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Quarta-feira, 30 de setembro de 2020

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Niuan diz que chapa de Medeiros está mantida e não há chance de recuo; Selma vê 'incógnita'

Da Redação - Carlos Gustavo Dorileo e Érika Oliveira

05 Ago 2020 - 17:02

Foto: Assessoria

Niuan diz que chapa de Medeiros está mantida e não há chance de recuo; Selma vê 'incógnita'
Presidente do partido Podemos em Mato Grosso, o vice-prefeito de Cuiabá Niuan Ribeiro garantiu que a pré-candidatura do deputado federal José Medeiros, que o inclui na 1ª suplência, está mantida para a disputa suplementar ao Senado no mês de novembro. A declaração é diferente do que foi dito pela senadora cassada Selma Arruda, que hoje preside a sigla em Cuiabá

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De acordo com o vice-prefeito, a chapa inscrita pelo Podemos para a eleição suplementar no mês de março, com Niuan na 1ª suplência e a coronel da Polícia Militar Zozima Dias dos Santos como 2ª suplente está mantida e deve ser confirmada na convenção para eleição que irá acontecer em novembro.
 
O vice-prefeito também garantiu que além da candidatura confirmada ao Senado, o Podemos também já definiu o nome do vereador Abílio Junior para disputar a prefeitura, e que por isso, o seu nome foi retirado das avaliações internas.
 
“A senadora Selma pode ter se equivocado, mas meu nome está mantido na chapa do Medeiros para o Senado, assim como teremos uma candidatura do Abílio Junior para prefeitura de Cuiabá. Não existe nenhuma hipótese hoje de não disputarmos por estes dois cargos”, explicou o vice de Emanuel Pinheiro (MDB) ao Olhar Direto.
 
Indefinição
 
Sob rumores de que o Podemos poderia apoiar a candidatura de Otaviano Pivetta (PDT) ao Senado, a ex-senadora Selma Arruda admitiu a possibilidade de o partido caminhar sem o deputado José Medeiros em novembro.
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“Tem que perguntar para ele [Medeiros, se sairá candidato ao Senado], para o partido isso também é uma incógnita até hoje. Nós começamos a nos reunir esta semana para tratar desse assunto. O que nós temos até o momento, com relação a Prefeitura, é que caso haja alguma desistência por parte do Abílio, o que achamos que não é o caso, nós temos o Ranali que é uma excelente opção também. E, se o Medeiros não for ao Senado, nós pretendemos compor uma chapa apoiando um candidato de outro partido. Mas, ainda estamos no ‘se’”, disse Selma, ao Olhar Direto.
 
No início do ano, ganhou força a informação de que o vice-governador Otaviano Pivetta migraria para o Podemos. Além do alinhamento de ideias com a ala bolsonarista - apesar de estar filiado a um partido de centro-esquerda -, ele estaria mirando ano apoio de Selma e em seu número ainda grande de eleitores, mesmo após sua cassação.
 
Na ocasião, o brizolista negou as especulações, esclareceu que o convite de filiação ao Podemos ocorreu no passado, mas que não tinha intenção de deixar o PDT. Pivetta tomou o cuidado, porém, de garantir que se eleito iria trilhar os mesmos passos de Selma no Congresso integrando, inclusive, o movimento “Muda Senado”, que é contrário à gestão do atual presidente, Davi Alcolumbre (DEM).
 
Selma perdeu seu mandato no Senado Federal - conquistado com votação expressiva em 2019 - após o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) condená-la por caixa 2 e abuso de poder econômico. Ela nega os crimes, mas não conseguiu reverter a decisão. Eleita sob o mote do combate à corrupção, a juíza aposentada que largou a toga para dedicar-se à política sustenta que sofreu perseguição.

Em meio ao flerte entre o Podemos e o vice-governador, o deputado José Medeiros tem optado pelo silêncio. Em fevereiro, o partido chegou a lançar a candidatura do parlamentar na eleição suplementar, mas desde a suspensão do pleito por conta da pandemia do coronavírus seu nome foi colocado em xeque.
 
Pleito adiado
 
As eleições deste ano - municipais em todo o País e para o cargo de senador em Mato Grosso - foram adiadas por conta da pandemia do coronavírus. O texto aprovado pela Câmara dos Deputados fixou o pleito nas datas de 15 de novembro e 29 de novembro para os dois turnos de votação.
 
No caso da eleição suplementar, novas convenções partidárias deverão ocorrer para a escolha dos candidatos. Nas convenções anteriores, 12 candidaturas foram escolhidas por partidos para a disputa ao Senado.

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