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Quinta-feira, 03 de dezembro de 2020

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Gisela desiste de processar Abílio e candidato a ‘desafia’ a discutir políticas para mulheres

da Redação - Isabela Mercuri / Do local - Max Aguiar / Carlos Dorileo

21 Out 2020 - 16:48

Foto: Rogério Florentino / Olhar Direto

Gisela desiste de processar Abílio e candidato a ‘desafia’ a discutir políticas para mulheres
A candidata à prefeitura de Cuiabá Gisela Simona (PROS) decidiu que não vai mais processar outro candidato, Abilio Junior (PODE), por ataque machista durante debate realizado na TV Vila Real na última semana. Segundo ela, a intenção é focar na campanha e em Cuiabá. Já Abilio afirmou que ela não ingressou com o processo porque perderia, e a desafiou para um debate sobre políticas para mulheres, em uma live.

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A informação de que Gisela processaria Abílio foi divulgada pela Revista Época na última terça-feira (20), mas a notícia foi tirada do ar logo depois. “Eu tomei a decisão de não entrar, tomei a decisão que agora vou concentrar em Cuiabá, em propostas, e não vamos entrar com nenhuma ação judicial. É uma decisão pessoal. Nesse momento nós precisamos focar em Cuiabá, acredito que a própria sociedade vai julgar os atos que foram feitos, e a ela fica o julgamento, a mim cabe, nesse momento ter o foco na nossa campanha, ter o foco em Cuiabá”, afirmou Gisela, na noite de terça-feira (20), na chegada ao evento promovido pela Fecomércio para que os candidatos apresentassem suas propostas ao setor.

No mesmo evento, Abílio afirmou que a candidata usou de vitimismo e ‘caiu no marketing’ do deputado estadual Lúdio Cabral (PT) ao pedir direito de resposta sobre essa questão e, depois, trazê-la a seu programa no horário eleitoral. Também desafiou a candidata a debater sobre o assunto. “Até aquele momento eu tinha uma grande admiração pela Gisela. Converso com ela pelo WhatsApp, entrevistei ela inclusive no programa de rádio... até aquele momento eu tinha uma grande admiração, independente da Gisela ser homem ou mulher ela é uma pessoa que faz parte da democracia política do nosso estado”, afirmou Abílio.

“Deixo aqui um desafio à Gisela: vamos fazer uma live juntos, pode ser na minha rede social, na dela, onde ela quiser, e vamos falar de políticas de igualdade para as mulheres? Eu faço um compromisso, se ela ganhar para prefeita de Cuiabá, as minhas propostas podem ser aproveitadas por ela para ajudar a população cuiabana, se eu for prefeito de Cuiabá, as propostas que ela apresentar eu também quero adotar para a população cuiabana”, completou o candidato.

Candidato a vice

Para o candidato a vice-prefeito na chapa de Gisela, maestro Fabrício Carvalho (PDT), a decisão da ex-superintendente do Procon foi acertada, e por mais que Abílio fale que foi mal interpretado, “a boca fala do que o coração está cheio”. “Eu acho que foi uma falha muito grave dele. Consciente ou não, se é isso que ele pensa, acho que a boca fala do que o coração está cheio, mas enfim, foi uma falha e eu acho que a gente tem que se preocupar agora com essa questão da política da mulher. Mato Grosso tem um índice de feminicídio altíssimo. E se Mato Grosso tem, Cuiabá também tem, Cuiabá é líder dos índices em Mato Grosso. A gente vê diuturnamente a violência moral contra a mulher, a violência física, essa notícia por exemplo do estupro lá no HMC, as imagens de um cara assediando a mulher na loja... quer dizer, diuturnamente nós estamos vendo isso acontecer, então a gente precisa combater. E não é fazendo vitimismo, é toda vez que acontecer, denunciar”, afirmou.

Segundo o maestro, Gisela recebeu pedidos de diversas mulheres para que ingressasse com a ação judicial, mas preferiu focar na campanha neste momento. “Ela tem recebido muita informação, de entidades, de mulheres que vem pedir que ela tome providências, inclusive legais. Só que ela entendeu que é hora de a gente falar de Cuiabá, é hora de a gente falar de projetos, que a sociedade entenda o que aconteceu, julgue e avalie, mas judiciaizar agora é uma perda de energia que a gente entende que a gente precisa estar concentrado na campanha. Se as entidades quiserem, se as outras pessoas quiserem, que assim o façam, a justiça está aí para isso, mas Gisela que tomou essa decisão e eu aprovo, acompanho, a gente quer falar das políticas”, completou.

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