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Advogada concursada assume presidência do Indea após denúncia de assédio sexual

Da Redação - Fabiana Mendes

21 Jan 2021 - 08:15

Foto: Reprodução

Advogada concursada assume presidência do Indea após denúncia de assédio sexual
Advogada e servidora pública concursada, Emanuele Gonçalina de Almeida, de 39 anos, foi nomeada presidente do Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (INDEA MT). A nomeação foi publicada em edição extra do Diário Oficial desta quarta-feira (20).

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Segundo informações da assessoria de imprensa do Instituto, Emanuele trabalha há sete anos no órgão de defesa, exercendo anteriormente o cargo de diretora administrativa.

A nova presidente disse que tem como objetivo dar continuidade ao trabalho iniciado no Indea na gestão do governador Mauro Mendes, valorizar o servidor do Instituto e trabalhar de forma democrática com a área técnica.

Emanuele também pretende seguir coma implantação das ações administrativas, focando na desburocratização e descentralização do órgão, dando mais agilidade às demandas dos produtores rurais mato-grossenses.

A nomeação acontece após Marcos Catão Dornelas Vilaça, que foi denunciado por uma ex-servidora de assédio sexual, pedir exoneração da presidência do órgão. Ele, no entanto, continua como servidor efetivo. A informação foi confirmada pelo advogado de Catão, Francisco Faiad, na segunda-feira (18).
 
O caso

Uma servidora acusou o então presidente do órgão, Marcos Catão Dornelas Vilaca de assédio sexual. O caso aconteceu em novembro, mas só foi divulgado em janeiro. Segundo informações do boletim de ocorrência, ela pediu exoneração do cargo após o episódio sofrido.

Conforme relata no documento, a vítima trabalhava com Catão, sendo necessário entrar diversas vezes em sua sala para servir café, mostrar o cardápio e outras atividades alheias. O assédio sexual aconteceu em um dos dias em que ela precisou entrar na sala para repor as garrafas d’água, quando ele passou a dar investidas verbais, realizando também ato obsceno.

Mesmo com a situação, a vítima foi trabalhar no dia seguinte, mas só tomou coragem para fazer uma denúncia após relatar ao seu pai o que aconteceu. Ele também a encorajou para pedir desligamento do Indea, como incentivou o registro do boletim de ocorrência para evitar que outras mulheres passassem pela mesma situação que ela.
 

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