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Segunda-feira, 26 de outubro de 2020

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Gato Louco diz que vai apresentar lado ‘sério’ e fazer do celular uma arma para fiscalização

da Redação - Isabela Mercuri

20 Set 2020 - 08:02

Foto: Olhar Direto

Gata louca e gato louco

Gata louca e gato louco

Fenômeno das redes sociais em Mato Grosso, Thiago Salles, o “Gato Louco”, decidiu entrar para a política e lançar-se candidato a vereador pelo Podemos, partido que busca a Prefeitura com o vereador Abílio Brunini e o Senado Federal com o deputado José Medeiros. No dia da convenção partidária, o influencer afirmou que irá mostrar seu ‘lado sério’, e que seu principal objetivo é fazer do celular e das redes sociais uma arma para fiscalizar os poderes.

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“Eu decidi encarar a política pra ajudar a população”, disse. “ Hoje em dia com a rede social nós temos o poder da internet de filmar, de fiscalizar, de correr atrás, de fiscalizar o executivo e trabalhar pela população, ir nos bairros denunciar o que está faltando, que a população pede muito isso”.

Gato Louco segue os passos de Abílio, que ganhou fama e visibilidade ao fazer transmissões ao vivo, principalmente denunciando ações do prefeito Emanuel Pinheiro (MDB). Foi também por essa admiração que o influencer escolheu o Podemos para começar seu caminho na política. “Mais de 50 partidos me convidaram, mas eu fui pro lado certo. O Kero Kero na época me convidou e eu fui pra eles, pro lado mais certo, porque eu sempre acompanhei Abílio, o trabalho dele. O povo chamava ele de louco, mas está hoje o resultado aí. A população vendo”.

Thiago Salles de Almeida nasceu em Apiacás (968km de Cuiabá), onde sua mãe trabalhava no garimpo. Viveu durante a infância em Sorriso (398km de Cuiabá), e começou a trabalhar aos oito anos de idade, vendendo coxinhas que sua vizinha preparava. O salgado custava R$0,50, e era vendido principalmente em fazendas e madeireiras. Em Várzea Grande, foi engraxate no aeroporto, vendeu caipirinha em diversos pontos de Cuiabá, e ganhou fama ao participar do quadro ‘Se Vira nos 30’, no Domingão do Faustão.

Com quase 50 mil seguidores no Instagram, ele não acredita que o fato de ser conhecido facilite nas eleições. “Ajuda um pouco, mas não é fácil não, tem que correr atrás. Tem que ir pra cima, conversar bastante. Eu tenho um gato louco brincalhão, animado, mas tem um gato louco sério, um gato louco família, um cara que quer trabalhar pela sociedade e o que ver de errado filmar e denunciar”, disse.

Logo depois de o Olhar Direto publicar que Gato Louco seria candidato, começou a rodar no WhatsApp uma imagem com a campanha ‘Cancela Gato Louco’, pedindo que ele recuasse da tentativa de vida política.



O influencer, no entanto, não se abala. “A política, a gente não tem que vê-la como uma profissão, um trabalho. Tem que ir lá e tentar e fazer, e trabalhar pela sociedade. Não é ficar na Câmara sentado, no ar condicionado, com a bunda na cadeira de vinte mil, no ar condicionado e não fazer nada, só colocar dinheiro no bolso, não, você tem que estar no sol quente, nos 40 graus, estar em cima ali, ver o que o bairro precisa, escutar as pessoas, ouvir as pessoas, ir lá, ver o que necessita, ir no prefeito, pedir, bolar leis novas que o bairro está precisando e fiscalizar, que é o mais importante, o executivo, o legislativo e ver o que a população está precisando, está pedindo. Ouví-las”, afirma.

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