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“Vão tentar derrubar o presidente de todas as formas, mas não vão conseguir”, afirma Fávero

Da Redação - Airton Marques / Do Local - Max Aguiar

25 Jan 2021 - 14:46

Foto: Rogério Florentino / Olhar Direto

“Vão tentar derrubar o presidente de todas as formas, mas não vão conseguir”, afirma Fávero
Já com um pé no PRTB, o deputado estadual Sílvio Fávero critica o partido pelo qual foi eleito, o PSL, e garante que nenhum dos 61 pedidos de impeachment acumulados na Câmara dos Deputados contra o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) deve prosperar.

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As discussões sobre o impeachment de Bolsonaro voltaram às conversas políticas em razão de problemas do governo na gestão da pandemia, como a crise em Manaus e a confusão sobre a vacinação, e seus efeitos econômicos com o fim do auxílio emergencial. Além disso, várias cidades do país registraram carreatas pedindo o afastamento do presidente.

Para Fávero, o movimento, apesar de fazer barulho, é apoiado por grupo minoritário e da esquerda. “É até cômico. Olha o que esse presidente fez pelo Brasil, olha o lucro das estatais, quando antes trabalhavam no vermelho. Nunca teve tanto dinheiro para a saúde e educação. Ele esta quebrando o sistema e quando começa a quebrar, principalmente da esquerda, que está infiltrada em tudo, existe aquela meia dúzia. O que a esquerda sabe fazer é barulho. Pra mim, não passa de blá, blá, blá”.

Ainda de acordo com Fávero, o presidente irá disputar a reeleição em 2022 e ele, mesmo que esteja sem cargo político, irá trabalhar como cabo eleitoral. “Vão tentar derrubar o presidente de todas as formas, mas não vão conseguir”.

Fávero ainda avalia como positiva a atuação de Bolsonaro durante a pandemia. Questionado sobre declarações e ações questionáveis, como tratar a Covid-19 como uma “gripezinha”, o bolsonarista defende que é o jeito do presidente.

“É o estilo dele. Quando que estava com câncer e me recuperei, graças a Deus, muitos pediram para conversar com parentes, pois tratei a doença com brincadeira, vendo o lado positivo. Não que ele tenha levado como brincadeira, mas é aceitar que ela (Covid-19) veio e levar conforme fosse acontecendo”, disse.

Troca partidária

Sobre deixar o PSL, Fávero já conversou com outras legendas, entre elas o PRTB, do vice-presidente Hamilton Mourão, com quem esteve reunido em Brasília na semana passada. Entre os motivos para deixar a sigla pela qual foi eleito, o deputado cita, justamente, o eventual apoio ao impeachment de Bolsonaro.

“Não tem clima, principalmente por ser um partido que tem pedido o impeachment do meu presidente. Não posso compactuar e ficar num partido desse. Acompanho meu presidente e como não conseguimos viabilizar o Aliança, ainda creio que conseguiremos até marços de 2022, devo ficar no PRTB”, pontuou, ressaltando que ainda precisa aguardar a janela partidária.

Mairo bancada na Assembleia, o PSL ainda deve perder o deputado Delegado Claudinei, que negocia com o Podemos. A legenda ainda tem Ulysses Moraes e o recém-filiado Elizeu Nascimento.

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