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Segunda onda

Defensor público geral diz que pedidos por UTIs já começaram a chegar e em breve deve haver ‘filas’

Da Redação - Isabela Mercuri / Do local - Max Aguiar

03 Mar 2021 - 07:33

Foto: Reprodução

Clodoaldo

Clodoaldo

Diante do aumento da taxa de ocupação dos leitos em Unidade de Terapia Intensiva (UTI) em Mato Grosso, alguns pacientes que já não encontram vagas, começaram a procurar a Defensoria Pública. Segundo o defensor público geral Clodoaldo Aparecido Gonçalves de Queiroz esta foi uma prática frequente nos meses de julho e agosto de 2020, e agora volta a acontecer.

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“Os pedidos estão chegando agora. No mês de julho e agosto, nós conseguimos encontrar atendimento para todas as pessoas que nos procuraram. Embora a lotação estivesse beirando os 100%, todos que procuraram a defensoria pública nós conseguimos localizar um leito de UTI para tratamento. Neste momento, as pessoas estão procurando a defensoria pública, mas ainda não chegou numa situação de fila de espera sem atendimento, mas está prestes a acontecer. Estamos por poucos dias de isso começar a acontecer”, lamentou o defensor.

Para Clodoaldo, o momento exige medidas mais restritivas para que se evite o ‘caos’ que aconteceu em julho de 2020. “Principalmente para as pessoas mais carentes, que são aquelas que batem na porta na defensoria pública quando não encontram atendimento nos hospitais. Nós não queremos que isso aconteça novamente e estamos prestes a chegar nesse ponto, já que hoje o índice de ocupação das UTIs está chegando a 90%. Então acreditamos que medidas devem ser tomadas. Entendemos que deve haver uma compatibilidade com uma proporção mínima da economia funcionando em função do emprego das pessoas, mas medidas devem ser adotadas sim”, declarou.

Segundo o defensor, apesar da grande procura, muitas vezes a defensoria consegue resolver os problemas das UTIs somente com diálogo com a Secretaria de Estado de Saúde. “As pessoas, quando batem à porta do hospital e não encontram, vão diretamente para a defensoria pública. Muitas vezes é só por uma questão de burocracia, às vezes a vaga existe e nós, conversando com a Secretaria de Saúde, sem precisar ingressar na justiça. Então é natural as pessoas procurarem a defensoria pública na primeira dificuldade que encontram”.

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