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Sexta-feira, 16 de abril de 2021

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ARTIGO DE OPINIÃO

Stringueta chama MP de “instituição imoral”; Polícia Civil não corrobora declaração

Da Redação - Fabiana Mendes

01 Mar 2021 - 11:15

Foto: Rogério Florentino / Olhar Direto

Stringueta chama MP de “instituição imoral”; Polícia Civil não corrobora declaração
O delegado Flávio Stringueta, da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO), apareceu na imprensa com uma série de críticas ao Ministério Público Estadual (MPE-MT). Em um artigo de opinião, ele chamou a Instituição de imoral. Já a Diretoria Geral da Polícia Judiciária Civil de Mato Grosso esclareceu que não compactua com as declarações emitidas por ele.

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Stringueta citou o caso envolvendo a compra de R$ 2 milhões em aparelhos celulares para membros do MPE. “Virou notícia, e vergonha, nacional. O que se esperaria dos promotores, ou seus líderes, ou do inconsequente idealizador desse absurdo? Que não tivessem feito. E, como já tinham feito, que pedissem desculpas à sociedade pelo erro e sumissem de cena.   Mas não. Continuaram. Irão receber os tais aparelhos, como se não tivessem condições de ter algo assim para trabalhar e se comunicar. Uma juíza assim autorizou”, disse.

“Por que, nobres representantes do MPE MT, os professores não receberam equipamentos mínimos para instruírem seus filhos? Por que nenhum de vocês se insurgiu contra o poder público para exigir algo parecido para a instrução dos seus filhos e dos demais estudantes do nosso estado? Vocês acham que foram, e são, éticos? ”, questionou no artigo.

O delegado também lembrou das críticas ao auxílio moradia e sobre direitos de férias de dois meses por ano. “Alguém sabe explicar? Eles trabalham mais do que os trabalhadores de outros poderes e da iniciativa privada? Merecem mais por que? E, sabem, podem vender as férias e receberem em dinheiro, até porque, sabemos, não precisam de 2 meses de férias. Assessores que o digam”, acrescentou.

“E a situação dos 73 milhões descobertos pela CPI do MP desviados pelo MPE MT? Alguém acredita que dará algo? Eu acredito que os poderes se protegem. Mas isso vem ao encontro do que eu já falei antes. Que não há justiça neste país se houver interesses envolvidos”, continua.
 
O titular do GCCO também lançou um desafio. “Eu desafio o MPE/MT a abrir suas contas nos últimos 20 anos para provar que eu estou errado. Não acredito que farão. Falo para vocês: o MPE/MT não está comprometido com a ética e a moralidade quando o assunto é o seu benefício”.
 
“E acrescento: não existe instituição mais imoral que o MPE/MT que o nosso, que senta na própria moralidade e fala das ilegalidades das outras instituições.  Serei processado por isso. Eu sei. E até espero que sim. Pois, assim. Poderei abrir as entranhas dessa instituição MPE e, por consequência, talvez, o judiciário.  Deus nos proteja”, finaliza.

Sobre o artigo, a Diretoria Geral esclareceu que não compactua com as declarações emitidas pelo delegado.

Pontou também que o artigo e as matérias consequentemente repercutidas sobre a publicação refletem exclusivamente a manifestação pessoal do delegado e tais opiniões não expressam correlação com as ideias e valores da direção da Polícia Civil em relação ao Ministério Público Estadual e ao Judiciário mato-grossense.

Além disso, a PJC destacou que o MPE e o Poder Judiciário têm sido grandes parceiros da Polícia Civil, com contribuição efetiva em ações de valores inestimáveis ao fortalecimento, estruturação e modernização da instituição, a fim de que os serviços essenciais de investigação criminal e acolhimento de vítimas possam ser continuamente prestados com a melhor qualidade à sociedade mato-grossense.

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