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Segunda-feira, 08 de agosto de 2022

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Acusação de sonegação contra Frical é destaque em debate a prefeito de VG; Kalil não comparece

Foto: Fernando Rodrigues - Assessoria

Acusação de sonegação contra Frical é destaque em debate a prefeito de VG; Kalil não comparece
O debate promovido pelo site VG Notícias, na noite de quinta-feira (22), entre os candidatos à Prefeitura de Várzea Grande, teve provocações, propostas, alfinetadas e acusações. As alfinetadas se polarizaram entre Emanuelzinho (PTB) e Flávio Frical (PSB). 

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Tudo começou por volta das 20h20, mediado pelo jornalista e advogado Geraldo Araújo. A ausência do candidato Kalil Baracat (MDB) foi justificada pela assessoria por motivos de falta de espaço na agenda. Frical, orientado por sua assessoria logo o criticou, mas não foi acompanhado pelos outros postulantes. 

Deputado federal e candidato pela primeira vez a um cargo no Executivo, Emanuelzinho abusou da oratória e relatou toda ajuda já destinada para Várzea Grande durante os mais de 1 ano e oito meses, principalmente em período de pandemia. 

"Com meu trabalho, Várzea Grande teve novos respiradores, que ajudaram aos pacientes da Covid-19. Teve ônibus escolar novo e teve também R$ 2 milhões em equipamentos para a saúde pública. Tudo isso sem ninguém da base dos candidatos ou do próprio partido deles irem até Brasília me procurar", disse o candidato. 

Emanuelzinho ainda aproveitou o tempo dado para falar sobre proposta para o trânsporte público, água encanada e asfalto na porta da casa dos moradores. Desestabilizado, Frical começou a partir para o ataque. 

No terceiro bloco, ele disse que Emanuelzinho teria que cumprir seu mandato como deputado para depois tentar algo como prefeito, mas ele quer abandonar tudo no meio e ser prefeito de Várzea Grande. Em uma fala velada do "poder pelo poder", Frical ressaltou que "por ser tão jovem, o candidato Emanuelzinho poderia esperar mais". 

Rapidamente Emanuelzinho rebateu. "Quem está assistindo está vendo. Para o Frical, quem é jovem não pode ser prefeito, não pode ser vereador e nem deputado. Isso é um candidato que não tem projeto para a juventude. Que é contra a juventude ir para a política". Frical ainda rebateu dizendo que Emanuel "leu mal" sua pontuação e que ele tinha idade para ser o pai do candidato. 

Mais tarde, já nos finalmentes, Frical disse que Emanuelzinho é mentiroso e mentiu sobre as explicações de que ele seria contra projetos ou avanços para a juventude. A equipe jurídica da coligação de Emanuelzinho pediu direito de resposta, mas não foi concedida. 

Durante as explicações finais, Emanuel alfinetou de forma dura o candidato do PSB. Ele disse aos expectadores que se eles procurarem conhecer a história de Flávio, "é só digitar no Google, Frical+FGTS para saber quem é que não paga o fundo de garantia de seus funcionários ou digitar Frical + Imposto para saber quem é o candidato que não paga imposto de sua própria empresa". A crítica foi feita em cima de um processo que o empresário e candidato responde por sonegar impostos da empresa e ainda não pagar os direitos trabalhistas de seus funcionários. 

Sem tempo para responder, Frical teve que ouvir e apenas discordar com gestos corporais. Já por ser o último a falar, Emanuelzinho foi muito aplaudido e assim o debate acabou. 

O candidato Miltão (Psol) teve uma participação apagada. Sem militância, sem apoiadores, sem marqueteiros e sem assessores, Miltão passou despercebido no debate e teve que se alocar no pedido de voto e anúncio do número em que ele representa. 

Fora do debate

Do lado de fora do Buffet Rosane Miranda, mais de 500 pessoas se aglomeravam em frente a um telão de LED para acompanhar o debate, que passava ao vivo do lado de fora. As militâncias carregavam bandeiras, xarangas musicais e faixas. Mesmo misturados, cada um pedia voto para seu candidato. 

Na frente do Buffet é uma avenida, mas estava praticamente intransitável. Carros de som ou trios elétricos praticamente fechavam a passagem. Isso tudo antes de começar. Depois que iniciou, parecia jogo de Copa do Mundo em praça pública. A cada rebatida dos candidatos, parecia vibração de gol. 

Os cabos eleitorais vibravam, faziam barulho de buzina ou gritaria. Tudo dava pra se ouvir dentro do buffet. Os candidatos até se empolgavam mais na resposta. Mas vale ressaltar que esse "Fla x Flu" político era apenas entre Emanuelzinho e Frical. Quando o solitário Miltão falava, a torcida não empolgava. 
 
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