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Quarta-feira, 03 de março de 2021

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Mauro diz que não tomará decisão baseada em denúncia e presidente do Indea segue no cargo durante investigação

Da Redação - Isabela Mercuri / Do Local - Airton Marques

13 Jan 2021 - 19:10

Foto: Rogério Florentino Pereira/ Olhar Direto

Mauro diz que não tomará decisão baseada em denúncia e presidente do Indea segue no cargo durante investigação
O governador Mauro Mendes (DEM) negou que o presidente do Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (Indea-MT) Marcos Catão Dornelas Vilaca será exonerado enquanto não for concluído inquérito de investigação. Catão foi denunciado por uma ex-servidora por assédio sexual. Ele está de férias, mas deve retornar na segunda-feira (18).

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“As providencias sempre serão tomadas, mas nunca ao arrepio da lei e daquilo que é correto. As pessoas serão ouvidas, existe um inquérito que está aberto e vai ser apurada a verdade. Agora, eu não tomo decisões sem ter clareza dos fatos e das decisões. Não é porque alguém denunciou alguém, não é porque alguém falou. Nós vamos verificar os fatos. Tem áreas do governo para fazer isso, isso está sendo feito”, afirmou Mauro na noite desta quarta-feira (13), em coletiva de imprensa no Palácio Paiaguás.
 
O governador afirmou, ainda, que assim que Catão retornar das férias poderá “se explicar”. “Eu tomei conhecimento disso essa semana pela mídia. Ele está de férias, está, portanto, afastado, ele retorna segunda-feira, vai ter oportunidade de se explicar, dependendo do que ele conversar com as áreas técnicas do Governo, alguma decisão poderá ser tomada”, completou.
 
O caso
 

Uma servidora do Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (Indea-MT) acusou o presidente do órgão, Marcos Catão Dornelas Vilaca de assédio sexual. O caso aconteceu em novembro, mas só foi divulgado nesta semana. Segundo informações do boletim de ocorrência, ela pediu exoneração do cargo após o episódio sofrido.
 
O boletim de ocorrência foi registrado em novembro. Conforme relata no documento, a vítima trabalhava com o presidente, sendo necessário entrar diversas vezes em sua sala para servir café, mostrar o cardápio e outras atividades alheias. O assédio sexual aconteceu em um dos dias em que ela precisou entrar na sala para repor as garrafas d’água, quando ele passou a dar investidas verbais, realizando também ato obsceno.

Mesmo com a situação, a vítima foi trabalhar no dia seguinte, mas só tomou coragem para fazer uma denúncia após relatar ao seu pai o que aconteceu. Ele também a encorajou para pedir desligamento do Indea, como incentivou o registro do boletim de ocorrência para evitar que outras mulheres passassem pela mesma situação que ela.

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