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Allan Kardec diz que não houve consenso dentro do PDT e maestro sugeriu neutralidade

Da Redação - Isabela Mercuri / Do local - Max Aguiar

24 Nov 2020 - 14:29

Foto: Rogério Florentino / Olhar Direto

Allan Kardec diz que não houve consenso dentro do PDT e maestro sugeriu neutralidade
O deputado e presidente estadual do PDT, Allan Kardec, afirmou que o partido não conseguiu chegar a um consenso sobre o apoio no segundo turno, e que foi o maestro Fabrício Carvalho, presidente municipal da sigla e candidato a vice-prefeito derrotado no primeiro turno em Cuiabá, que deu a ideia de liberar os filiados. Recentemente, Abílio Junior (PODE), um dos candidatos, chegou a afirmar que Fabrício queria apoiá-lo, mas que Kardec, quem ele chamou de “patrão do PDT”, não havia deixado – o que o deputado negou veementemente.

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“Nós não conseguimos consenso dentro do partido. Veja bem, nós temos um grupo de mulheres que se negam a fazer o apoio ao Abílio, nós temos um grupo de pessoas ligadas à cultura que também não irá com Abílio, mas nós temos um vereador eleito que trabalhou três anos na oposição do Emanuel Pinheiro. Temos um vereador eleito que é presidente da CCJ e fez um parecer contra a cassação do Abílio e esse parecer foi com o qual a justiça trouxe o Abílio de volta, que é o Lilo Pinheiro. Então como é que a gente ia fazer com que o Lilo, numa decisão partidária, pudesse ficar fora dessa decisão?”, questionou Kardec na tarde de segunda-feira (23).

Para o parlamentar, a ideia de Fabrício foi inteligente, e a sugestão é que os pedetistas façam suas escolhas críticas na hora do voto. Ele ainda afirmou que, pessoalmente, também não sabe em quem irá votar. “Não conseguir ver nessa primeira semana do segundo turno um debate bom para Cuiabá. O que a gente está vendo aí é acusações, eu quero saber o que que vai fazer lá no bairro onde eu moro, que ainda falta asfalto, ainda tem uma escola precária lá do município, não tem uma saúde boa, não tem iluminação pública, eu quero ouvir isso no segundo turno, o que eu estou ouvindo não é isso. Então infelizmente eu ainda não decidi o meu voto. Mas o partido, inteligentemente, adotou a postura de liberar os seus filiados para que façam o voto crítico”.

Sobre o argumento de Abílio de que foi Kardec que “não deixou” o maestro apoiá-lo, o deputado afirmou que é uma ‘fala desastrosa’. “O Abílio durante a campanha de primeiro turno colocou claramente que vai acabar com o Conselho de Cultura, então isso é antagônico a tudo que o maestro construiu, né? Mas em nenhum momento a gente se portou como patrão, ao contrário, tanto é que dentro do nosso gabinete tem quem defende o Abílio, tem quem defende o Emanuel, tem quem defende o voto nulo. Nós construímos até hoje a nossa história pautada na democracia, e independente da fala desastrosa do Abílio nós vamos continuar agindo assim”.

Aliança rompida

No primeiro turno do pleito municipal em Cuiabá, o PDT decidiu entrar na chapa do PROS, de Gisela Simona, com o maestro Fabrício Carvalho como candidato a vice-prefeito. Antes disso, no entanto, o maestro chegou a fazer pré-campanha, e a ideia era que ele fosse cabeça de chapa. Neste segundo turno, o PROS se posicionou a favor de Abílio, e Gisela entrou ‘de cabeça’ na campanha, participando inclusive de ações nas ruas e do programa eleitoral.

Apesar das opiniões divergentes, tanto Fabrício quanto Kardec afirmam não se arrepender da aliança com Gisela no primeiro turno. “Eu acho que o Fabrício era um dos quadros importantes para Cuiabá na disputa à Prefeitura, e nós tínhamos até construído já a vice com a Rede, com possibilidade de estar trazendo o PC do B e tudo mais. Mas a Gisela tinha sido experimentada na urna, era um quadro importante para nós, um perfil importante... servidora pública, mulher, já experimentada na urna, nós entendemos que esse momento é um momento de crescimento da mulher nas disputas eleitorais, eu acho que o Fabrício foi grande ao ponto de recuar da sua disputa e oferecer para compor como vice”, disse Kardec.

“Eu acredito que faltou um pouco, da nossa parte de coordenação de campanha, explorar esse lado da própria Gisela, talvez ela também não abraçou a causa de mulher, a causa negra, a causa do servidor público suficientemente para que ela pudesse chegar no segundo turno. Apesar de que a eleição em Cuiabá já chegou com um duelo pronto entre Abílio e Emanuel. Então a população gosta disso, né? As pessoas querem ver os duelos acontecerem, e eles aconteceram. Tanto é que levaram os dois para o segundo turno. Lembrando que na minha opinião nenhum dos dois tinha condição de continuar disputando e ganhando essa Prefeitura”, completou.

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