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Sábado, 05 de dezembro de 2020

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Barbudo diz que está pressionado pela base, mas vai questionar Bolsonaro sobre apoio ao Senado

da Redação - Isabela Mercuri / Do local - Carlos Dorileo

21 Out 2020 - 17:10

Foto: Rogério Florentino / Olhar Direto

Barbudo diz que está pressionado pela base, mas vai questionar Bolsonaro sobre apoio ao Senado
O deputado federal Nelson Barbudo (PSL) anunciou na tarde desta quarta-feira (21) que ainda não sabe quem vai apoiar na eleição suplementar ao Senado Federal. Segundo ele, a dúvida está entre José Medeiros (PODE), Elizeu Nascimento (DC) e Coronel Fernanda (PATRI), e para decidir ele vai viajar até Brasília para perguntar ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

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“A base tem pressionado, o PSL tem pressionado, e eu gostaria de apoiar em Mato Grosso um candidato que fosse alinhado 100% com Jair Bolsonaro. Claro, não tem outra opção a não ser eu apoiar um candidato 100% alinhado com o presidente Jair Bolsonaro porque eu voto 100% com o presidente Jair Bolsoanro, eu defendo 100% o presidente Jair Bolsonaro. E se eu não apoiar uma pessoa alinhada 100% com o presidente, eu estaria sendo incoerente”, declarou o deputado.

Barbudo lembrou que ele chegou a indicar que apoiaria a Coronel Fernanda, candidata que recebeu oficialmente o apoio do presidente da República, mas repensou o apoio depois que ela se aliou ao vice-governador Otaviano Pivetta, até então do PDT. “Aconteceram fatos essa semana onde a minha primeira opção esteve abalada, porque alianças feitas com a coronel Fernanda não agradam ao deputado bolsonariano Nelson Barbudo”, disse.

“Eu preciso respeitar também o regimento do PSL, então está acontecendo que a pressão está muito grande e eu preciso, primeiro conversar com o presidente Jair Bolsonaro para ver a minha posição. Agora, candidato que se diz do Bolsonaro, que se alinha com a esquerda, eu não apoio. Ou é Bolsonaro, ou é direita, ou é família, ou é fato...”, completou o deputado.

Coronel Fernanda recebeu apoio do vice-governador Otaviano Pivetta, agora sem partido, mas que estava no PDT (que apoia Euclides Ribeiro, do Avante, na suplementar). Logo depois, Pivetta deixou o partido, do qual fez parte por quinze anos. Para Barbudo, o simples fato da aliança quando ele ainda estava no PDT é um fato relevante.

Barbudo contou que também foi informado, pelo PSL, que caso ele não apoie o candidato aliado ao partido, o Sargento Elizeu Nascimento (DC), estará cometendo infidelidade partidária. “Me advertiram que se eu apoiasse algum candidato que não fosse do PSL, eu estaria cometendo infidelidade partidária. Eu já fiquei um tanto quanto pressionado quanto à minha escolha. O PSL tem candidato ao Senado, e vocês podem perguntar, é alinhado ou não é alinhado?”, questionou.

O deputado afirmou que não quer ser infiel nem com o PSL nem com o presidente Jair Bolsonaro, e que após a conversa com o presidente decidirá seu apoio ao candidato que estiver mais alinhado a ele.

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