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Quinta-feira, 26 de novembro de 2020

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Em MT, Bolsonaro chama pandemia de "conversinha mole" e trata coronavírus como passado

Da Reportagem Local - Max Aguiar

18 Set 2020 - 14:40

Foto: Alan Santos/PR

Presidente da República Jair Bolsonaro cumprimenta população em Sinop

Presidente da República Jair Bolsonaro cumprimenta população em Sinop

Após longa agenda com visitas, fotos, abraços, discursos e quebras de regras de distanciamento e uso de máscaras no município de Sinop (distante 503km de Cuiabá), nesta sexta-feira (18), o presidente da República, Jair Messias Bolsonaro, voltou a criticar quem ficou em casa durante a pandemia. Ele tratou o coronavírus como caso do passado e ainda foi além, chamando de "conversinha mole" as determinações de isolamento. 

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Pela manhã, Bolsonaro foi mais comedido na fala. Nos gestos nem tanto. Querido pela maioria que estava à sua espera, seja no Aeroporto João Figueiredo, em Sinop, ou pelas ruas e avenidas da maior cidade do Nortão de Mato Grosso, Bolsonaro distribuiu abraços e se mostrou uma pessoa comum entre os seus apoiadores. 

Já na segunda agenda, no município de Sorriso (distante 420km de Cuiabá), Bolsonaro voltou a ser chamado de mito e elevou o discurso relembrando a pandemia. Para ele, houve muita "conversa mole" e o Brasil não parou graças ao produtor rural que não parou devido o coronavírus. 

"A vocação desse estado é o agronegócio e cada dia, cada mês e cada ano nós estamos tendo prova disso. Vocês não pararam durante a pandemia. Vocês não entraram naquela conversinha mole de fique em casa, que a economia a gente vê depois. Isso é para os fracos. O vírus era uma realidade e tínhamos que enfrentá-lo. Nada de se acovardar perante aquilo que não podemos fugir dele. Esta região, este estado agiu dessa maneira. Grande parte do agronegócio evitou que o Brasil entrasse em colapso econômico e mais do que isso, nos deu a segurança alimentar ", disse o presidente, que foi ovacionado.

A cada fala forte, o presidente era aplaudido e muito ovacionado. Seus seguidores ficaram a aproximadamente 50 metros de distância, mas se amontoavam e não ligavam para o distanciamento. 

O metro quadrado mais disputado do evento era próximo a grade, pois lá os mais eufóricos seguidores de Jair Messias sabiam que ele passaria por ali. Dito e feito. O presidente, desta vez sem colete, mas com muita segurança, quebrou todo protocolo e pegava crianças no colo, cumprimentava idosos, separava presentes (como um quadro onde o presidente foi pintado numa posição idêntica ao de Dom Pedro durante o grito do Ipiranga) e um cachorro de pequeno porte que ele pegou e logo deu para uma de suas assessoras levar para o carro. 

Além disso, Bolsonaro visitou uma indústria de etanol de milho e em seguida entregou títulos para cidadãos que eram chamados de posseiros ou invasores de terras em Sorriso. 

No fim, ele caminhou novamente no meio do povo e seguiu para um almoço com empresários e políticos. A volta do presidente em Mato Grosso deve ocorrer em novembro, para começar os trabalhos das ferrovias que irão cortar Mato Grosso. 

Para Brasília, Bolsonaro deve voltar por volta das 15h30, no avião da Força Aérea Brasileira, que está taxiado no Aeroporto de Sinop. 

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