, que passou a frequentar mais sua casa.
 
No depoimento, a mulher pontua que Isabele tinha, no início, uma amizade mais forte com a autora do disparo. Porém, passou a ser mais amiga da sua irmã gêmea. Cita ainda que a vítima ficou mais carente depois que o pai morreu e que gostava dela.  

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