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Sexta-feira, 07 de maio de 2021

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MEDIDAS PREVENTIVAS

Após ano de tragédia ambiental, poder público e privado se articulam para prevenir incêndios no Pantanal

Foto: Rogério Florentino / Olhar Direto

Após ano de tragédia ambiental, poder público e privado se articulam para prevenir incêndios no Pantanal
No ano de 2020,  cerca de 30% do Pantanal foi incendiado, segundo os dados do Laboratório de Aplicações de Satélites Ambientais (LASA). Para evitar que o episódio não se repita no bioma este ano, poder público e privado se mobilizam para pensar fórmulas de prevenir a ocorrência de incêndios.

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Nesta terça-feira (02), à convite da Associação Civil do Ecoturismo do Pantanal Norte (Aecopan), um encontro reuniu Organizações Não Governamentais e entidades ligadas ao turismo e ao setor produtivo do Pantanal de Mato-grossense e representantes do poder público na Fazenda Pouso Alegre para traçar estratégias de comabate e prevenção de queimadas na vegetação.

Combate ao incêndio

Entre as iniciativas discutidas no encontros esteve a de iniciar o mapeamento das estruturas existentes para o combate aos incêndios florestais, bem como elencar as necessidades emergenciais da região, como a formação de brigadistas, aquisição de equipamentos e a desburocratização do manejo preventivo, como os aceiros, fogo controlado e perfuração de poços e tanques.

Segundo informações da assessoria, essa é apenas uma das ações previstas pela entidade na região. Segundo a Aecopan, a organização ainda pretende contribuir com a formação de 10 brigadas de voluntários contra incêndios no Pantanal em Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.

Do total, 6 serão na parte Norte, sendo duas na Transpantaneira, uma em Chapada dos Guimarães, uma em Santo Antônio de Leverger, uma na Fazenda Perigara e a última em Barão de Melgaço.Nesses espaços, a Ong pretende atuar na formação dos brigadistas, com a ajuda do Corpo de Bombeiros e da Defesa Civil, e o fornecimento de alguns equipamentos.

Menos burocracia

Luiz Vicente da Silva Campos Filho, da Aecopan, afirma que a falta de comunicação foi um problema frequente durante o combate aos incêndios em 2020. Segundo o seu relato, houve registro de proprietários que teriam sido penalizados por fazer aceiros, procedimento indicados pelo Corpo de Bombeiros para conter as chamas.

A conversa entre todos os envolvidos é importante para resolver essas questões que envolvem ambas partes, do governo e pantaneiros, defende Luiz. Além disso, ele defende que é importante ter um plano de integração e que ele conte com a participação ativa da esfera governamental, que tem o poder decisório em muitas questões.

Benedito de Freitas, também da Aecopan, acredita que é preciso estratégia e ela conta com o fogo controlado durante a chuva, a limpeza de pastagens e a perfuração de poços para a captação e distribuição de água.No ano passado, as equipes precisavam se deslocar por até 16 km para achar um ponto onde houvesse água para abastecer os caminhões, o que facilitou a proliferação do fogo.

Outro ponto discutido foi a promoção da qualificação de brigadistas e operadores de máquina especialista em aceiros. Após uma busca, o grupo achou o curso apenas em Rondonópolis e Lucas do Rio Verde. Além do mais, eles estavam focados em atividades agrícolas e de mineração, o que nada tem a ver com o combate aos incêndios.

Encontros começaram no iníco do ano

O pecuarista, representante do Sindicato Rural de Poconé e membro do movimento Guardiões do Pantanal, Ricardo Arruda, explica que várias reuniões estão sendo realizadas desde o começo do ano para tentar concretizar um plano de prevenção e combate aos incêndios florestais no Pantanal.

 "Foi uma reunião importante porque conseguimos aparar todas as arestas e dar continuidade a construção de uma política de gestão compartilhada dos incêndios florestais", comenta Arruda sobre o encontro desta terça-feira (02).

Participaram da reunião Ailton A. Lara (Aecopan), Eledilson de Souza (Ong Panthera), Carlos Barroso (Oficial de reserva), Diego Arruda (SOS Pantanal), Leonardo Gomes (SOS Pantanal), Ricardo Arruda(Sindicato Rural de Poconé e Guardiões do Pantanal), Felipe Augusto Dias (SOS Pantanal), Gustavo de Carvalho Figueirôa (SOS Pantanal), Luiz Carlos Costa(Defesa Civil), Danielle Carvalho (Prefeitura de Poconé), Clebson Nogueira Silva (Defesa Civil) e Luiz Vicente da Silva Campos Filho (Aecopan) e Benedito A de Freitas (Aecopan).

Governo de Mato Grosso

Nesta sexta-feira (05), o governo de Mato Grosso, também objetivando a redução do número de incêndios no bioma pantaneiro, entregou o 1ºPelotão Independente do Corpo de Bombeiros Militar (CBM-MT) Grosso ao município de Poconé (102 km de Cuiabá). A unidade faz parte das ações do Estado para atuar no monitoramento e prevenção aos incêndios florestais na região do Pantanal mato-grossense.
 
A unidade possui área de 200 metros quadrados e é resultado de parceria entre a Secretaria de Estadual de Segurança Pública (SESP-MT) e a Prefeitura de Poconé, com apoio da iniciativa privada. O Governo investiu R$ 2,6 milhões em efetivo, veículos, mobiliário, rádiocomunicação, materiais e equipamentos operacionais.
 
Estiveram presentes na solenidade o secretário de Segurança Pública, Alexandre Bustamante, a secretária de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti, o comandante-geral do Corpo de Bombeiros, Alessandro Borges, entre outras autoridades.

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