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Candidato ao Senado diz que obra inacabada de VLT é 'memorial da corrupção' e cobra finalização

Da Redação - Carlos Gustavo Dorileo

21 Out 2020 - 16:08

Foto: Rogério Florentino/OD

Candidato ao Senado diz que obra inacabada de VLT é 'memorial da corrupção' e cobra finalização
O empresário e candidato ao Senado Reinaldo Moraes (PSC) declarou que a obra inacabada do Veículo Leve Sobre Trilhos (VLT) nas duas maiores cidades de Mato Grosso é um ‘memorial da corrupção’ ao céu aberto e cobrou o governador Mauro Mendes (DEM), assim como os próximos prefeitos de Cuiabá e Várzea Grande, para que encontrem uma solução para o problema.
 
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O candidato também prometeu que se eleito, irá pressionar tanto o Governo Federal, quanto o Estadual para que a obra que deveria ter sido finalizada em 2014 e que desde este mesmo no está paralisada, seja entregue nos próximos anos.
 
“Acho um descaso o que tem sido feito com o VLT. Já entraram novos governadores, novos prefeitos e nunca ninguém tomou este tema de frente. Já gastaram mais de 1 bilhão neste projeto e hoje o VLT não acabado é um memorial da corrupção”, disse o empresário em entrevista à TV Vila Real.
 
“A partir do momento que nós terminarmos o VLT com qualidade, com recurso definidos, com honestidade e sem corrupção, vamos transformar este símbolo da corrupção no símbolo da superação e mostrar que vale a pena fazer a coisa certa. Acho que tem que ser terminado, encontrar o caminho que precisa ser feito, seja parceria público privada, recursos federais, financiamento a longo prazo, mas precisa ser finalizado”, afirmou.
 
Iniciada em agosto de 2012 e com mais de R$ 1 bilhão já aplicados para o “novo” modal de transporte coletivo de Cuiabá e Várzea Grande, os trilhos que guiariam o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) nos dois municípios quase não existem, e os que já foram construídos estão se deteriorando, juntamente com os vagões que estão estacionados no Centro de Controle Operacional e Manutenção, localizado em Várzea Grande e que, por curiosidade, também está se definhando por falta de manutenção.
 
Parada desde dezembro de 2014, o projeto do Veículo Leve sobre Trilhos tinha em seu cronograma a construção de duas linhas (Aeroporto-CPA e Coxipó-Porto), com total de 22 km de trilhos, com 40 composições, com 280 vagões. Cada composição tem capacidade para transportar até 400 passageiros, sendo 72 sentados.
 
O projeto ainda previa 33 estações de embarque e desembarque e três terminais de integração, localizados nas extremidades do trecho, além de uma estação diferenciada onde também poderá ser feita a integração com ônibus.
 
Para a manutenção de todas as estruturas que compõem o VLT, o governo está gastando aproximadamente R$ 16 milhões ao mês.

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