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Terça-feira, 18 de maio de 2021

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Max afirma que decretos conflitantes descredibilizam classe política e crê em intervenção do Judiciário

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Max afirma que decretos conflitantes descredibilizam classe política e crê em intervenção do Judiciário
Presidente da Assembleia Legislativa (ALMT), o deputado Max Russi (PSB) afirma que a população é quem vai “pagar o pato” com o novo embate entre o governador Mauro Mendes (DEM) e o prefeito Emanuel Pinheiro (MDB). Acontece que o chefe do Executivo municipal desconsiderou as determinações impostas pelo democrata e publicou decreto com medidas bem mais flexíveis para o funcionamento das atividades econômicas e toque de recolher, durante período crítico da pandemia da Covid-19.

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Com decretos discordantes, a população ainda está em dúvida sobre quais regras devem ser seguidas, se as do Governo estadual ou as da prefeitura. Para Max, caberá à Justiça decidir quem é que tem razão. “Infelizmente, isso é muito ruim para a classe política, pois a população deixa de acreditar nos políticos, e com razão. Essa decisão é muito ruim. Ruim para o empresário que não sabe qual deve cumprir, para o trabalhador que trabalha em Cuiabá e tem um decreto diferente em Várzea Grande. A Justiça vai ter que atuar, para deixar muito claro o que está valendo”, disse, durante entrevista à rádio CBN, na manhã desta quarta-feira (3).

Na segunda-feira (1º), o governador se reuniu com os chefes dos Poderes e órgãos independentes e anunciou as medidas de restrição das atividades econômicas e toque de recolher das 21h até às 5h. Os estabelecimentos comerciais, com algumas exceções, como os de serviços de saúde, só poderiam funcionar até 19h.

Já nesta terça-feira (2), Emanuel decidiu fazer diferente e, garantindo que ele tem a prerrogativa de decidir questões sanitárias no município, liberou o funcionamento das atividades econômicas em horários bem mais estendidos e o toque de recolher mais tarde, a partir das 23h.

De acordo com o presidente da ALMT, é preciso união das lideranças. “A decisão do governador é correta. É preciso adotar medidas e elas foram tomadas. Quando não há uma conscientização voluntária, o poder público precisa atuar. Quem estiver no cargo de liderança, precisa tomar uma decisão. É a população que acaba pagando o pato, sendo prejudicada, por decisões que no meu ponto de vista não estão corretas”, completou.

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