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Quarta-feira, 02 de dezembro de 2020

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Secretária confirma que não é investigada na operação Overlap e respondeu 3 perguntas à PJC

Da Redação - Max Aguiar

20 Out 2020 - 09:13

Foto: Rogério Florentino / Olhar Direto

Secretária confirma que não é investigada na operação Overlap e respondeu 3 perguntas à PJC
A ex-secretária municipal de Educação de Cuiabá e atual secretária de Estado, Marioneide Angélica Kliemaschewsk foi ouvida na Polícia Civil durante as investigações que apuram irregularidades na pasta que ela comendou na capital durante a gestão Mauro Mendes (2013 - 2016). 

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Em junho, durante ação da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO), a Polícia Civil deflagrou a operação Overlap, que de acordo com investigação, uma empresa teria sido paga duas vezes para fazer a obra de reforma do Centro Educacional Infantil (CMEI-CPA III). Porém, essa irregularidade nos pagamentos e no contrato teria sido cometido pelos ex-secretários Alex Viera Passos e Rafael Cotrin, ambos da gestão Emanuel Pinheiro (MDB). 

Para saber todo trâmite, desde o começo, a secretária Marioneide foi ouvida. Mas não como investigada e sim como testemunha. No Palácio Paiaguás, ela conversou com jornalistas e contou alguns detalhes do depoimento prestado à Delegacia de Combate ao Crime Organizado. 

"Fui chamada como testemunha e me foi feita três perguntas. Se eu conhecia o ex-secretário Rafael Cotrin e o ex-secretário Alex Vieira. E eu disse que conheci os dois em eventos distintos. Falei apenas cordialmente, não conheço eles de perto, não convivo e nunca convivi. A outra pergunta era sobre se eu tinha conhecimento dos fatos. A TR dos fatos foi feita na nossa gestão, mas a licitação não. Não tivemos acesso sobre quem ganhou ou deixou de ganhar", contou.

"Ai depois me perguntaram se eu achava que poderia ter roubo no espaço. Eu disse que na nossa época, em 2013, a obra já tinha sido iniciada e existia na obra vários vândalos que entravam para fazer uso de droga. Então de fato não posso dizer que não entraram lá para roubar. Apenas isso", resumiu Marioneide. 

O caso ainda continua em fase de investigação. Não tem ninguém preso pelo acontecido, mas o secretário Alex Vieira está afastado. Rafael Cotrin já estava fora da gestão quando houve a investigação. 

O delegado Luiz Henrique Damasceno, responsável pelas investigações, revelou que esse pagamento duplicado é superior a R$ 800 mil. “É 80% acima do orçado inicialmente”, comparou.

No entanto, o ex-secretário nega qualquer tipo de irregularidade em seus atos e, até mesmo, relação com a empresa que executou a obra. A única explicação de Alex Passos é que teve uma primeira obra em 2012, ainda na gestão do ex-prefeito Chico Galindo. “Ali, eles já falam que houve pagamento em duplicidade”, disse Vieira nos autos.

Depois, sempre segundo a versão dele, houve uma nova licitação em 2016, quando a empresa com a qual Alex Vieira teria relação sagrou-se vencedora. “Os donos dessa empresa foram meus sócios em outro segmento, nada a ver com o que estão investigando”, disse.

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