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Segunda-feira, 26 de outubro de 2020

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Com caixão e corpo pintado com chamas, manifestantes protestam na chegada de Bolsonaro a MT

Da Redação - Isabela Mercuri / Do local - Max Aguiar

18 Set 2020 - 09:24

Foto: Reprodução

Com caixão e corpo pintado com chamas, manifestantes protestam na chegada de Bolsonaro a MT
Apesar de haver muitos apoiadores aguardando a chegada do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) no aeroporto de Sinop (500km de Cuiabá), um grupo de manifestantes se reuniu para chamar a atenção do chefe do poder executivo nacional para a situação das queimadas no pantanal mato-grossense e em outras regiões do estado.

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Um dos manifestantes pintou o corpo com chamas. Outro, carregava um caixão preto. Nos cartazes lia-se frases com informações sobre a área queimada em 2020, aumento do desmatamento em terras indígenas, além de uma faixa onde estava escrito “Fora Bolsonaro” e outra com “Acreditamos em Deus e na família, mas não apoiamos Bolsonaro”.

Os manifestantes usavam roupas pretas, para manifestar luto, e ficaram na lateral da rua por onde passaria a comitiva presidencial.  Presente na chegada de Bolsonaro, Mauren Lazzaretti, secretária de Estado de Meio Ambiente em Mato Grosso, afirmou que a visita do presidente será uma oportunidade de ver a situação.

“Nós precisamos, na verdade, inovar. Porque os países do mundo que sofrem incêndios florestais, usam de toda tecnologia. Não é só a força humana. A vida humana é arriscada no combate. Então a gente tem que priorizar o que tem de mais moderno, pra tornar mais eficiente e menos desgastante o combate aos incêndios florestais. Então essa visita vai permitir que eles possam ver a realidade e entender que as políticas públicas precisam discutir e considerar o povo do Pantanal, e a região”, afirmou.



Protestos e situação

No próximo domingo (20), um protesto em defesa do Pantanal mato-grossense será realizado na Arena Pantanal, em Cuiabá. O número de focos de incêndios na região é o maior desde 1998, com 14.764 pontos de queimadas, segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) colhidos até segunda-feira (14).

Segundo a professora Viviane Layme, do Instituto de Biociências da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), a área queimada corresponde a quase 15% do bioma. Segundo ela, em 8 meses de 2020, a área queimada no Pantanal equivale a mesma destruição em 6 anos.

Somando Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, as queimadas já atingiram uma área de quase três milhões de hectares do Pantanal, segundo relatório emitido na terça-feira (15) pelo Ibama, PrevFogo e Laboratório de aplicações de satélites ambientais. Só em Mato Grosso foram 1.742.000 hectares.

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