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Sargento homenageado por deputado é um dos presos em operação; investigador alvo de mandado

Da Redação - Wesley Santiago

04 Nov 2020 - 12:02

Foto: Reprodução

Um dos locais alvos da operação

Um dos locais alvos da operação

O terceiro sargento da Polícia Militar, Adelso Francisco dos Santos, é um dos presos na ‘Operação Cérberus’, deflagrada na manhã desta quarta-feira (04), acusado de integrar uma organização criminosa formada por policiais e ex-policiais, civis e militares, voltada ao tráfico de drogas e extorsão. Além dele, Olhar Direto também apurou que o investigador Dionísio Ilário dos Santos Neto foi alvo de mandado de busca e apreensão.

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O terceiro sargento, que integra as fileiras da Polícia Militar, foi preso em São Paulo, por agentes da Polícia Federal daquele Estado. Na casa do PM, que fica em Cuiabá, foram apreendidas armas de fogo e munições. Toda a ação foi acompanhada pela Corregedoria Geral do órgão.
 
A Corregedoria destaca que será instaurado processo administrativo disciplinar para apurar a conduta do policial militar.
 
No ano passado, o terceiro sargento foi homenageado pelo deputado estadual, Elizeu Nascimento (DC), com uma moção de aplausos, em função do Dia do Patrono (Joaquim José da Silva Xavier – Tiradentes). Ele integrou uma grande lista de nomes, por ter prestado “a ótimos trabalhos para a população mato-grossense”.
 
Investigador
 
O investigador da Delegacia de Roubos e Furtos de Cuiabá (Derf), Dionísio Ilários dos Santos Neto, teve contra si cumprido um mandado de busca e apreensão durante a operação. Ele também é um dos investigados e, supostamente, faria parte da quadrilha, que estava a caminho de formar uma milícia em Mato Grosso.
 
Em nota, a Polícia Civil informou que, por meio da Corregedoria da instituição, acompanhou diligências da Polícia Federal na manhã desta quarta-feira (04) para cumprimento de um mandado de busca e apreensão em domicílio de um investigador de polícia durante a Operação Cérberus, que investiga uma organização criminosa voltada ao tráfico de drogas e extorsão.

A Corregedoria da Polícia Civil aguardará a conclusão da investigação pela PF para adotar as medidas necessárias cabíveis em âmbito disciplinar.
 
Conforme a Polícia Federal, há fortes indícios de que os investigados subtraíram carregamentos de drogas de traficantes e os venderam para outros criminosos. Apurou-se também que os investigados ostentam padrão incompatível com seus rendimentos lícitos, abriram empresas de fachada e usaram familiares para ocultar patrimônio.
 
A justiça determinou o bloqueio de até R$ 5,5 milhões das contas dos investigados, além do sequestro de veículos e imóveis registrados.

A operação tem como objetivo a prisão das lideranças e a descapitalização patrimonial da organização criminosa, a fim de evitar a formação de uma possível milícia no Estado de Mato Grosso.
 
A operação foi batizada de Cérberus em razão da forma extremamente violenta como agiam os integrantes da organização, em alusão à mitologia grega do monstruoso cão de três cabeças que guardava a entrada do mundo inferior, o reino subterrâneo dos mortos, deixando as almas entrarem, mas jamais saírem e despedaçando os mortais que por lá se aventurassem.

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